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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

É Nacional, É Bom... Beatriz Lima



Sobre a autora:
Sonhadora. A única palavra que me define totalmente. Sonhadora. 


A autora nasceu em Lisboa a 19 de Janeiro de 1997, passou a infância no concelho de Cascais e atualmente vive no Montijo, onde estuda na Escola Secundária Jorge Peixinho. Desde criança que a sua fértil imaginação já fazia parte de si, vindo a ganhar cada vez mais consistência com a aprendizagem das letras e das palavras.

A descoberta da escrita como forma de comunicar com o mundo manifestou-se desde cedo pelo interesse por histórias infantis e, mais tarde, através dos cadernos que passaram a acompanhá-la e onde anotava ideias e pensamentos. 

No final do Verão de 2009, com 13 anos, escreveu “Anjo de Cristal”, um romance sobre o amor em tempos de guerra. A inspiração surgiu numa Missa pela Paz, de Karl Jenkins, que Beatriz Lima assistiu numa igreja no Porto e onde coros e uma orquestra serviam de banda sonora a imagens da Segunda Guerra Mundial. O pré-lançamento do primeiro romance foi a 7 de Dezembro de 2011, com segunda edição a 16 de Fevereiro de 2013.

A 22 Fevereiro de 2014 a autora viu publicado o seu segundo livro, “Dependo de ti”. A obra retrata a história de duas gémeas, Mia e Alex, que aos 17 anos vivem a vida com uma intensidade colorida, doce e divertida, até que uma descoberta grave e dolorosa irá estilhaçar o mundo “cor-de-rosa” das irmãs.  

Hoje com 17 anos e duas obras publicadas, Beatriz Lima considera-se a mesma mas reconhece que cresceu, evoluiu e ganhou novos conhecimentos sobre o mundo. Idealista por natureza, a autora pretende tirar o curso de ciência política e trabalhar numa ONG direcionada para a ajuda a crianças.


Encontra-se neste momento a trabalhar numa história nova sobre o terrorismo e a preparar aulas para uma oficina de escrita criativa, que irá iniciar como professora em Março de 2015. 





Dependo de Ti

Mia e Alex são duas gémeas de 17 

anos que vivem a vida com uma intensidade colorida, doce e divertida. Extrovertidas, simpáticas e 

aventureiras, decidem aproveitar os 17 anos ao máximo e comprometem-se a viver todas as experiências 

que esta idade promete. Cada momento é vivido intensa e docemente; as paixões são sentidas, mágicas e 

verdadeiras. Contudo, acontece algo a Alex… uma descoberta grave e dolorosa que estilhaça o mundo 

«doce e cor-de-rosa» das duas irmãs. Agora, tudo recai sobre Mia


“Dependo de ti” é um livro que nos mostra que devemos lutar por aquilo em que acreditamos e que nos 

desvenda um modo de viver 

em que os sentimentos se opõem à razão. 




Anjo de Cristal

Devastada com a partida do seu amado para a guerra, Anne Marie tenta “sobreviver” à sua partida. Novos 

amigos enchem a vida de Anne Marie, mas nada substitui o vazio da ausência de Peter. Por entre aventuras, 

romance e recomeços, Anne enfrenta a dor.



Mas quando uma carta anuncia a morte de um soldado – na qual o nome não é perceptível – Anne tem 

duas 

opções: esquecer o amor da sua vida e seguir em frente, ou ir para a guerra, numa réstia de esperança.


Anjo de Cristal retrata a esperança, o amor, a coragem, tudo envolto num livro carregado de dor e 

sofrimento.

sábado, 22 de novembro de 2014

É Nacional, É Bom....André Coutinho


Sobre o autor:
André Coutinho, natural de Vale de Cambra, nasceu no dia 13 de Outubro de 1988. É licenciado em Serviço Social pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra.
Editou o seu primeiro livro, "Noite Negra",através da Chiado Editora, em 2013, uma obra que pretende ser uma apologia ao amor verdadeiro e às tradições centenárias da bela cidade de Coimbra.
Os seus principais hobbies são a leitura, a escrita,a investigação histórica, o ciclismo, o convívio com as pessoas, as viagens e os passeios campestres.
O seu maior sonho é ser escritor e este primeiro livro é um passo inicial para a construção desse desejo de criança.


Noite Negra:
Ricardo Magalhães, um jovem minhoto pacato de 18 anos, cumpre um objectivo comum a muitos jovens da sua idade: ingressar no Ensino Superior.
Porém, aquela que seria apenas uma nova etapa da sua vida, transforma-se, para ele, na descoberta de um mundo completamente novo e por vezes estranho, que o impele a questionar-se acerca das questões mais fundamentais da vida humana, ao mesmo tempo que o inspira a lidar com o processo de construção da identidade, descoberta do amor e usufruto da liberdade.
Coimbra, a terra de mil esplendores, encerra no seu âmago imensos segredos, sonhos e devaneios dos que por ali vivem e dos que por ali passam. Coimbra dos estudantes, dos amantes apadrinhados por Pedro e Inês, cuja alma por ali ainda paira, inebriando quantos se deixam guiar pela linguagem universal do Amor. À noite, Coimbra revela tesouros, assombros, mistérios, apenas visíveis aos olhos mais astutos, daqueles que se deixam perder nas suas ruas. Coimbra é também sinónimo de saudade, do deslumbramento à chegada e do majestoso encanto na hora da despedida.
É nesse local, agora transformado em lar, que Ricardo trava a batalha mais importante da sua vida, a da manutenção da sua integridade emocional, enquanto é invadido por fantasmas do passado, romances inesperados e um mistério que o deixa perdido, perante a imensidão das palavras: Amor e Saudade.
Este é um livro, no qual o ambiente romântico se encontra aliado ao soturno e que capta atenção do leitor até ao último ponto


Site do autor
Página facebook do autor
Página Facebook do livro

domingo, 23 de fevereiro de 2014

É Nacional, é Bom... Sandrine Sousa


Sobre a autora:
Sandrine Sousa nasceu na região de Paris, em 1976. Filha de pai trasmontano e mãe algarvia foi viver para o Algarve aos 16 anos, transição que ficará para sempre marcada na sua memória e que influencia o seu modo de ver o mundo e de escrever. Descobriu o amor pela literatura aos 18 anos, o que a levou a licenciar-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade do Algarve. Fez uma especialização em Comunicação Educacional, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e frequenta atualmente o curso de Línguas, Literaturas e Culturas, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve. Apercebeu-se, enquanto estudava e depois de concluir o curso, que tinha jeito para ensinar. Já trabalhou em várias escolas do Algarve, centros de apoio ao estudo e de formação. Teve a oportunidade de ensinar português e francês a numerosos jovens e adultos, mas o mundo da escrita sempre a fascinou. Colaborou com o jornal algarvio O Louletano, onde publicou alguns poemas inéditos. Isola-se para escrever o que lhe vai na alma, escondendo-se de todos para se refugiar no mundo da escrita. Em 2009, publicou a obra intitulada Sopro. Entre a Vida e a Morte – uma antologia de poemas para adultos. Graças às suas duas filhas, tem vindo a contactar de mais perto com o mundo mágico dos mais pequenos. A sua sensibilidade e vontade de vê-los felizes foi o ponto de partida para o livro Um Arco-íris no Hospital.

Um Arco-Íris no Hospital é uma obra de literatura infantil cuja personagem principal é uma menina que sofre de leucemia e que se encontra num hospital. É uma história de amizade que tem como pano de fundo o duro retrato da vida, embora não explícito no livro. A Rosinha é uma menina que mostra que, mesmo no maior sofrimento que a vida pode impingir, consegue abrir o seu coração e fazer outros meninos felizes. Uma história para as crianças, para os pais e para os profissionais de saúde, que acompanham o dia-à-dia de milhares de crianças internadas.
Pela mensagem que pretende transmitir, foi criado um blog sobre o livro e sobre a personagem principal, onde qualquer criança pode participar e interagir com a "Rosinha". 


Sopro.Entre a vida e a morte:

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

É Nacional, É Bom... Hugo Girão






Sobre a autora:
Filho e neto de músicos, nasce em Lisboa, em 1975, evidenciando desde a meninice interesse pela profissão do pai.
Começa a escrever os primeiros textos aos onze anos de idade vivendo em Madrid, mas só aos 26, já residindo em Zamora, decide transformar o seu hobby em algo mais.
A leitura de "O Alquimista" de Paulo Coelho e de "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada" de Robert Fischer, são o catalisador para escrever o seu primeiro livro, "O Rei e o Homem que Já Tinha Sido", editado em 2006, pela chancela Papiro Editors.
Daí não mais parou, editando em 2007 "O Silêncio das Almas", em co-autoria com Isabel Fontes, "O Silêncio dos Teus Olhos", em 2009, e mais recentemente, em 2011, "Os Meninos do Vento", todos pela chancela Fronteira do Caos Editora. Este último é a sua primeira incursão no livro infantil, o seu primeiro livro bilingue e o seu primeiro livro solitário, trabalho que lhe atribuiu as portas do mercado espanhol.

  
Os Meninos do Vento:
"Um dia, há muito, muito tempo, quando o Céu e a Terra eram ainda muito jovens e tudo era mais escuro do que agora, nasceram a Lua e o Sol. Os dois, como se de um milagre se tratasse, saíram da barriga do Céu ao mesmo tempo, mas inexplicavelmente, foram imediatamente separados…"

O Silêncio dos teus olhos:
O Silêncio dos Teus Olhos é uma homenagem às mulheres e um hino à vida. Um livro intimista e de grande intensidade, em que o autor explora com elegância e mestria, sentimentos e sensações que nos encantam, comovem e fazem pensar.Algumas já não estão entre nós, mas como acredito na eternidade, sinto que me acompanham desde o primeiro dia em que as conheci. Estarão sempre no meu coração...

Este livro é também uma singela homenagem à minha mulher e aos meus filhos. À minha mulher porque tem sido uma verdadeira fortaleza capaz de desvendar em mim coisas mágicas, de me fazer descobrir aspectos que eu jamais conheceria sem a sua presença;por ser a amiga, a amante, a mãe, o ser humano que todos os dias está ao meu lado para me guiar...

Aos meus filhos, por me fazerem sentir capaz de gerar um milagre tão lindo e belo como é a Vida, a sua... O que duas pequenas vidas nos podem ensinar...


O Silêncio das Almas:
"Até parece que foi hoje. Levantou-se, fez as malas... E sempre em silêncio, apenas saiu..."

" Nove anos de uma vida em comum e acordei com a sensação de que, à parte de termos compartido os lençóis da mesma cama e algumas horas de alguns dias das nossas vidas, não partilhámos absolutamente mais nada..."



Esconder, silenciar, abdicar do ser próprio para nos moldarmos ao ser amado...
O medo de ferir, abrir diálogos passados para não pôr em causa um futuro incerto, quase sempre com os dias contados...
O espelho do quarto, o nosso melhor confidente; o corpo que se arrasta sem forças para mais...o silêncio...

Há sempre um dia em que a alma diz "BASTA", como um grito fechado numa gaveta empoeirada pelo peso do tempo; há sempre um dia em que acordamos fartos de viver o que ainda não existe e queremos fugir do que já vivemos, fugir de nós, fugir de tudo e todos...

" O Silêncio das Almas" fala desses dias em que o mundo cai sobre as nossas costas sem que o possamos mais suster; esse mundo onde o silêncio e o amanhã são almas gémeas que acabam por sacrificar tudo o que ficou para trás, tudo o que foi bom, tudo o que deixou de ser, hoje, aqui e agora.

"O Silêncio das Almas" é uma história contada a duas vozes, uma história sobre os desencontros que caminham na mesma direcção à procura da mesma coisa, de maneira diferente... em silêncio.

Ver mais no blog do autor e no goodreads 

É Nacional, É Bom... Rute Canhoto





Sobre a autora:
"Nasci em 1984 e cresci na cidade de Alcácer do Sal, no litoral Alentejano.
Aprendi a escrever antes de entrar na escola; parece invenção, mas é verdade. Talvez por isso sempre tenha gostado de escrever. Uma imaginação fértil também ajuda, claro, assim como a paixão por criar mil e uma histórias. Ah! E a paisagem da cidade que me viu crescer é, sem sombra de dúvida, uma grande fonte de inspiração.
Comecei por escrever histórias infantis, não verdadeiros contos, mas pequenas narrativas semelhantes às dos livros que lia. Eis aqui alguns títulos embaraçosos: “A galinha dos ovos de ouro” e “A sopa de tartaruga”. Daqui passei para algo diferente: a poesia. Sim, os versos rimavam, no entanto o vocabulário deixava algo a desejar. O que esperar de uma criança? Nunca fui nenhum génio!
Escrevi o meu primeiro livro “a sério” enquanto frequentava o segundo ano do curso de Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Setúbal. Digamos que foi uma tentativa frustrada de escrever uma biografia, que se converteu em algo mais rico e ficcional. Longe da perfeição almejada, “Anjo Decadente” caiu no esquecimento e foi remetido para a prateleira da estante lá de casa. Talvez um dia proceda a alguns arranjos e torne a apostar nele, quem sabe?
O ano de 2008 ficou marcado pelo lançamento de “Almira, a Moura Encantada” pela Corpos Editora. Além de glorificar a lenda do castelo de Alcácer, trata-se de um romance que homenageia a história do concelho, difundindo-a de uma forma lúdica e apelativa. Este livro valeu-me a atribuição da distinção “Jovem Inovador e Empreendedor” pelo Município de Alcácer do Sal no ano seguinte.
Em Dezembro de 2009, e para assinalar a efeméride desse mês, escolhi a EuEdito para publicar o conto “Clara e o Natal”. As ilustrações do mesmo estiveram a cargo de Joana Guedes.
Depois... nada. Ou quase nada. Comecei a escrever um novo romance histórico, porém faltava qualquer coisa e resolvi fazer uma pausa. Não se pode forçar a criatividade. Este é um projecto que tenciono recuperar, mas entretanto… entretanto tive contacto com os livros da escritora Becca Fitzpatrick e ela forneceu-me a inspiração necessária para aderir a um género que sempre me atraiu bastante. Lancei-me então numa narrativa que recorre a um conceito do mundo do sobrenatural ainda não explorado na vertente literária: assim nasceu a saga “Perdidos”. Apenas ainda terminei o primeiro volume desta trilogia, mas estou bastante orgulhosa – creio que a saga pode ir bastante longe se lhe for dada essa oportunidade. Espero que a desejada oportunidade lhe seja dada…
Que mais posso dizer? Planos para o futuro? Escrever. Escrever sempre."


Perdidos:

Marina, de 17 anos, leva uma vida monótona e confortável, centrada no objetivo de ter boas notas para entrar na universidade. 
Findas as férias de verão, tem início um novo ano letivo que se revela repleto de novidades, entre elas Lucas. A misteriosa figura do aluno desperta-lhe a atenção, apesar da aura obscura que o rodeia. Mais tarde, Joshua junta-se à turma e um turbilhão de sentimentos contraditórios assola Marina, deixando-a confusa e sem saber que caminho seguir. E se fizer a escolha errada? 
Em simultâneo, o cosmos da rapariga fica completamente virado do avesso com uma série de inexplicáveis acidentes, que parecem querer colocar um ponto final na sua existência. Afinal, o que se estará a passar? A resposta será uma revelação inesperada, que dará a conhecer ao mundo os Perdidos. 
Este é o primeiro volume da trilogia Perdidos, uma série na qual coração e razão entram em conflito. Nem sempre o que gostaríamos de ter é o melhor para nós. Mas e se o que nos dizem não ser bom para nós, é exatamente aquilo de que precisamos? Viver implica correr riscos, demasiado grandes às vezes.
 
Esquecidos:
Depois da tempestade que virou a vida de Marina do avesso, veio a bonança junto de Lucas. Eles só queriam ser esquecidos pelo Inferno, mas Marina é alvo de uma maldição que pode pôr termo à sua existência e que acabará por arrastar de forma inevitável os seus amigos para aquela realidade retorcida. Lucas tenta preparar-se para a batalha, mas está enfraquecido e não consegue entrar no submundo. É então que chega Záfira, uma Perdida que tem como prato mais desejado a vingança e que alega ter sido enganada e morrido por amor a Lucas. O casal, de relação abalada, precisa de ajuda e vai encontrá-la no misterioso e enigmático Ezequiel, cujos conhecimentos justificarão inclusivamente a essência e a irresistível atração entre Marina, Lucas e Joshua, numa reviravolta que tudo põe em causa. 
Este é o segundo volume da trilogia Perdidos, uma série na qual coração e razão entram em conflito. Nem sempre o que gostaríamos de ter é o melhor para nós. Mas e se o que nos dizem não ser bom para nós, é exatamente aquilo de que precisamos? Viver implica correr riscos, demasiado grandes às vezes.
 
Almira, A moura encantada:
Almira é uma jovem de 16 anos que vive em Lisboa e que leva uma vida normal como tantas outras raparigas da sua idade. No entanto, a rotina da sua vida que tanto adora é quebrada quando o pai praticamente a “arrasta” para Alcácer do Sal, num fim-de-semana de visita à sua avó.
O desalento que trouxe consigo nesta viagem vai transformar-se gradualmente em entusiasmo à medida que vai conhecendo o que de bom Alcácer tem para oferecer.
Almira vai ficar ainda mais surpresa e agradada quando a avó lhe conta que a origem do seu nome remonta à lenda da moura encantada do castelo de Alcácer, uma história plena de emoção e amores impossíveis cujo desenlace ultrapassa as barreiras do próprio tempo.
 
 
 
 
 
Clara e o Natal:
 
Clara é uma menina de onze anos que cedo descobre que por vezes a realidade passa ao lado do padrão ideal dos contos que começam com “era uma vez” e terminam em “viveram felizes para sempre”.
Na sua aventura, Clara é levada para o orfanato gerido pela Madame Funesta e, aí, descobre uma passagem para um lugar mágico onde vai aprender que o Natal existe e que o melhor presente que se pode receber nem sempre vem sob a forma material.
 
 
 
 
Ver mais no blog da autora.
 
 
 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

É Nacional, É Bom...Vasco Ricardo






Sobre o Autor:
Vasco Ricardo nasceu no ano de 1981, em França mas é em Portugal que gosta de estar. Nem sempre viveu em Famalicão; cresceu em Matosinhos e formou-se em Viana do Castelo. Pratica Aikido, uma arte marcial japonesa. Raramente se sente cansado, se bem que certas particularidades do quotidiano o vão arreliando. Acha piada a moralistas, principalmente os que são imorais. Ainda não descobriu a verdadeira razão pela qual sente vontade de escrever, mas jura que um dia o fará.

A Trama da Estrela:
Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistérios e crimes até então irresolúveis.
Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de crimes vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas.
O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado d e estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos.
Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos parecem tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinária, onde todos os seus passos são criteriosamente preparados, na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.


O Diplomata:
 Gabriel é um político norte-americano de topo que possui uma família perfeita e uma reputação imaculada. Contudo, por detrás da sua figura exemplar, um outro homem emerge. Violento, frio e calculista, Gabriel parte em busca de algo e não parará enquanto não for bem-sucedido.

"...E quando já ninguém chorava, dei por mim a verter lágrimas que cheiravam e sabiam a sangue..."






Ver mais no site do autor, goodreads e facebook 

É Nacional, É Bom... Nuno Miguel Miranda





Sobre o autor:

"Falar de mim, é algo que sempre me foi difícil fazer.

Prefiro ir falando, e dando-me a conhecer.

Mas, vamos lá tentar.
Sou um alfacinha de pouco mais de 30 anos, que adora escrever, o silêncio, o mar e que tenta ser feliz acima de tudo."

Parvoices de um sonhador:
Este livro, é o concretizar de um sonho começado à uns anos, quando começou a reunir pensamentos num blog, com o mesmo nome - wwwsonhandolivremente.blogspot.com

É Nacional, É Bom... Andreia Ferreira






Sobre a autora:
Nascida e criada em Braga, Andreia Ferreira escreveu o seu primeiro conto aos 12 anos. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Europeias na Universidade do Minho e administra desde Junho de 2010 o blogue dedicado a livros http://d311nh4.blogspot.com.
“Soberba Escuridão” é o seu primeiro romance.


Soberba Escuridão:
Quando o relógio pisca as doze horas intermitentes, Carla recebe no seu quarto uma visita indesejada.A partir daí, todo o seu mundo desmorona e a solidão e o medo encarregam-se de a arrastar para um estado deprimente que só um desconhecido parece compreender.Cega de paixão, nega as evidências de que o seu novo amor é mais do que um rosto angelical. Ele esconde segredos que a levarão para perigos que parecem emergir das profundezas do inferno.



Soberba Tentação:

Depois de descobrir que o sobrenatural não representa um medo irracional e que as criaturas caminham lado a lado com os humanos, Carla tem de enfrentar as consequências do seu envolvimento com o Caael.
Os demónios já deixaram marcas na vida da Ana e da Raquel e a Carla começa a sentir algumas dificuldades em encontrar-se.
Entre lacunas na memória, sentimentos e novas preocupações, surge uma existência virada do avesso com a linha da vida mais ténue do que nunca.
Com a ausência do Caael, assomam revelações que levantam um plano ancestral de uma disputa entre iguais. A Carla vê-se num tabuleiro de xadrez, como um rei isolado, com a rainha a jogar contra ela.


Ver mais no blog da autora ou no goodreads .

É Nacional, É Bom... Carla M. Soares






Sobre a autora:
Carla M. Soares nasceu em 1971.
Formou-se em Linguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa, e tornou-se professora. Tem um Mestrado em Estudos Americanos, em Literatura Gótica e Film Studies. É doutoranda no Instituto de História da Arte, na Faculdade onde se formou.
É, antes de mais, filha, mãe, mulher, amiga. Leitora e escritora compulsiva. Sempre.


Alma Rebelde
No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?


A Grande Mão
Esta é a história de Nolan, um rapaz órfão que enverga uma misteriosa runa ao pescoço e que irá descobrir que um grandioso destino lhe está reservado. E é a história de resistência da cidade real de Lumidion e da ameaça que paira sobre ela. E a narrativa de vingança de Torsten e do Corvo,com os seus homens tatuados. E do seu maravilhoso cavalo Tinta. E é a história de Eirina, a determinada filha do General de Torsten, do segredo que transporta consigo e da missão de que se encarrega.

Qe sucederá quando todas estas histórias se cruzam, numa terra repleta de mistérios, num tempo de perigos em que uma batalha inesperada se avizinha? Que descobrirá Nolan sobre si mesmo e sobre o seu destino? Conseguirá ajudar Eirina no cumprimento da sua missão? Poderá Lumidion sobreviver ao que a ameaça?
 


Ver mais no blog da autora, no goodreads e no facebook 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

É Nacional, É Bom...Ana Cristina Silva



Sobre a autora:
Ana Cristina Silva nasceu em Vila Franca de Xira, a 11 de Novembro de 1964 e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita, desenvolvendo investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. Publicou até ao momento sete romances, Mariana, todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia Luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009) e Crónica do Rei-Poeta Al- Um’Tamid (2010), Cartas Vermelhas (2011, seleccionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora) e O Rei de Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP).

Cartas Vermelhas:
Nascida em Cabo Verde de família branca e abastada, Carol nunca se resignou à miséria das ilhas. E,
movida pelo sonho de construir uma sociedade mais justa, ingressou ainda jovem no Partido Comunista. Não se importando de usar a beleza como arma ideológica, abraçou a luta revolucionária, apaixonou-se por um camarada e ficou grávida pouco antes de ser presa. Foi a sua mãe quem tratou de Helena nos primeiros tempos, mas, depois de libertada, Carol levou-a para Moscovo, onde trabalhou nas mais altas esferas do Comintern. Aí, o contacto com as purgas estalinistas não chegou para abalar as suas convicções, mas o clima de denúncia e traição catapultou-a para o cenário da Guerra Civil espanhola, obrigando-a a deixar Helena para trás; e, apesar de ter escapado aos fuzilamentos franquistas, a eclosão da Segunda Guerra Mundial impediu Carol de voltar à União Soviética para ir buscar a criança. Será apenas vinte anos mais tarde que mãe e filha se reencontrarão em Berlim; mas a frieza e o ressentimento de Helena farão com que, na viagem de regresso a Lisboa, Carol decida escrever um romance autobiográfico com o qual a filha possa, se não perdoar-lhe, pelo menos compreender as circunstâncias do abandono ¿ a clandestinidade, a prisão, a guerra, a espionagem e o inconcebível casamento com um inspector da polícia política. Inspirado na vida de Carolina Loff da Fonseca, este romance extremamente empolgante vai muito além dos factos, confirmando Ana Cristina Silva como uma das mais dotadas autoras de romance psicológico em Portugal. 

A Segunda Morte de Anna Karenina
Violante tinha, desde criança, um talento raro para a representação e, com a ajuda de Luis Henrique, um grande actor com quem acabou por se casar, tornou-se uma das mais aplaudidas actrizes portuguesas do
princípio do século XX. Contudo, os que a vêem brilhar e afirmar o seu génio no palco dos maiores teatros nacionais desconhecem o terrível segredo que minou a sua vida e levou para longe o marido numa noite que podia ter acabado em tragédia. Agora, que Violante visita, longe da multidão, o jazigo de Rodrigo - um jovem oficial português caído na guerra das trincheiras em França -, espera finalmente sentir o desgosto da mãe que não chegou a ser, mas descobre que o filho que não criou carregava, afinal, no peito um peso tão grande ou maior do que o seu. E, com o espectro das recordações que essa revelação desencadeia, regressa também inesperadamente o próprio Luís Henrique, desejoso de obter, ao fim de tantos anos, a resposta que Violante não lhe pôde dar. O problema é que, numa conversa entre dois actores de excepção, nunca se sabe exactamente o que é verdade. A Segunda Morte de Anna Karénina é um romance sobre o amor sem limites, a traição e os custos da vingança - e também uma obra arrojada sobre as tensões homossexuais reprimidas, sobre as vidas desperdiçadas de tantos portugueses na Primeira Guerra Mundial e sobre as diferenças - se é que existem - entre o teatro e a vida real.

O Rei do Monte Brasil:
Em finais do século XIX, o oficial de cavalaria Joaquim Mouzinho de Albuquerque interna-se, ao serviço do rei D. Carlos, no coração de África com o objectivo de subjugar as tribos à administração colonial
portuguesa; para isso, porém, queima aldeias inteiras, mata os insubmissos e, desobedecendo a ordens superiores, captura com espectacularidade o detentor de um império vastíssimo, Gungunhana, que traz para Portugal como troféu e acaba exilado nos Açores até ao fim dos seus dias. Apesar de recebido pelo povo e aclamado pela imprensa como um herói da pátria, a crítica ao comportamento pouco ético de Mouzinho nos corredores do Paço, a indiferença do governo em relação aos seus planos para África e a paixão nunca abertamente confessada por D. Amélia acabam por levá-lo ao suicídio. Mas, se a notícia escandaliza o País, a verdade é que é lida com entusiasmo e sentimento de justiça por um Gungunhana já velho e destroçado, que passa os dias escondido na floresta do Monte Brasil, o local que encontrou na ilha Terceira... que mais se assemelha à terra dos seus antepassados. Com uma alternância de vozes narrativas que nos oferecem duas versões muito distintas do mesmo conflito, O Rei do Monte Brasil explora as memórias dos seus protagonistas às vésperas da morte, ilustrando-nos sobre a sua infância, as suas paixões marcantes, as atrocidades para as quais encontram sempre justificação e, de certa forma, a reflexão sombria sobre a decadência e a glória perdida.

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É Nacional, É Bom... Célia Loureiro







Sobre a autora:
Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí,
não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 lança, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe".


Demência:
No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.

Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às
filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…


Funeral da Nossa Mãe
Quando Carolina Alves se suicida, aos 58 anos, deixa um último pedido: o de que as suas três filhas se reúnam no seu funeral, na pequena povoação (fictícia) de Vila Flor, Alto Alentejo.Quer que participem na festa em honra da padroeira da mesma, pondo de lado o decoro esperado de três órfãs.

Luísa emigrou para França, é viciada em trabalho e despreza o seu passado. Praticamente jurara não voltar a pisar a vila da sua infância. Cecília, recentemente casada, é pianista de fama relativa e acabara de se mudar definitivamente para Vila Flor. Inês, que dedica a sua juventude às causas políticas, mal recorda um pai de quem se vai falar bastante e que morreu num trágico acidente de carro em vésperas de Natal...

Com a ajuda de Elisa, única irmã de Carolina, vão desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado da mãe, que não é bem aquilo que tinham julgado, e que cometeu um acto indesculpável para prender, há trinta e oito anos atrás, aquele que viria a ser o pai das suas três filhas...


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É Nacional, É Bom... Fátima Marinho




Sobre a autora:
O que sei de mim começou a acontecer por volta dos quatro anos, quando me tornei, de uma só vez, proprietária e agricultora. Cerquei com pedras um pedaço de solo para nele experimentar o direito à propriedade privada e aos afectos dos gestos repetidos. Adoptei-o sem autorização, tal como os homens fundadores da sociedade civil que se apossaram das terras e ousaram chamá-las suas. Também assim fiz. Medi o local frontispício ao pequeno café da minha mãe e passei a cultivá-lo. Não me lembro de alguém ter reparado nesse meu acto insubordinado de emancipação latifundiária.
Todos os dias esquadrinhava os movimentos do canteiro, para aprender a força telúrica da terra. Um feijão destacou-se em altura e beleza de todas as outras sementeiras. Orientei o seu crescimento com uma estaca e ele desabrochou em flores.
Nessa altura, iniciei também estudos de biologia aplicada. Seguia o coaxar das rãs, nos regatos, para descrever a geografia dos percursos dos batráquios e recolhia cascas de árvores que dispunha por grupos de análise morfológica.
(...)
Abandonei o ofício de cientista quando comecei a frequentar a escola que sempre temi e desejei em partes iguais. Tive muitas professoras, muitos colegas e inúmeros lugares de carteira, mas o primeiro dia de aulas permanece distinto. As escadas íngremes a terminarem no portão estreito de ferro. A minha mãe a deixar-me naquele lugar vazio de rãs em regatos de água. Os meus olhos aflitos no meio do clarão da manhã de Outono. As carteiras de madeira com tampo inclinado e tinteiro para encher a caneta de aparo. O terror de me imaginar a escrever com caneta de tinta permanente e sujar o papel com respingos. A minha memória episódica, descarnada de factores circunstanciais, deve ter tido o seu berço no meu primeiro dia de aulas. Não tenho a mais pequena ideia da sala, da cara da professora, do número de colegas ou do intervalo. Mas lembro-me claramente das patas de cavalo gigantes entre as trepadeiras, do alecrim e do portão alto e estreito de ferro fundido que me impedia de fugir.
Até aos dez anos, aprendi que a mudança é o meu lugar de permanência, pelo que o tempo sagrado e consagrado tomou o leme do barco de noz em que navego. Os minutos são importantes, tanto quanto os segundos em que se dividem. É impossível voltar ao segundo em que digitei a palavra segundos. Essa voracidade das horas tornou-as bentas e em terreno santificado pelo inacessível vivo desde então.
Aos dez anos, descobri também que os adultos não eram os deuses que viviam imaculados dentro de mim. Recordo, como ponto de viragem, o dia em que percebi que a dona Luísa, uma vizinha desse tempo, mentia como se fora uma criança. A menina assustada que vivia dentro de mim deu um salto no tempo. Imaginei a dona Luísa na vida eterna com um cartaz nas costas onde, entre outras lacunas humanas, se podia ler a palavra mentirosa. Era assim que a minha mãe me descrevia a vida depois da morte. Dizia ela que todos teriam, nas costas, em letras gordas, os maiores pecados cometidos. Seria aquela humilhação o inferno da eternidade. Os santos, claro, teriam apenas registadas as virtudes. Essa visão maniqueísta e simples da vida e da sua suposta eternidade era razão suficiente para vigiar os actos, as palavras e as omissões
Na adolescência, abandonei o medo da condenação eterna e aproximei-me de Morin quando dizia que os deuses existem porque nos cavalgam. A vida não necessitava de explicações para além de si mesma. As tardes com os grupos de amigos, no rio, ou a estudar matemática completavam, sem condições metafísicas, a existência.
Foi também o tempo de ir estudar para longe de casa, inicialmente sob a supervisão das freiras de um colégio católico do qual só podia sair durante o horário lectivo. A minha mãe autorizou passeios, de carácter extraordinário, pela cidade dos Arcebispos, sob a vigilância do meu irmão, pelo que era, de entre quase todas as jovens daquele espaço monacal, a que maior uso fazia da liberdade. Por lá permaneci dois anos. Deve ter sido ali que reencontrei Deus oculto, talvez, na face da irmã que vigiava as horas de estudo, na sala enorme contígua ao claustro. Aquele colégio recebia também crianças abandonadas ou jovens de parcos recursos económicos, chamadas internas, que pagavam a sua permanência com trabalhos domésticos. As que pagavam mensalidade estavam apenas obrigadas a frequentar a sala de estudo e a cumprir as regras monásticas de tomar banho após o jantar e deitar-se às dez, quando uma das freiras vinha apagar as luzes e vigiar a ordem das camaratas. Era uma espécie de sociedade de castas.
A segunda parte da década de 80 foi incendiada pela paixão. Uma paixão recusada pelo medo de a perder. O meu mais querido amigo iria permanecer por uma década, o meu grande amor, sem que disso alguma vez lhe desse conta. Outros namorados serviam a necessidade de, por interposta pessoa, beijar uma boca impossível. "A Ponte para a Eternidade" de Richard Bach encurtou distâncias e amainou a nostalgia. Sublinhei a frase "Voltaremos sempre aos braços de quem amamos, seja a nossa separação de um dia ou de uma vida" e deixei imaculada a ternura a fechar a década de oitenta com um fado de Nelson de Barros, na voz de Cidália Moreira, cujo cabelo azeviche lhe valeu o cognome de cigana do fado: "Ai quem me dera ter outra vez vinte anos
Depois de tirar o primeiro curso que me habilitou a dar aulas a crianças do 1.º ciclo, em aldeias encravadas na serra, o Deus que, às vezes, espreitava do rosto da irmã Irene ficou maior. Quando somos confrontados com a dor de uma criança, ou de muitas, há sempre um Deus por perto para responder à inquietação que nos varre o peito de lés-a-lés. Um Deus que fica imenso e todo-poderoso quando os nossos alunos passam a ter a nossa idade mas não sabem falar, nem se alimentam sozinhos. Ou quando alguns deles, distantes do padrão convencionado de normalidade, nos dão lições de humanidade maiores que as de Erasmo de Roterdão e Luther King.
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O ano 2000 surge encimado por um acontecimento prodigioso. O nascimento do meu sobrinho mais novo com trissomia 21. Para quem nunca viveu nada parecido direi metaforicamente que é algo semelhante a ser transportado magicamente para além do círculo polar árctico e não encontrar noite para repousar da luz intensa. Mas a luz acaba por obrigar a ver quão sombrias são as nossas convicções de felicidade e bonomia.Até ao corrente ano de 2010, os dias sucederam-se entre o improvável, que nos desafia no limite da vertigem, e o milagre que nos salva para que possamos continuar a contar histórias com saldo positivo e algum capital de esperança.(...)

Ama-me Sem me Suportares:
Um livro de poesia é sempre uma ribeira brava, que a todo o momento pode galgar as margens e afogar o que nos sufoca. Nesse sentido, é também uma libertação inconsciente de arquétipos imemoriais. As palavras quando se juntam à roda de uma ideia deixam as ideias à roda até que todas caiam reconciliadas no chão. É assim que a poesia se intromete nos gestos do quotidiano e, transcendendo-os, os transfigura. Este é um livro onde os afectos servem a poesia que deles se serve para ser o que é. 



À procura de um lugar:
O nascimento do Vicente transformou tudo e todos à sua volta. Chovia no dia 25 de Abril de 2000.

Portugal parou para lembrar o valor da liberdade e, logo após o seu nascimento, também a família de Vicente parou debruçada sobre o abismo. Fora concebido numa viagem aos Alpes suíços e a sua vinda preparada com detalhe. Mas Vicente trazia consigo uma revelação esmagadora. Tinha trissomia 21. O dia do seu nascimento foi o acto inaugural de mil desafios, mas também o início de vidas maiores que se escondiam no conforto e na previsibilidade dos dias. Às vezes a felicidade veste-se de breu só para que o sol brilhe mais quando rompe a alva.

 

O Mistério das Coisas Erradas:
A crónica serve de âncora a relatos sobre a infância. Relatos fiéis cuja crueldade e, às vezes, a ternura ferem até as palavras. São memórias da infância captadas pela surpresa de quem guarda muitas crianças por dentro e à flor da pele. O quotidiano escolar serve de chão ao desafio de espreitar o mundo infinitamente sábio da meninice.

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