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quinta-feira, 11 de julho de 2013
[Caminhos de Portugal] - Elevador de Santa Justa
O Elevador de Santa Justa, também referido como Elevador do Carmo, localiza-se na cidade de Lisboa, no distrito de mesmo nome, em Portugal. Liga a rua do Ouro e a rua do Carmo ao largo do Carmo e constitui-se num dos monumentos mais interessantes da Baixa de Lisboa.
A bilheteira localiza-se por trás da torre, sob os degraus da rua do Carmo. Os passageiros podem subir ou descer pelo elevador dentro de duas elegantes cabinas de madeira com acessórios de latão.
A estrutura, em estilo neogótico, foi construída na viragem do século XIX para o XX com projeto do engenheiro Raoul Mesnier du Ponsard, que também se responsabilizou por outros similares no país.
Contrariando a afirmação popular, não está comprovada a ligação deste engenheiro a Gustave Eiffel. O que se sabe é que tanto Ponsard quanto o arquitecto francês Louis Reynaud aplicaram nestes elevadores algumas das técnicas e materiais já utilizados em França.
As obras ter-se-ão iniciado em 1898 e a sua inauguração ocorreu a 10 de julho de 1902 tendo, à época, sido apelidado de Ascensor Ouro-Carmo. Nos primeiros anos do seu funcionamento era movido a vapor, passando, a 6 de novembro de 1907 a ser acionado por energia elétrica. A diferença de nível entre o piso da estação inferior (Rua de Santa Justa, na Baixa) e o da superior (Rua do Carmo) é de trinta metros.
Em Junho de 1902 ensaiaram-se máquinas e cabines e no mês seguinte, a 10 de Julho, o elevador inaugurou o serviço público. Nesse dia a chuva e a trovoada abateram-se sobre a cidade, mas nem mesmo assim esfriou o entusiasmo e a curiosidade de quantos quiseram experimentar o novo transporte ou apenas admirar o panorama. Era meio dia quando, sob o olhar atento da multidão, se procedeu à experiência definitiva com as cabines transportando para a estação superior grande número de convidados e de representantes da imprensa. Pouco depois chegava o Secretário Geral do Governo Civil, Dr. Alberto Cardoso de Meneses, para presidir à cerimónia a qual teve lugar de imediato. Nessa ocasião, uma banda instalada no terraço do prédio do Conde de Tomar executou o hino nacional enquanto no ar subiam girândolas de foguetes.
Foi considerada uma obra arrojada à época, atendendo ao desnível vencido, aos materiais utilizados e viadutos construídos, que possibilitaram os acessos à estação superior no Carmo. Atualmente constitui-se numa das estruturas mais visitadas na cidade, não apenas por portugueses mas, essencialmente, por turistas estrangeiros que procuram conhecer ambientes do passado (madeira e latão), processos mecânicos de transporte, e as soberbas vistas do piso superior sobre a cidade de Lisboa.
O dramático Incêndio do Chiado, que destruiu alguns dos edifícios daquela zona comercial em 1988, não afetou este elevador.
Construído com o emprego do ferro, encontra-se decorado com rendilhados. O alto da torre, acedido por uma estreita escada em caracol, é ocupado por um café com esplêndidas vistas sobre o Rossio, a Baixa de Lisboa, o Castelo de São Jorge na colina oposta, o rio Tejo e as ruínas da Igreja do Convento do Carmo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
[Caminhos de Portugal] - Fonte Monumental da Alameda
Foi idealizada no âmbito das comemorações do duplo centenário da Fundação e Restauração de Portugal (1940). A sua grandiosidade excedeu tudo o que até então se vira. A fonte veio cumprir um triplo objectivo:fornecer um fecho condigno à Alameda D. Afonso Henriques; proporcionar um miradouro sobre a Alameda, e, por fim, um objectivo simbólico, comemorativo da entrada das águas do vale do Tejo na cidade, que permitiram, em 1940, elevar o caudal destinado ao consumo. Com projecto riscado, em 1939, pelo arq. Carlos Rebelo de Andrade, só foi inaugurada em 1948. Trata-se de uma construção monumental, que abrange quase toda a largura da Alameda, dotada de um corpo central, dois outros, avançados nos extremos, com baixos-relevos, e escadarias laterais de acesso ao terraço superior, delimitado por uma balaustrada ritmada por plintos. No topo do corpo central 13 olhos de água jorram sobre enormes descarregadores, que formam cascatas de queda dupla, compostos por 2 taças sobrepostas. A partir daí a água precipita-se em catadupa para um lago superior de perfil contracurvado, de onde extravaza para um grande lago inferior de recorte elíptico. Esta fonte surge pontuada por grupos escultóricos ligados à temática da água, que traduzem repuxos e outros jogos-de-água. Diogo de Macedo esculpiu a figura alegórica do Tejo, segurando uma nau, que um tritão-criança procura alcançar, montado num cavalo-marinho empinado sobre golfinhos revoltos, e as Tágides com caudas de peixe, segurando golfinhos e búzios. Maximiano Alves executou as 13 figuras femininas, segurando búzios e vieiras. As fachadas dos corpos laterais, que albergam a maquinaria, exibem 2 baixos-relevos verticais com alegorias ao trabalho, em tempos polícromos, da autoria de Jorge Barradas.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Sesimbra
Sesimbra é uma Vila portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Alentejo e sub-região da Península de Setúbal, com cerca de 23 800 habitantes (2011). É sede do município com o mesmo nome com 195,01 km² de área e 49 500 habitantes (2011), subdividido em 3 freguesias: Castelo, Santiago e Quinta do Conde. O município é limitado a norte pelos municípios de Almada e do Seixal, a nordeste pelo Barreiro, a leste por Setúbal e a sul e a oeste tem litoral no oceano Atlântico.
A foz do rio Sado, a serra da Arrábida,o cabo Espichel e lagoa de
Albufeira fazem parte da paisagem natural de Sesimbra. A terceira
freguesia do municipio, designada por Quinta do Conde, tem igualmente o
estatuto de Vila.
Existem vestígios da presença humana em Sesimbra desde o período do calcolítico (3000 a.C.). Na Idade do Ferro (VIII-II) foi habitada pelos cempsos que estão na origem do nome da vila.
Em , 15 de Agosto de 1201 foi concedido aos habitantes de Sesimbra a Carta de Foral, documento régio que aplica os direitos e deveres.
Foi no reinado de D. Dinis, sexto rei de Portugal, que se criou a Póvoa de Ribeira de Sesimbra, pequena aldeia de pescadores, junto ao mar.
A aldeia cresceu muito e tornou-se vila à época dos Descobrimentos.
Sesimbra passou a ser um importante porto de construção naval e de abastecimentos de embarcações.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Porto Covo
Porto Covo é uma das duas freguesias do concelho de Sines, com 48,73 km² de área e 1 038 habitantes (2011). Densidade: 21,3 hab/km².
A freguesia de Porto Covo foi criada em 31 de Dezembro de 1984, por desanexação da freguesia de Sines,
até então a única do concelho do mesmo nome (o qual deixava assim de
ser dos sete municípios portugueses com apenas uma freguesia a integrar o
seu território).
A Ilha do Pessegueiro, com o seu forte, faz geograficamente parte do território da freguesia de Porto Covo.
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| Duende 1 |
Património
- Forte do Pessegueiro, incluindo o Forte da Ilha de Dentro, na Ilha do Pessegueiro
- Herdade do Pessegueiro
- Praça Marquês de Pombal
- Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina
Praias de Porto Covo
Na aldeia de Porto Covo existe a Praia Grande, situada a cerca de 160 quilómetros de Lisboa e uma das mais procuradas por locais e turistas. Detém bandeira azul e é bastante frequentada por surfistas.Entre outras praias da região encontram-se a Praia do Espingardeiro, a Praia Pequena e a Praia dos Buizinhos, estas mais pequenas.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Évora
Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, e situada na região Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com uma população de 49.252 habitantes (2011). Évora é a única cidade portuguesa membro da Rede de cidades europeias mais antigas.
É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1307,04 km² de área e 57.073 habitantes (2011), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. É sede de distrito e de antiga diocese, sendo metrópole eclesiástica (Arquidiocese de Évora).
O seu centro histórico bem-preservado é um dos mais ricos em monumentos de Portugal, o que lhe vale o epíteto de Cidade-Museu. Em 1986, o centro histórico da cidade foi declarado Património Mundial pela UNESCO.
O Concelho de Évora localiza-se em meio à grande planície alentejana, caracterizada por uma ondulação muito suave e altitude média de 240 metros. Com uma área de 1309 km², o concelho ocupa 5% da superfície da região do Alentejo. A área urbana de Évora abrange 1643 ha.
A paisagem da região de Évora caracteriza-se pelo cultivo extensivo de cereais, com manchas de pastagem e florestas de sobro a azinho. Vinhedos, olivais e arrozais também são parte da paisagem.
O centro histórico de Évora é um dos mais ricos de Portugal, sendo classificado como Património Mundial desde 1986. Alguns dos seus principais monumentos são:
- Templo romano de Évora: é um dos monumentos romanos mais importantes de Portugal. Situa-se no ponto mais alto da cidade e foi parte do forum romano. Pensa-se que foi criado por volta do século I para homenagear o Imperador Augusto, mas mais tarde passou a ser conhecido erradamente por Templo de Diana.
- Sé Catedral: construída entre os séculos XIII e XIV em estilo gótico, é uma das catedrais medievais mais importantes do país, com plano inspirado na Sé de Lisboa românica. No século XIV foi construído um claustro e foram esculpidas as estátuas dos apóstolos do portal principal, obra-prima da escultura medieval portuguesa. No século XVIII a capela-mor foi reconstruída em exuberante estilo barroco.
- Igreja de São Francisco: foi reconstruída a partir do reinado de D. João II e terminada na época de D. Manuel. Sua arquitectura e decoração mistura os estilos gótico, mudéjar e manuelino. A nave única, coberta por uma imensa abóbada de pedra, é uma obra-prima da arquitectura gótica portuguesa.
- Capela dos Ossos: situada na Igreja de São Francisco, foi construída no século XVIII e é inteiramente forrada com ossos humanos. É conhecida pela famosa frase escrita à entrada "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos"
- Palácio de D. Manuel: do paço construído na cidade por este rei nos inícios do século XVI sobreviveu a chamada Galeria das Damas, em que se misturam influências do gótico-mudéjar, manuelino e renascentista.
- Convento dos Lóios: a igreja e o claustro do convento são bons exemplos do gótico-mudéjar e manuelino em Évora. Actualmente o convento abriga uma pousada.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Santarém
Santarém é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Santarém, com cerca de 29 180 habitantes.
Está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na sub-região estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; continua, no entanto, a fazer parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, que manteve a designação da antiga NUTS II com o mesmo nome. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo (da qual era a capital e centro urbano mais importante), hoje porém sem qualquer significado político-administrativo, mas constante nos discursos de auto e hetero-identificação.
É também sede de um município com 560,2 km² de área e 62 200 habitantes (Escalabitanos) (2011), subdividido em 28 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, a leste pela Golegã e pela Chamusca, a sueste por Alpiarça e Almeirim, a sul pelo Cartaxo, a sudoeste pela Azambuja e a oeste por Rio Maior
Santarém, antiga Scalabis, foi conquistada em 15 de março de 1147, por D. Afonso Henriques. Num golpe audacioso, perpetrado durante a noite, a cidade caiu na posse de um escasso exército reunido pelo Rei de Portugal.
Esta cidade muito antiga terá sido contactada por Fenícios, Gregos e Cartagineses. A fundação da cidade de Santarém reporta à mitologia greco-romana e cristã, reconhecendo-se nos nomes de Habis e de Irene, as suas origens míticas. Os primeiros vestígios documentados da ocupação humana remontam ao século VIII a.C..
A população do povoado teria colaborado com os colonizadores romanos, quando estes aportaram à cidade em 138 a.C. e a designaram como Scalabis. Durante este período tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitânia. Dos romanos recebeu o nome de Scalabi Castro.
Com as invasões dos Alanos e dos Vândalos passou a ser designada por Santa Irene.
Passou para a posse dos mouros em 715 até que D. Afonso Henriques a conquista definitivamente em 1147.
A cidade foi palco de inúmeras Cortes.
Santarém, conquistada por D Afonso Henriques num golpe audacioso em 1147, apresentava o nome Scalabis, nome romano para designar a antiga cidade. A cidade de Santarém tem origens místicas, mais propriamente Greco-Romanas e Cristãs. Os primeiros vestígios de presença humana remetem para o séc. VIII a.C. Durante o período da colonização romana na cidade, esta tornou-se no principal entreposto comercial do médio Tejo e num dos mais importantes centros administrativos da província Lusitana. Depois das invasões dos Alanos e Vândalos, a cidade passou a chamar-se Santa Irene. Em 715 foi conquistada pelos mouros até que D Afonso Henriques a conquistou definitivamente.
Apesar de ser chamada de "Capital do Gótico", Santarém é, hoje, uma cidade com apenas um vislumbre de todo o património arquitectónico que já possuiu. Almeida Garrett, no seu romance "Viagens na Minha Terra", já referia a decadência e incúria a que eram votados muitos dos ilustres edifícios da cidade.
- Alcáçova e Muralhas da cidade
- Torre das Cabaças
- Fonte das Figueiras
- Igreja de Santa Maria de Marvila
- Igreja do Convento de Santa Clara
- Igreja de Santo Estêvão ou Igreja do Santíssimo Milagre
- Capela de Nossa Senhora do Monte
- Igreja de São Nicolau
- Igreja da Misericórdia
- Igreja de Jesus Cristo ou Igreja do Hospital ou Igreja do Convento de Nossa Senhora de Jesus do Sítio
- Convento de São Francisco
- Igreja da Graça ou Igreja de Santo Agostinho
- Igreja do Seminário ou Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Colégio dos Jesuítas (Sé Catedral)
- Igreja de Santa Cruz
- Igreja de Santa Iria
- Igreja de São João de Alporão
- Convento das Donas
- Igreja de Nossa Senhora da Piedade
- Igreja de Santa Maria da Alcáçova
- Convento das Capuchas
- Igreja de São João Evangelista do Alfange
- Ermida do Milagre
- Templo Romano
- Teatro Rosa Damasceno
- Ponte de Alcource
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Conimbriga
Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. Conímbriga foi à época da Invasão romana da Península Ibérica a principal cidade do Conventus Scallabitanus, província romana da Lusitânia. Localiza-se a 16 km de Coimbra, na freguesia de Condeixa-a-Velha, a 2 km de Condeixa-a-Nova. A estação inclui o Museu Monográfico de Conimbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, incluíndo moedas e instrumentos cirúrgicos
Conímbriga é uma das raras cidades romanas que conserva a cintura de muralhas, de planta aproximadamente triangular. O tramo Norte-Sul das muralhas divide a cidade em duas zonas. Particularmente notável pela planta e pela riqueza dos mosaicos que a pavimentam, é a grande villa urbana com peristilo central, a Norte da via. Em trabalhos junto à muralha Sul foi descoberto um grande edifício cuja finalidade seriam termas públicas, com as suas divisões características.
As primeiras escavações arqueológicas sistemáticas em seu sítio começaram em 1899 graças a um subsídio concedido pela rainha D. Amélia. Entre os seus pesquisadores destaca-se Virgílio Correia que, entre 1930 e 1944 (ano em que veio a falecer), escavou sistemáticamente toda a área contígua à muralha Leste, colocando a descoberto, extramuros, as termas públicas e três vivendas. Entre estas últimas, destaca-se a chamada Casa dos Repuxos, com uma área de 569 m², pavimentada com mosaicos e com um jardim central onde se conservava todo um sistema de canalizações com mais de 500 repuxos. Na zona interna à muralha as escavações revelaram uma basílica paleocristã e uma luxuosa vivenda com termas privativas.
As escavações revelaram ainda um fórum augustano, demolido na época dos Flávios, altura em que a cidade recebeu um estatuto municipal, para dar lugar a um novo fórum de maiores dimensões e monumentalidade; e umas termas, também construídas no reinado de Augusto. Entre estes sectores monumentais foi escavada uma zona habitacional, da época claudiana, constituída por insulae que seria ocupada pela classe média da população ligada ao artesanato. A partir de uma nascente localizada em Alcabideque a água era conduzida até Conimbriga por um aqueduto.
Em meados do século XX, a partir de 1955 o ritmo das investigações intensificou-se. Os abundantes materiais arqueológicos de toda a espécie, que não era possível conservar no local encontram-se no Museu Monográfico de Conimbriga.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Centro Geodésico de Portugal
Situado no concelho de Vila de Rei, cerca de 40 quilómetros a norte de Alvega, o Centro Geodésico de Portugal, situado no Picoto da Milriça, faz jus à categoria de centro de Portugal, em dias de boa visibilidade, o ponto culminante de Vila de Rei oferece oportunidade para contemplar a serena planície alentejana a sul, a leste, o Alto-Alentejo, e percorrendo os quadrantes de nascente, a norte e poente, as serras de Muradal, Gardunha, Alvelos, Estrela, Aire e Montejunto.
O Picoto da Milriça está estreitamente associado à história da cartografia moderna em Portugal. Esta começou em 1790, no reinado de D. Maria I, quando a soberana convidou D. Francisco Ciera, lente da Academia Real da Marinha, a iniciar os trabalhos de triangulação geral do território, para a elaboração da Carta Geográfica do Reino.
Logo em 1802, foi construído o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso "Picoto" é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de atura, quase com dois séculos de idade.
Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis. Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território.
Actualmente encontra-se em construção no local o Museu da Geodesia, que tal como o nome indica, terá como tema a geodesia de Portugal.
Dados (em lápide colocada no local):
- Localização: Serra da Melriça, freguesia e concelho de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco
- Latitude: 39º 42' N
- Longitude:8º 8' W
- Foi uma das primeiras Pirâmides Geodésicas do nosso país a ser construída, em 1802, com 9.10 metros de altura e 3.5 metros de base
- Aqui dirigui os trabalhos da Triãngulação o distinto Engº. Caetano Maria Batalha, ornamento da Comissão Geodésica, presidida pelo grande Matemático, depois Tenente-General, Pedro Folque
- Em 1952, foi construído um gracioso «Picotito» de 1.20 metros, de altura e com as inscrições, I.G.C. - T.F. 4. (Instituto Geográfico e Cadastral, - Triangulação Fundamental, Picoto nº 4)
Informação retirada de: http://www.alvega.info
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Castelo de Almourol
O Castelo de Almourol, no Ribatejo, localiza-se na Freguesia de Praia do Ribatejo, Concelho de Vila Nova da Barquinha, Distrito de Santarém, em Portugal, embora a sua localização seja frequentemente atribuída a Tancos, visto ser a vila de onde se vislumbra melhor.
Erguido num afloramento de granito a 18 m acima do nível das águas, numa pequena ilha de 310 m de comprimento por 75 m de largura, no médio curso do rio Tejo, um pouco abaixo da sua confluência com o rio Zêzere, à época da Reconquista integrava a chamada Linha do Tejo, actual Região de Turismo dos Templários. Constitui um dos exemplos mais representativos da arquitectura militar da época, evocando simultaneamente os primórdios do reino de Portugal e a Ordem dos Templários, associação que lhe reforça a aura de mistério e romantismo. Com a extinção da Ordem do Templo o castelo de Almourol passa a integrar o património da Ordem de Cristo (que foi a sucessora em Portugal da Ordem dos Templários).
História
Antecedentes e toponímia
Embora os autores não sejam unânimes acerca da primitiva ocupação humana deste sítio, acreditando-se que remonte um castro pré-histórico, a pesquisa arqueológica trouxe à luz testemunhos do período romano (moedas do século I a.C.) e do período medieval (medalhas). Alguns autores, ainda, identificam em alguns trechos na base das muralhas, exemplos do aparelho construtivo de tipo romano (ver Décimo Júnio Bruto Galaico).A partir do século III, o sítio foi ocupado por outros grupos, nomeadamente os Alanos, os Visigodos e os Muçulmanos, estes últimos a partir do século VIII. No século XIII, a fortificação já existia, por eles denominada como Al-morolan (pedra alta).
Não se pode precisar a origem do seu nome, assim como se torna difícil clarificar o significado e a própria grafia do qual são conhecidas variações: Almoriol, Almorol, Almourel, Almuriel. Outros autores estabelecem ligação com o termo Moron, que Estrabão teria referido como cidade situada à beira Tejo, ou com o termo Muriella, que consta da descrição da delimitação do Bispado de Egitânia
O castelo medieval
Castelo de Almourol: portão de entrada vista do interior
Nesta fase, o castelo foi reedificado, tendo adquirido, em linhas gerais, as suas atuais feições, características da arquitectura templária: espaços de planta quadrangular, muralhas elevadas, reforçadas por torres adossadas, dominadas por uma torre de menagem. Uma placa epigráfica, colocada sobre o portão principal, dá conta que as suas obras foram concluídas em 1171, dois anos após a conclusão do Castelo de Tomar, edificado por determinação de Gualdim Pais, filho de Paio Ramires. As mesmas características arquitectônicas estão presentes também no Castelo de Idanha, no de Monsanto, no de Pombal, no de Tomar e no de Zêzere, seus contemporâneos.
Sob os cuidados da Ordem, constituído em sede de uma Comenda, o castelo tornou-se um ponto nevrálgico da zona do Tejo, controlando o comércio de azeite, trigo, carne de porco, frutas e madeira entre as diferentes regiões do território e Lisboa. Acredita-se ainda que teria existido uma povoação associada ao castelo, em uma ou em ambas as margens do rio, uma vez que, em 1170, foi concedido foral aos seus moradores.
Com o avanço da reconquista para o sul e a extinção da Ordem dos Templários em 1311 pelo papa Clemente V durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), a estrutura passou para a Ordem de Cristo, vindo posteriormente a perder importância, tendo sofrido diversas alterações.
Do século XVIII aos nossos dias
Vítima do terramoto de 1755, a estrutura foi danificada, vindo a sofrer mais alterações durante o romantismo do século XIX. Nessa fase, e obedecendo à filosofia então corrente de valorizar as obras do passado à luz de uma visão ideal poética, o castelo foi alvo de adulterações de índole decorativa, incluindo o coroamento uniforme das muralhas por ameias e merlões.O castelo foi entregue ao Exército português na segunda metade do século XIX, sob a responsabilidade do comandante da Escola Prática de Engenharia de Tancos, a que está afecto até aos nossos dias.
No século XX foi classificado como Monumento Nacional de Portugal por Decreto de 16 de Junho de 1910. À época do Estado Novo português o conjunto foi adaptado para Residência Oficial da República Portuguesa, aqui tendo lugar alguns importantes eventos oficiais. Para esse fim, novas intervenções foram promovidas nas décadas de 1940 e de 1950, reforçando aspectos de uma ideologia de nacionalidade cultivada pelo regime à época.
No início de Junho de 2006 foram inaugurados dois novos cais para embarcações turísticas: um na margem direita do rio Tejo e outro na zona Sul da ilha.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Vieira de Leiria
Vieira de Leiria é uma freguesia portuguesa do concelho da Marinha Grande, com 42,50 km² de área e 5 845 habitantes (2011). Densidade: 137,5 hab/km².
A área desta freguesia é constituída por dois elementos geológicos. Um deles, representado por uma cobertura de areias de praia e de areias e dunas, ocupa toda a faixa litoral. Podem também ser incluídos neste conjunto moderno as aluviões do rio Lis. Na margem sul deste rio, entre as dunas do litoral, a faixa aluvial é muito estreita e os aluviões penetram numa depressão interdunar situada junto à praia de Vieira.
São estas condições especiais que a freguesia beneficia que permitem que haja alguma agricultura principalmente nos lugares de Bóco e da Passagem. Não sendo a lavoura uma actividade exclusiva, já que todos os agregados familiares possuem membros empregados na indústria ou no comércio, as explorações agrícolas não são de mercado mas antes de características familiares.
História
Em 1512 separou-se Monte Real da freguesia de S. Tiago do Arrabalde e constituiu com os seus moradores uma nova freguesia, de que também fazia parte Carvide e Vieira.
Em 1632 o Bispo de Leiria separou de Monte Real o lugar de Carvide que se constitui em nova freguesia à qual ficou pertencendo Vieira que por sua vez se desanexou daquela em 1740, constituindo-se em freguesia.
A primeira referência documental ao nome da freguesia só aparece em 1527 no "Cadastro da População do Reino": "aldea de Carvide cõ casaes da Vieira e da Pasagem, 30". Significa que por aqui existiam 30 fogos correspondentes a uma população estimada entre 100 a 135 habitantes. Crê-se que o crescimento desta zona tenha tido lugar a partir daquela época. É que, como diz o "Couseiro" ou Memórias do Bispado de Leiria "no logar da Passagem está uma ermida, da invocação de Nossa Senhora da Ajuda, feita no ano de 1614". E "outra no logar da Vieira, da invocação de Nossa Senhora dos Milagres, imagem de vulto, feita no anno de 1615". A construção desses templos é um indício bastante para acreditar no certo grau de desenvolvimento atingido pelas duas povoações.
E essa confirmação surge no século XVIII com sinais de que Vieira de Leiria regista um crescimento paralelo ao intensificar da exploração do Pinhal. Dá-se então a criação da freguesia e dezoito anos depois, já existem 200 fogos e 600 moradores.
As principais ocupações da população estavam ligadas à mata, com especial destaque para o corte e serração de madeira e para o fabrico do pez. Existe documentação coeva que permite concluir que esta freguesia suplantava quaisquer outras localidades da periferia do pinhal que eventualmente também tivessem a serração braçal como actividade dominante. Em 1767 é inaugurada a igreja matriz de Vieira, mas em 1783 é feito um novo arco na capela-mor por se considerar demasiado pequeno o inicial. O cura era da apresentação da mitra.
O século XIX marcaria novos contornos no desenvolvimento de Vieira polvilhando-o de altos e baixos. Primeiro, as obras de regularização do leito do Lis, depois a Invasão Francesa de 1810. Fugindo diante dela, o povo refugiou-se no Pinhal do Rei, onde escondeu os haveres que conseguiu transportar. O que não foi possível levar foi destruído ou enterrado. Mas o saldo desta invasão foi muito desfavorável para os Vieirenses. Quase metade da população foi dizimada por epidemias e mais de metade das casas foram destruídas ou danificadas pelos franceses.
Com a chegada do século XX, a Vieira vai-se tornar protagonista de uma das mais singulares migrações internas que Portugal conheceu — a dos "avieiros". O agravamento das condições de vida dos pescadores, aos quais a vila nada mais tinha para oferecer para além de um inverno rigoroso e muita fome, criou um grande fluxo migratório em direcção ao Tejo. Grandes comunidades de avieiros se foram estabelecendo junto das vilas ribeirinhas, encaminhando-se depois, para o tráfego comercial fluvial e terrestre. As maiores movimentações terão ocorrido entre 1919 e 1939. Durante décadas esta gente dividiu a sua vida entre o verão em Vieira e o inverno no Tejo, entre a arte xávega da sardinha e a arte varina do sável. Mas chegou o dia em que deixaram de regressar durante o Verão. E para sempre ficaram ligados à história do Tejo, os homens de Vieira, os avieiros.
Património
Igreja Matriz
A primeira ermida dedicada a Nossa Senhora dos Milagres, padroeira de Vieira de Leiria, foi erigida em 1615 (pensa-se que tenha sido construída no local onde hoje se encontra o Banco Millenium). Em 1767 é construída a actual igreja, sofrendo em 1783 um alargamento, pelo facto da sua capela-mor ser pequena.Capela da Passagem
Restaurada em 2007.Capela Praia da Vieira
Considerada Património Civil.Casas típicas
Com telhados em tons de creme e azul, pintadas de várias cores.Praia da Vieira
A Praia de Vieira de Leiria teve origens na actividade pescatória, designadamente da "arte xávega", que foi desde há muito, um dos principais factores da sua fixação populacional. De facto, a área da xávega que se estende de Espinho até Vieira de Leiria é uma zona do litoral em que a acção do mar, do vento e das areias tornaram dificil a fixação humana. Por esta razão, o Reino incentivou o fomento da actividade das redes de arrasto que para além de garantir o sustento a numerosas famílias permitia fixar populações para a sementeira populações para a sementeira das dunas, construção necessitava de muita mão de obra. É neste contexto que se vão formando e fixando as pequenas comunidades piscatórias que ainda hoje imprimem um bulício sazonal típico e uma riqueza etnográfica inigualável. Esta actividade aglutinou à sua volta um conjunto de outras, como por exemplo, o comércio local do pescado e o crescimento de um serviço de restauração à base do peixe ali capturado, o que permite manter aquela praia como importante pólo de atracção turística. Nos dias de hoje, temos constatado que a pouco e pouco se tem procurado restringir esta arte secular de pesca artesanal. Já se perdeu há muito o grito das pexinas apregoando o "carapau de corrida…". Temos que preservar o que resta. Relevante actividade turística, a sua continuidade e viabilidade são fundamentais para o bem estar de muitas famílias.Biblioteca de Instrução Popular
Fundada em 1 de Dezembro de 1932.A Biblioteca de Instrução Popular é uma associação privada sem fins lucrativos, fundada a 1 de Dezembro de 1932 em Vieira de Leiria. Desde a fundação tem vindo a desempenhar um importante papel na divulgação do livro e da leitura, bem como na promoção de actividades de cariz, eminentemente, cultural e recreativo.
Inicialmente, esta agremiação centrou os seus objectivos na luta contra o analfabetismo na freguesia da Vieira, tendo sido uma das primeiras bibliotecas privadas do país.
Sendo uma Instituição privada nunca esteve de costas voltadas para a Comunidade onde se insere, e apesar dos seus 900 associados serve toda a população de Vieira de Leiria.
Possui instalações próprias há mais de cinquenta anos, sendo a actual sede composta por diversas salas e um salão polivalente.
Rio Lis
Com origem nas proximidades do lugar de Fontes - Cortes - Leiria, a 400 metros de altitude, percorre 39,5 km até à foz, a Norte da Praia da Vieira. Desenvolve o troço inicial na região do Maciço Calcário Estremenho, com declives elevados, na ordem dos 15 - 30 %, passando rapidamente para regiões onde a cota não ultrapassa os 100m. No seu troço intermédio formam-se verdadeiras planícies aluvionares, de que são exemplo os campos do Lis.Encontram-se classificadas na bacia 55 linhas de água.
Atravessa o concelho da M. Grande, particularmente a freguesia de Vieira de Leiria.
Desagua no Oceano Atlântico, formando uma pequena planície aluvial.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Parque Nacional Peneda-Gerês
O Parque Nacional da Peneda-Gerês ou conjunto serrano da Peneda-Gerês" , é o único parque nacional de Portugal e situa-se no extremo nordeste do Minho, estendendo-se até Trás-os-Montes,
desde as terras da Serra da Peneda até a Serra do Gerês - daí a sua
designação -, sendo recortado por dois grandes rios, o Rio Lima e
Cávado. Fazendo fronteira com a Galiza, abrangendo os distritos de Braga (concelho de Terras de Bouro), Viana do Castelo (concelho de Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (concelho de Montalegre) numa área total de cerca de 70 290 hectares.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês é considerado pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera.
É uma das maiores atracções naturais de Portugal, pela rara e
impressionante beleza paisagística e pelo valor ecológico e etnográfico e pela variedade de fauna (corços, garranos, lobos, aves de rapina) e flora (pinheiros, teixos, castanheiros, carvalhos e várias plantas medicinais). Estende-se desde a serra do Gerês, a Sul, passando pela serra da Peneda até a fronteira espanhola.
Inclui trechos da estrada romana que ligava Braga a Astorga, conhecida como Geira. No parque situam-se dois importantes centros de peregrinação, o Santuário de Nossa Senhora da Peneda, réplica do santuário do Bom Jesus de Braga, e o de São Bento da Porta Aberta, local de grande devoção popular.
Nas localidades no interior do parque, a vida quotidiana mantém
raízes firmes na tradição rural portuguesa. Algumas das de maior valor
turístico são:
- Castro Laboreiro
- Destaca-se pelo seu castelo medieval (Castelo de Castro Laboreiro). É famosa pela raça de cães Castro Laboreiro
- Lindoso
- Destaca-se por possuir o maior aglomerado de espigueiros antigos da Península Ibérica, e, pelo seu castelo do século XIII (Castelo de Lindoso).
- Pitões das Júnias
- Ruínas do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, construído em 1147.
- Soajo
- Aldeia com grande aglomerado de antigos espigueiros, assentes num afloramento rochoso, com vistas para o vale do Rio Lima.
- Vilarinho das Furnas
- Aldeia submersa pela construção da Barragem Vilarinho das Furnas no rio Homem.
- Fafião
- Esta pitoresca aldeia destaca-se pela arquitectura popular antiga e pelas antigas tradições ainda preservadas.
- O fojo: a alma de (lobo em) Fafião!
- Uma curva aqui, uma curva acolá por entre os penhascos e precipícios gritantes da magnífica Serra do Gerês, para conseguirmos encontrar a curiosidade que nos tinham relatado certo dia: o fojo do lobo, uma série de muros de pedra, construídos na Idade Média, que serviam como armadilha de lobos.
- O Vale (encantado) de Albergaria...
- [Encantado] encantar, incantare: in=em; cantare="cantar", aqui com o sentido de "emitir palavras mágicas". Então encantar será "emitir palavras mágicas e lançá-las em alguém". Ou, então, "lançar um feitiço em alguém".
- A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as
influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na
variedade e riqueza do coberto vegetal: matos, carvalhais e pinhais,
bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas
de água, campos de cultivo e pastagens. As matas do Ramiscal, de
Albergaria, do Cabril, todo o vale superior do rio Homem e a própria
Serra do Gerês são um tipo de paisagem que dificilmente encontra em
Portugal algo de comparável.
Estas serranias já foram solares do Urso pardo e da Cabra montesa. O Lobo vagueia num dos seus raros territórios de abrigo. A Águia-real pontifica no vasto cortejo das aves. Micro-mamíferos vários, caso da Toupeira-de-água, diversidade de répteis e anfíbios e uma fauna ictiológica que inclui a Truta e o Salmão enriquecem o quadro zoológico.
É um momento estranho. Parece que, de repente, ficamos extasiados perante tanta beleza. No coração deste vale (de Albergaria), diante do silêncio entrecortado pelo ruído do rio, assumimo-nos encantados perante tamanha beleza - O passado traduz-se nos castelos de Castro Laboreiro e do Lindoso, monumentos megalíticos e testemunhos da ocupação romana. A geira, o antigo caminho que conduzia os legionários de Bracara Augusta a Astorga, sobrevive num trecho da antiga calçada e nos curiosos marcos miliários.
Curiosos povoados, a arquitectura dos socalcos, paradas de espigueiros,
a frescura dos prados de lima, animam um quadro em que a ruralidade
ainda está presente.
Há também a Ponte da Mizarela, segundo a lenda foi construída pelo demónio, esta antiga ponte românica situa-se na freguesia de Ferral, no concelho de Montalegre. Nesta ponte travou-se uma importante batalha contra os franceses a quando das invasões, em que os populares saíram vitoriosos, derrotando assim o exercito francês.
Passando à frente e seguindo o trilho, eis que chegámos ao nosso destino. Por entre as ervas do caminho e as rochas que dificultam a visão, aparece, com algum ruído tranquilo de água, o Poço Azul.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Portugal dos Pequenitos
Portugal dos Pequenitos, e não Portugal dos Pequeninos como popular e incorretamente referido, localiza-se no largo do Rossio de Santa Clara, no distrito de Coimbra, em Portugal. Trata-se de um parque temático concebido e construído como um espaço lúdico, pedagógico e turístico, para mostrar aspectos da cultura e do património português, em Portugal e no mundo.
Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto, com projeto do arquiteto Cassiano Branco, vindo a ser inaugurado em 8 de junho de 1940, razão pela qual a sua concepção e arquitetura estão fortemente imbuídas do espírito idealista e nacionalista do Estado Novo Português. A sua construção desenvolveu-se em três etapas:
- A primeira fase, entre 1938 e 1940, é constituída pelo conjunto de casas regionais portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região do país com pomares, hortas e jardins, capelas, azenhas e pelourinhos. A este núcleo, pertence também o conjunto de Coimbra, espaço onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade;
- A segunda fase integra a chamada "área monumental", espaço ilustrativo dos monumentos mais representativos, de norte a sul do país.
- A terceira fase, concluída em finais da década de 1950, engloba a representação monumental e etnográfica das então províncias ultramarinas em África, do Brasil, de Macau, do Estado Português da Índia e de Timor Português, cercados por exemplares da flora nativa destas regiões. Compreende também as representações dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Permanece um dos parques temáticos voltados para o público infanto-juvenil mais visitados no país, com um afluxo de cerca de 400 mil visitantes por ano.
O parque caracteriza-se por apresentar construções em escala reduzida representando monumentos e outros elementos sobre a cultura e o património edificado português, em Portugal e no mundo. Em nossos dias organiza-se em sete zonas complementares:
- Países de Língua Oficial Portuguesa;
- Portugal Insular (Açores e Madeira);
- Portugal Monumental;
- Coimbra;
- Casas Regionais;
- Casa da Criança; e
- Parque Infantil.
- Museu do Traje;
- Museu da Marinha; e
- Museu do Mobiliário.
Eu já visitei, e gostei muito. E vocês?
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Barragem de Castelo de Bode
A Barragem de Castelo de Bode é uma das mais importantes barragens portuguesas. Faz parte do conjunto de barragens da bacia do rio Zêzere, em Portugal, tendo a montante a barragem da Bouçã. Situa-se nos limites dos concelhos de Tomar e Abrantes no distrito de Santarém. É uma das mais altas construções de Portugal.
A barragem de Castelo de Bode é utilizada para abastecimento de água, designadamente a Lisboa, produção de energia eléctrica, defesa contras as cheia e actividades recreativas. É utilizada pelos adeptos de desportos como o windsurf, vela, remo, motonáutica e jet ski, bem como da pesca desportiva (truta, achigã, enguias e lagostim vermelho).
Barragem
A construção da barragem iniciou-se em 1945 e foi dada por terminada em 1951, sob a direcção do projectista eng. A. Coyne. A empresa construtora foi Moniz da Maia & Vaz Guedes.A barragem é de betão, por gravidade, mas com curvatura. A altura máxima acima da fundação é de 115 metros. A cota do coroamento é de 124,3 m, e o comprimento do coroamento é de 402 m. As fundações são de gneisse e micaxisto. A barragem tem um volume total de betão 430 000 m³.
Albufeira
A albufeira localiza-se numa área de precipitação média anual de 1200 mm. O caudal integral médio anual é de 2 352 000 000 m³. O caudal de cheia milenar é de 4 750 m³/s. O nível de pleno armazenamento (NPA) é de 121,00 m, e o nível de máxima cheia (NMC) de 122,00 m. A área da albufeira ao nível de pleno armazenamento é de 32 910 000 m². A capacidade total é 1 095 000 000 m³, mas a sua capacidade útil é só de 900 500 000 m³.Descarregador de cheias
A barragem dispõe de um descarregador de cheias, de tipo orifício controlado por duas comportas. A cota da crista da soleira do descarregador é de 105 m, e o respectivo desenvolvimento da soleira atinge os 28 m. O caudal máximo descarregado é de 4 000 m³/s.Central hidroeléctrica
A barragem dispõe de uma central hidroeléctrica, com três grupos geradores de electricidade. A potência instalada é de 159 MW e a energia produzida em ano médio atinge 396,5 GWh.quinta-feira, 6 de setembro de 2012
[Caminhos de Portugal] - Grutas de Mira d'Aire
Visitei as grutas de Mira d'Aire no mesmo dia que fui visitar Fátima. E gostei imenso. E vocês, já visitaram?:)
Mira de Aire situa-se em pleno Maciço Calcário Estremenho, nos flancos da serra que lhe deu o nome (a Serra D'Aire), ocupando a parte norte do Polje Mira/ Minde, sulcada pela estrada nacional nº 243 que liga o entroncamento de Torres Novas ao de S. Jorge. Pertence ao concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria a cujo bispado está ligada religiosamente.
1947 - Os primeiros homens a entrar na gruta lançaram cordas grossas e, a pulso, desceram até uma pequena galeria. Avançando duas dezenas de metros, encontraram-se como que numa janela aberta sobre um precipício. O que existia em frente, a fraca luz do gasómetro não permitia ver com clareza. Algo como uma grande sala envolta na mais completa escuridão, fazia ecoar as suas vozes e o barulho das pedras que atiravam.
Alguns dias depois, voltaram com mais cordas e desceram à primeira sala onde a sua imensidão mal deixava perceber as paredes e estalactites que pendiam do tecto.
A notícia desta descoberta que não tinha paralelo em nada conhecido na região chegou até Lisboa donde acorreram espeleólogos que preparavam a formação de uma Sociedade Científica para o estudo das Grutas. Mira de Aire passou a acolher um grande número de espeleólogos e com eles conviveu. Muitos puderam visitar a nova gruta descoberta e as fotografias das expedições espalharam-se por toda a terra.
Através da exploração do fundo da sala e de algumas reentrâncias nas paredes, descobriu-se o segredo para a continuação da gruta, uma abertura num patamar acessível apenas por uma estreita e escorregadia vereda ao longo da parede, baptizado de "Púlpito".
Para lá deste encontra-se uma rampa muito íngreme que dava lugar a um poço com cerca de 20 metros de profundidade, o 2º Poço.
1949 - A construção de um guincho de madeira que desenrolava uma corda de sisal com 30 metros permitiu aos espeleólogos vencerem este poço, sendo as descidas posteriores efectuadas através de escadas, primeiro com cabos de aço e degraus de madeira, e depois com degraus de latão.
Na base deste tinha inicio um percurso de mais de 500 metros, denominado "Galeria Grande" e com uma topografia e paisagem variada. Neste trajecto pode-se observar a "Fonte das Pérolas", as "Galerias do Polvo", o "Órgão", e o "Rio Negro" que dava acesso ao "Areal" no fundo da Galeria Grande.
Anos 50 e 60 - Campanhas mais prolongadas exigem a criação de acampamentos no interior da Gruta. Destes foi possível chegar até ao "Sifão das Areias", "Concha" e "Labirinto" até que foi descoberto o "Poço Final" podendo assim poder ser elaborado o primeiro levantamento topográfico da Gruta.
O desejo de mostrar esta maravilha da natureza ao público começava a crescer e para que todos pudessem apreciá-la, foram projectados e construídos centenas de metros de estrados e escadas de madeira, desde a entrada, até perto do Sifão das areias.
Anos 70 - Com vista ao novo aproveitamento turístico da gruta, com melhores condições de conforto e segurança constitui-se a Sociedade que faz a sua exploração desde a Sala Grande até às partes principais da Galeria Grande. A abertura ao público faz-se a 11 de Agosto de 1974.
2007 - Uma expedição da Sociedade Portuguesa de Espeleologia entra na Galeria do Rio Negro, aproveitando a baixa do nível das águas, e consegue acrescentar mais de 1Km de novas galerias que se dirigem ao interior do Planalto de S. Mamede ao traçado total da Gruta.
Esta Gruta (Moinhos Velhos) juntamente com a Gruta da Pena e a Gruta da Contenda faz parte de um grande sistema de galerias com mais de 11 Km. Durante os Invernos chuvosos, as águas deste sistema juntam-se às águas da nascente do Olho de Mira e Regatinho, inundando assim a grande depressão fechada (Polje Mira-Minde) existente entre as povoações de Mira de Aire e Minde.
Informação retirada de: http://www.grutasmiradaire.com
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
[Caminhos de Portugal] - Santuário de Fátima
O Santuário de Fátima, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima (Portugal), é um dos mais importantes santuários marianos do Mundo. O actual reitor deste santuário é o Padre Carlos Manuel Pedrosa Cabecinhas.
Em 1917 (ano da revolução soviética), Jacinta Marto, Francisco Marto e Lúcia de Jesus (conhecidos por "os três pastorinhos"), presenciaram seis aparições de Nossa Senhora nos dias 13, de Maio a Outubro, tendo em Agosto acontecido no dia 19 (alguns autores defendem que foi dia 15). No essencial da mensagem, Nossa Senhora teria pedido que se rezasse o terço todos os dias, conversão, e penitência. Moita Redonda e Lomba de Égua, distando a poucos quilómetros da Cova da Iria, eram os lugares povoados mais próximos. Numa dessas aparições, a Virgem Maria pediu para construírem uma capela naquele lugar, que actualmente é a parte central do Santuário onde está guardada uma imagem de Nossa Senhora. No decorrer dos anos, o Santuário foi sendo expandido até aos dias de hoje, existindo já uma basílica e uma grande igreja, aumentando assim a capacidade de acolhimento de peregrinos em recinto coberto.
O Santuário é composto principalmente pela Capelinha das Aparições, o Recinto/Esplanada do Rosário, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e colunatas, casa de retiros de Nossa Senhora do Carmo e Reitoria, casa de retiros de Nossa Senhora das Dores e albergue para doentes, praça Pio XII e Centro Pastoral Paulo VI, e também a vasta Igreja da Santíssima Trindade, inaugurada a 13 de Outubro de 2007. Destacam-se ainda a Capela do Lausperene (Laus Perene = Louvor Permanente) (onde está permanentemente exposto o Santíssimo Corpo de Cristo na Hóstia Consagrada) e a Capela da Reconciliação, dedicada à celebração do Sacramento da Reconciliação (Confissão).
Capelinha das aparições:
Em resposta ao pedido de Nossa Senhora "quero que façam aqui uma capela em minha honra", foi construída uma modesta capela no local exacto das aparições. De 28 de Abril a 15 de Junho de 1919, a tarefa foi executada pelo pedreiro Joaquim Barbeiro de Santa Catarina da Serra.
A 13 de Maio de 1920, a imagem de Nossa Senhora de Fátima é benzida na Igreja Paroquial de Fátima pelo Rev. António de Oliveira Reis, arcipreste de Torres Novas. Foi oferecida por Gilberto Fernandes dos Santos e encomendada à Casa Fânzeres de Braga, segundo as indicações da Irmã Lúcia,sendo a obra de escultura de José Ferreira Thedim, . É em madeira, cedro do Brasil, e mede 1,10m. A estátua é entronizada na Capelinha a 13 de Junho do mesmo ano.
A capelinha original, embora sujeita a ligeiras reparações no decorrer dos anos, mantém os traços de uma ermida popular.
O pedestal, onde se encontra a Imagem de Nossa Senhora, marca o sítio exacto onde estava a pequena azinheira sobre a qual Nossa Senhora apareceu aos Pastorinhos em 13 de Maio, Junho, Julho, Setembro e Outubro de 1917
Basilica da Nossa Senhora do Rosário:
A Basílica do Rosário começou a ser construída em 1928, em estilo neo-barroco, segundo um projecto do arquitecto neerlandês Gerard Van Krieken. Ergue-se no local onde os Pastorinhos brincavam a fazer uma pequena parede de pedras quando viram o clarão que os fez pensar ser uma trovoada, em 13 de Maio de 1917. A primeira pedra foi benzida pelo Arcebispo de Évora, D.Manuel da Conceição Santos, em 1928, tendo a sagração ocorrido em 7 de Outubro de 1953. Em 1954 foi-lhe concedido o título de Basílica Menor, pelo Papa Pio XII.
O edifício, que mede 70,5 metros de comprimento e 37 de largura, foi construído totalmente com pedra da região (lugar do Moimento) e os altares são de mármore de Estremoz, de Pero Pinheiro e de Fátima.
À frente da Basílica do Rosário foi instalada uma grande tribuna, com altar, presidência, ambão e bancos para os concelebrantes.
A torre sineira tem 65 m de altura, sendo rematada por uma coroa de bronze de 7000 kg, construída na fundição do Bolhão, Porto, encimada por uma cruz, iluminada durante a noite.
O carrilhão é composto por 62 sinos, fundidos e temperados em Fátima por José Gonçalves Coutinho, de Braga. O sino maior pesa 3.000 kg e o badalo 90. O relógio é obra de Bento Rodrigues, de Braga. Os anjos da fachada, de mármore, são da autoria de Albano França.
No dia 13 de Maio de 1958, foi inaugurada uma grande estátua do Imaculado Coração de Maria, oferta dos católicos americanos e esculpida pelo Pe. Thomas McGlynn sob indicação da Irmã Lúcia. Tem a altura de 4,73 m e pesa 13 toneladas. Em 13 de Junho de 1959 foi colocada no nicho da fachada da basílica.
À entrada da Basílica, por cima da porta principal, encontra-se um mosaico que representa a Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora. Foi executado nas oficinas do Vaticano e ali benzido pelo então Secretário de Estado, Cardeal Eugénio Paccelli, futuro Papa Pio XII.
O 15º mistério, um baixo-relevo de pedra, na ábside da capela-mor, representa a Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora. É da autoria de Maximiano Alves.
À entrada da Basílica, do lado direito, encontra-se a imagem de S. João Eudes, fundador da Congregação de Jesus e Maria (Eudistas) e da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio (também da autoria de Martinho de Brito). Do lado esquerdo, a estátua de Santo Estevão, primeiro rei da Hungria, coroado no ano 1000, que consagrou a sua nação a Nossa Senhora, da autoria de António do Amaral de Paiva.
Os túmulos dos irmãos Francisco Marto e Jacinta Marto, encontram-se respectivamente no extremo direito e esquerdo do transepto.
O templo tem duas sacristias, tendo uma sido convertida em lugar de culto, com o nome de Capela de São José.
Cada um dos 14 altares laterais representa um mistério do Rosário, os baixos-relevos dourados, aí colocados são da autoria do então Jovem Escultor Martinho de Brito. A coroação de Nossa Senhora de Fátima, em 13 de Maio de 1946, e o encerramento do Ano Santo, em 13 de Outubro de 1951, são evocados em duas lápides, à entrada da capela-mor.
O arco cruzeiro ostenta, em toda a volta, um mosaico, onde se lê Regina Sacratissimi Rosarii Fatimae ora pro nobis.
Do lado direito da capela-mor, encontra-se a estátua de São Domingos de Gusmão, o grande apóstolo do rosário no século XIII (autoria de Maria Amélia Carvalheira da silva). Do lado esquerdo, Santo António Maria Claret, fundador da Congregação dos Missionários do Coração de Maria (da autoria de Martinho de Brito).
Por detrás da balaustrada, encontra-se uma imagem de Nossa Senhora de Fátima. Ao centro, um grande altar de pedra com frontal de prata, representando a Última Ceia de Cristo. Da mesma pedra do altar são feitos o ambão, a peanha da imagem de Nossa Senhora e as cadeiras da presidência. O quadro do retábulo representa a Mensagem de Nossa Senhora que desce, em forma de luz e de paz, ao encontro dos videntes, preparados pelo Anjo. Da autoria do Arq. João de Sousa Araújo.
A fachada da Basílica exibiu duas grandes placas com a fotografia dos Pastorinhos,no ano 2000 por ocasião da beatificação. Em 2005, toda a fachada da Basílica e as colunatas receberam uma profunda limpeza da sua pedra branca em calcário.
Basílica da Santissima Trindade:
Esta basílica, dedicada à Santíssima Trindade, com 8.633 lugares sentados e 40.000 m², uma obra da autoria do arquitecto grego Alexandros Tombazis. Foi inaugurada em 12 de Outubro de 2007, pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, por ocasião do 90.º aniversário das aparições.
Trata-se do quarto maior templo católico do mundo em capacidade, tendo sido integralmente pago com dádivas dos peregrinos ao longo dos anos. A decoração é inspirada na arte bizantina e ortodoxa. A planta é circular por fora e quadrangular por dentro, existindo 12 portas laterais (uma dedicada a cada um dos Apóstolos) e uma grande porta central, a Porta de Cristo
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
[Caminhos de Portugal] - Ponta de Sagres e Ponta da Piedade
Ponta de Sagres
Ponta da Piedade
A Ponta de Sagres (o étimo tem origem no latim Promontorium Sacrum, "Promontório Sagrado") é um promontório localizado a sudoeste de Sagres, no Algarve, Portugal. Fica 4 km a leste e 3 km a sul do Cabo de São Vicente, tido como o extremo sudoeste da Europa. Separa a oeste a Enseada do Belixe (que vai até ao Cabo de São Vicente) da Enseada de Sagres (mais pequena, com 1500m de largura, e que vai até à Ponta da Atalaia).
A região entre a Ponta de Sagres e o Cabo de São Vicente foi usada para fins religiosos desde a época do Neolítico, existindo menires no concelho de Vila do Bispo, onde ambos se situam.
O promontório de Sagres foi sempre importante para os navegadores porque oferece abrigo às embarcações antes da perigosa navegação na zona do Cabo de São Vicente. Devido ao risco de serem empurrados pelas ondas para as falésias do Cabo, os mestre e capitães preferiam esperar condições favoráveis de vento e mar nas enseadas junto à Ponta de Sagres.
A Fortaleza de Sagres, também referida como Castelo de Sagres ou Forte de Sagres, localiza-se em posição dominante coroando a Ponta de Sagres.
Da sua falésia escarpada, constantemente batida pelo vento, o visitante usufrui uma deslumbrante panorâmica ao longo da costa, com destaque para as enseadas de Sagres, o Cabo de São Vicente e a imensidão do Oceano Atlântico. A própria fortificação e as suas imediações, integradas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, oferecem a possibilidade de um olhar próximo ao património natural da costa, especialmente no que se refere à flora, abrigando algumas das espécies mais representativas da região.
A fortaleza ficou muito danificada no sismo de 1755. Foi restaurada em meados do século XX, e ainda existe um torreão do século XVI. Depois de entrar num túnel, os visitantes podem ver uma enorme rosa-dos-ventos com 43 m de diâmetro. Normalmente as rosas-dos-ventos são divididas em 32 segmentos, mas esta tem 40 segmentos (talvez um erro no restauro do século XX). É muito provavelmente bastante posterior à Era dos Descobrimentos.
A muitas vezes restaurada igreja de Nossa Senhora da Graça data de 1579. Substituiu a igreja original do Infante D. Henrique de 1459. Também foi danificada pelo sismo de 1755. Algumas alterações foram feitas ao edifício como a construção de uma nova torre sineira na casa do cemitério. Há ainda algumas lápides funerárias no local. Dentro da modesta igreja, um retábulo barroco do século XVII sobre o altar veio da Capela de Santa Catarina do Forte de Belixe, enquanto as estátuas policromadas de São Vicente e São Francisco vieram do convento franciscano do Cabo de São Vicente.
Junto à igreja está uma réplica de um padrão, usado pelos exploradores portugueses para reclamar a descoberta e posse de territórios que fossem descobrindo.
Ponta da Piedade
A Ponta de Piedade é um monumento natural turístico de Lagos, no Algarve em Portugal. É composta de várias formações rochosas do tipo falésia, com até 20 metros de altura aproximadamente, sendo um dos pontos turísticos de maior interesse fotográfico da região.
- Acesso por terra: a partir do Farol da Ponta da Piedade e depois a pé através de escadas esculpidas nas encostas.
- Acesso pelo mar: na marina de Lagos são oferecidas excursões para a Ponta da Piedade em barco à vela ou em pequenos barcos de pesca.
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
[Caminhos de Portugal] - Ilha de Tavira
Como infraestruturas de apoio ao turismo a ilha dispõe de um parque de campismo e de concessões de praia durante o período balnear. O acesso é feito através de barcos que partem de Tavira ou do cais das Quatro Águas, ou a pé via uma ponte que se situa junto da aldeia turística Pedras D'el Rei.
A ilha possui quatro praias. De leste para oeste, encontramos em primeiro lugar a Praia da Ilha de Tavira (ou simplesmente Praia de Tavira), seguindo-se a Praia da Terra Estreita, a Praia do Barril e a Praia do Homem Nu. Nos pontos da ilha mais afastados das concessões de praia o naturismo é tolerado; contudo, na região ocidental da Praia do Barril o naturismo encontra-se legalizado.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
[Caminhos de Portugal] - Vila Viçosa
Um local onde já fui algumas vezes, e porque tenho familia por lá, é Vila Viçosa, mas tenho que ir com mais tempo e visitar melhor. E vocês, conhecem?
Na sede do concelho abundam antigas igrejas, capelas, Ermidas e Conventos com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao qual se desconhece a época exacta da sua fundação, que alguns autores atribuem ao rei D. Fernando e outros ao primeiro donatário da vila, o condestável D. Nuno Álvares Pereira, aquém, igualmente, segundo a tradição, se diz ter oferecido a imagem da Virgem Padroeira, adquirida em Inglaterra. Desaparecido esse primeiro templete gótico no reinado de D. Sebastião, pela sua pequenez ou ruína, as obras do actual começaram no ano 1569,sob patrocínio da Ordem de Avis, de que era uma comenda.
Ao continuarmos a nossa caminhada pela viçosa Vila, através da Avenida Duques de Bragança, deparamo-nos com o castelo medieval, que remonta à época da Reconquista cristã da península, quando da afirmação da nacionalidade portuguesa, a região foi dominada a partir da conquista de Alcácer do Sal (1217).
Embora não se possa afirmar se uma primitiva povoação foi abandonada e recuperada, ou se o seu povoamento cristão foi tardio, sabemos que vila Viçosa recebeu de D. Afonso III (1248-1279) a sua Carta de Foral, passada em 5 de Junho de 1270. Datará, dessa época, o início da construção de seu castelo, a que seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), dará um efeito impulso, terminando a sua edificação e fazendo erguer a cerca da vila.
No coração da Vila fica a Praça da República, rodeada de elegantes edifícios, como o da Câmara Municipal, onde se pode visitar e consultar a Biblioteca de livros antigos (sécs. XV a XIX), o importante arquivo Histórico da Câmara Municipal, que integra também o da Misericórdia, constituído por cerca de 2000 livros, códices, maços e documentos avulsos datados desde o séc. XV até ao séc. XIX.
A Reserva Natural das pedreiras de mármore, completam o magnífico cenário do concelho, tendo os visitantes oportunidade de usufruir uma viagem gira em torno destas pedreiras de mármore e da vila que tem um dos patrimónios mais bonitos de Portugal. No Concelho de Vila Viçosa mais propriamente nas freguesias de Pardais e Bencatel é-nos possível olhar para o horizonte e encontrar torres de ferro, ou seja, gruas que servem para içar a pedra dos poços. Este é o aspecto à primeira vista de um campo de pedreiras. Um olhar mais aprofundado permite-nos ainda observar o grande e profundo poço que se assemelha a uma cratera aberta na terra. Trata-se da obra do homem que todos os dias a par e passo vai tornando mais fundo o dito poço, recortando-o às fatias e içando através da grua os chamados blocos de mármores.
É um dos mais importantes concelhos do distrito de Évora, estando limitado a Norte e a Este pelo Concelho de Elvas, a Sul pelo Concelho do Alandroal e a Oeste pelos Concelhos de Borba e Redondo.
Já existente como povoação desde os primeiros tempos da reconquista cristã situada num vale, conhecido como Viçoso. Foi D. Afonso III que lhe atribuiu a categoria de vila, fixando-lhe o nome de Vila Viçosa, e de cabeça de Concelho e lhe concedeu o primeiro foral em 5 de Junho de 1270. O concelho é, hoje, constituído por 5 freguesias: Pardais, Bencatel, S. Romão, S.Bartolomeu e Conceição.
Na sede do concelho abundam antigas igrejas, capelas, Ermidas e Conventos com destaque para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao qual se desconhece a época exacta da sua fundação, que alguns autores atribuem ao rei D. Fernando e outros ao primeiro donatário da vila, o condestável D. Nuno Álvares Pereira, aquém, igualmente, segundo a tradição, se diz ter oferecido a imagem da Virgem Padroeira, adquirida em Inglaterra. Desaparecido esse primeiro templete gótico no reinado de D. Sebastião, pela sua pequenez ou ruína, as obras do actual começaram no ano 1569,sob patrocínio da Ordem de Avis, de que era uma comenda.
À entrada da Vila, pelo Oeste (Borba) a atenção dos forasteiros volta-se para o monumento de maior prestígio, o grandioso Palácio Ducal, antiga residência dos Duques de Bragança desde os princípios do Século XVI, a sua construção iniciou-se em 1501-1502 (na ala Norte) e completou-se já no século XVIII. A fachada principal é toda revestida de mármores da região e inspira-se na arquitectura italiana renascentista, com três andares, a cada um deles correspondendo, desde o rés-do-chão ao piso superior, uma das ordens clássicas: dórica, jónica e coríntia.
Ao continuarmos a nossa caminhada pela viçosa Vila, através da Avenida Duques de Bragança, deparamo-nos com o castelo medieval, que remonta à época da Reconquista cristã da península, quando da afirmação da nacionalidade portuguesa, a região foi dominada a partir da conquista de Alcácer do Sal (1217).
Embora não se possa afirmar se uma primitiva povoação foi abandonada e recuperada, ou se o seu povoamento cristão foi tardio, sabemos que vila Viçosa recebeu de D. Afonso III (1248-1279) a sua Carta de Foral, passada em 5 de Junho de 1270. Datará, dessa época, o início da construção de seu castelo, a que seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), dará um efeito impulso, terminando a sua edificação e fazendo erguer a cerca da vila.
No coração da Vila fica a Praça da República, rodeada de elegantes edifícios, como o da Câmara Municipal, onde se pode visitar e consultar a Biblioteca de livros antigos (sécs. XV a XIX), o importante arquivo Histórico da Câmara Municipal, que integra também o da Misericórdia, constituído por cerca de 2000 livros, códices, maços e documentos avulsos datados desde o séc. XV até ao séc. XIX.
A Reserva Natural das pedreiras de mármore, completam o magnífico cenário do concelho, tendo os visitantes oportunidade de usufruir uma viagem gira em torno destas pedreiras de mármore e da vila que tem um dos patrimónios mais bonitos de Portugal. No Concelho de Vila Viçosa mais propriamente nas freguesias de Pardais e Bencatel é-nos possível olhar para o horizonte e encontrar torres de ferro, ou seja, gruas que servem para içar a pedra dos poços. Este é o aspecto à primeira vista de um campo de pedreiras. Um olhar mais aprofundado permite-nos ainda observar o grande e profundo poço que se assemelha a uma cratera aberta na terra. Trata-se da obra do homem que todos os dias a par e passo vai tornando mais fundo o dito poço, recortando-o às fatias e içando através da grua os chamados blocos de mármores.
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