Mostrar mensagens com a etiqueta EspaçoPsicologia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta EspaçoPsicologia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de março de 2013

[Espaço Psicologia] - Introdução





Chamo-me Tiago A. G. Fonseca e sou Psicólogo Clínico. Aceitei o convite dirigido a mim e ao Psicologia Para Psicólogos – o qual agradeço antes de tudo – para poder, de uma outra forma – dar continuidade a um dos objectivos centrais do Psicologia Para Psicólogos: promover o fácil acesso da Psicologia ao público em geral.
              
Desta forma, e para este Espaço Psicologia, a minha participação irá no sentido do que me for proposto, dependendo a minha participação da vossa iniciativa. Como? Enviem as vossas perguntas, dirigidas ao Espaço Psicologia, para o Tertúlias à Lareira, e eu irei, dentro das minhas competências, responder da melhor forma.
           
 Agradeço desde já a participação de todos, nesta que será, por certo, uma parceria de sucesso!

Tiago A. G. Fonseca

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Nova parceria: Psicologia para Psicólogos


Hoje venho apresentar-vos uma nova parceria, mas desta vez é um pouco diferente das parcerias literárias a que estamos habituados.

Lembram-se, no inicio do blogue, da rúbrica "Espaço Psicologia"? Pois é, esteve em stand by durante uns tempos e, agora, vai recomeçar sob a alçada de Tiago A.G.Fonseca numa colaboração entre o Tertúlias e o Psicologia para Psicólogos.

Brevemente publicaremos o primeiro texto. Esperemos que gostem e que esta partilha de informação vos seja bastante útil.

Podem seguir o nosso parceiro através do blog Psicologia para Psicólogos ou da Página de Facebook do mesmo.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

[Espaço Psicologia] - Psicologia da Educação

 
A Temática central da psicologia da educação é hoje a dinâmica que se constrói entre ensino e aprendizagem, temática em que esta área iniciou fortemente a sua investigação no início do século XX. É importante referir que no início do século XXI, esta disciplina não perdeu de vista a sua temática geral: estudar as dimensões psicológicas dos processos educativos em toda a sua amplitude, com uma relevância nos processos de ensino e aprendizagem, assumindo que a aprendizagem também acontece fora da escola e muitas vezes divorciada da dimensão ensino. Quem nunca aprendeu sem ser ensinado? Contudo, à medida que avançamos nas funções mentais superiores, mais o outro nos faz falta.
Assim, na actualidade, a aprendizagem é concebida como um processo de construção, com um carácter intrinsecamente social, interpessoal e comunicativo, e o ensino como um processo complexo de estruturação, orientação e organização de apoios e suportes culturais facilitadores dessa construção.
Neste contexto, a psicologia da educação ultrapassa a fronteira da aplicação de avaliações psicológicas e psicopedagógicas bem como a aceitação redutora da prática clínica num determinado contexto. Por exemplo, na escola, concebendo a criança apenas na sua condição de aluno ou, num lar de idosos, um adulto na sua condição de utente.  
A psicologia da educação considera que o desenvolvimento psicológico não pode acontecer fora de uma cultura e dos seus agentes diversificados. Considera ainda que este desenvolvimento psicológico acontece ao longo de toda a vida, onde a aprendizagem é um processo contínuo e permanente, sobretudo, na interacção com outros mais competentes, como nos ensinou Vigotsky.
A Eterna questão permanece: em que contextos poderá intervir um psicólogo educacional? De um modo geral, e não querendo competir com a megalomania induzida da psicologia clínica, um psicólogo educacional poderá intervir em contextos onde seja necessário construir uma aprendizagem que permaneça, que se automatize e que se interiorize – um conhecimento, uma capacidade, um comportamento, um saber fazer, um saber dizer, um automatismo, uma habilidade visual, auditiva, motora, manual ou até uma capacidade organizativa ou directiva. Tudo isto a partir da interiorização da relação social criada na interacção, posteriormente expressa de forma autónoma, depois de ter sido sustentada e realizada exteriormente de um modo explícito.
Sérgio Gaitas, psicólogo educacional

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

[Espaço psicologia] - O Homicidio

Depois de termos assistido, na última semana, sobre o "monstro de Beja", e todos os outros homicídios que preenchem os nossos noticiários, achei que nada seria mais oportuno do que escrever algo sobre isso. Decidi então fazer o trabalho de casa, e andar a pesquisar mais sobre o assunto.



Existem diversos factores que fazem com que se cometa um homicídio, pelo que é difícil percebermos e estudarmos todos eles. No entanto, estes fazem-nos conhecer algumas características, mais macabras, do comportamento humano. É importante ter por base a noção de que os factores que nos referimos são de cariz biológico, psicológico e social.

Segundo a Agência das Nações Unidas para a Droga e o Crime (UNODC), desde 2006 Portugal é dos países da Europa ocidental com uma das maiores taxas de homicídios, tendo havido um ligeiro aumento ao longo dos anos.

Em 1990, Gartner , com base nos dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), referiu que a taxa de homicídio é caracterizada em quatro contextos:
  1. Material (mais privação de materiais)
  2. Integrativo
  3. Demográfico
  4. Cultural (maior heterogeneidade cultural)
 Segundo Lombroso, médico e cientista italiano, haveria uma predisposição inata para o crime, nos criminosos. 

Houve, nas últimas décadas, diversos autores que se debruçaram sobre o estudo da relação entre doença mental e homicídio Saraiva e colaboradores salientaram que os esquizofrénicos e os psicopatas têm mais tendência para o homicídio. 
A doença mental altera a identidade e a personalidade do sujeito, o que sugere que, quanto mais grave for a psicopatologia, maior será a alteração cognitiva. O que por sua vez poderá levar a situações de violência.

Com base em tudo isto, a psicologia e a psiquiatria uniram-se ao direito no Século XIX. Surgiu assim a designação de ser, ou não, inimputável, que define qual a culpabilidade e qual a punição de um determinado sujeito que tenha cometido um crime.

De modo a saber se o sujeito é ou não inimputável, estas áreas trabalham em conjunto. É feita uma entrevista psiquiátrica.


 Vários autores têm tentado traçar o perfil típico do homicida, no entanto não o podemos afirmar ser possível de fazer. Podemos sim referir determinadas características. Assim, Almeida (1999) dividiu os homicidas em 9 grupos tendo em conta características comuns como autocontrole, impulsividade, relação com o meio, antecedentes, carga emocional, premeditação, consumo de substancia e doenças mentais.

Por fim, estamos habituados a vermos homicidas maioritariamente do sexo masculino. No entanto, no homicídio conjugal existe uma taxa significativa de indivíduos homicidas do sexo feminino.

Podemos assim compreender que não é consensual que exista algo "próprio" de um individuo homicida. Existem características mais comuns, mas que no entanto podem existir também em pessoas que nunca cometeram nem cometerão qual homicídio. 


referência: Oliveira,M.(2007). Tese de mestrado em Saúde Mental, da Universidade de Ciências Médicas de Lisboa: Homicídio e Doença Mental que podem ler aqui.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

[Espaço Psicologia] - O Amor



Hoje é dia dos namorados. Assim sendo, o Tertúlias vem falar-vos de amor.
“Amor é fogo que arde sem ver…”.Mas afinal, o que é o amor?
O amor é uma das maiores áreas de investigação. Quando falamos em amor, inevitavelmente pensamos logo num casal, no amor conjugal. No entanto existem diversas formas de amor, como o amor maternal, paternal, pela pátria, por Deus, no sentido em que amar se refere a cuidar, tratar e acarinhar.

Amor maternal


O Amor Romântico
A primeira abordagem ao amor romântico, na psicologia, foi de Zick Rubin (psicólogo social), em 1970, e distingue este tipo de amor do “gostar”, em três componentes:
·         Afiliação dependente – necessidade de estar com o outro ao ponto de se sentir mal se não poder estar.
·         Predisposição para ajudar o outro tendo como principal orientação o seu bem-estar.
·         Exclusividade e absorção – ser o único amado da outra pessoa e estar todo o tempo como que absorvido pelo outro, pensamentos e acções.

Assim, e com base nos seus estudos, Rubin distinguiu amar de gostar:
 - Amar: existe uma ligação emocional e motivacional, há uma proximidade, uma necessidade de estar com o outro, sem, no entanto, ser necessária uma admiração social. É algo extremamente intenso, irracional, irreflectido e involuntário. Não está relacionado com a recompensa e a atracção física está bastante presente.
- Gostar: é um apreciar de características socialmente valorizadas, a atracção física quase não tem relevância mas sim uma admiração pela outra pessoa. Tem por base o fazer sentir bem e estar confortável.



Também Elen Bersheid (psicóloga social) se dedicou ao estudo do amor. No seu caso diferenciou amor apaixonado de amor companheiro.
O amor companheiro envolve uma relação a longo prazo na qual a paixão já acalmou. Este tipo de amor já compreende a confiança, intimidade, conhecimento mútuo e importância do outro.

No entanto, a teoria mais recente e influente é a Teoria Triangular de Sternberg que distingue no amor 3 componentes principais:
·         Paixão – motivação, atracção física e sexual. Desejo intenso de estar com o outro, pensamentos obsessivos no outro e instabilidade emocional. É o que mais fortemente define o amor.
·         Intimidade – ligação emocional, conhecimento do outro, partilha de significados e interesses, aceitação e valorização do outro.
·         Compromisso – decisão de que realmente se ama o outro e compromisso em continuar esse amor. Sentimento de pertença.

Ainda em relação ao amor, mas desta vez tendo em conta o modo como este se vive, John Alan Lee teorizou o que designou como “As cores do amor”, onde identificou 6 tipos de amor:


Factores desencadeadores do amor:
- Disponibilidade: estar disponível e querer apaixonar-se.
- Ser social/ ver pessoas
- Atracção Fisica
- Troca de olhares
- Interesse Recíproco percebido
- Situações não rotineiras


Como se cria o Amor, ou seja o vinculo amoroso:
- Pré-vinculação: é a situação de flirt, ou seja onde se dá a troca de olhares, emoções positivas salientes, interesse pelo outro, toques acidentais, atracção física. Quando a excitação se mantém, atinge-se a fase seguinte.
- Vinculação em construção: troca de informação, partilha de interesses íntimos e pessoais, reconfortante estar com o outro, perda de apetite e de sono quando o parceiro não está, idealização do outro.
- Vinculação Plena: interdependência, visão realista sobre o parceiro, apoio emocional mais relevante, calma e segurança.
- Parceria orientada por objectivos: relação orientada para objectivos comuns, regresso à vida normal, dirigida para interesses comuns, mas sem excitação extrema, perda de apetite e a atenção direccionada novamente para o exterior.


E para vocês, o que é o amor? 


Referências Bibliográficas:
Moreira, J.(2010). Aulas de Psicologia das Relações Pessoais. FPUL
Tacoen, J.(2009). Psicologia das Relações Pessoais: Resumo da matéria. FPUL

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

[Espaço Psicologia] - Psicologia?

Bom dia. Boa terça feira. Hoje, como não podia deixar de ser, o tertúlias traz-vos mais uma rubrica nova. Desta feita chama-se Espaço Psicologia. Para quem não sabe, sou estudante de psicologia, pelo que tinha que ter uma rubrica destas aqui. Como o próprio nome indica, nesta rubrica vão ser abordados temas da psicologia. De modo a transmitir-vos informação o mais completa e correcta possível esta rubrica vai contar com a colaboração de alguns colegas e profissionais da área.

Hoje, e não sendo nada de cientifico, deixo-vos com algo para reflectirem.


"Psicologia é:
O estudo do comportamento humano e dos processos mentais através da indução de determinado estímulo. Esta é a definição genérica.

Um curso para ajudar gente maluca. Definição do povo.

Um curso que até eu fazia, sou bom observador, por isso... Definição do estúpido.

Um desperdício de tempo. Essas teorias estão todas erradas e mal fundadas. Definição do cretino com a mania que é esperto.

Qualquer coisa relacionada com a mente. Não há uma definição concreta? Direito, por exemplo, tem. Definição do curioso esforçado.

Uma área com muito desemprego, por isso, é de ponderar investir num ramo como a geriatria, visto que a população está cada vez mais envelhecida. Definição dos pais.

Aquela coisa que faz com que os outros olhem para nós e nos tentem perceber. Definição dos avós.

Mas é muito mais que isso:  

É um mundo. É fazer parte do mundo de alguém, ou melhor, ajudar esse alguém a sentir-se bem dentro do seu próprio mundo. É saber ouvir. É ver nos outros a esperança que alguns não vêem em si próprios. É algo indescritível e que nos faz sentir realizadas com aquilo que fazemos. 

É um aperfeiçoar das técnicas de observação, um aguçar da visão analítica, uma interpretação para lá do concreto. É aprender que podemos retirar conclusões até do silêncio de uma pessoa. É individualizar cada sujeito recorrendo a estudos de caso, pois independentemente de sermos parte de um todo, cada um tem a sua essência."

E para vocês, o que é a psicologia? 

Vanessa Chitas, Estudante de Psicologia no ISCTE-IUL