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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

[Novidade] - Guerra & Paz: "Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno!" de Jorge Rio Cardoso

Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno!
Jorge Rio Cardoso

Sinopse:
Estudar é, para ti, uma actividade altamente secante? A escola e as aulas andam a dar-te cabo da paciência? Os teus pais não param de te atormentar? Os professores só te repreendem? Então este livro é para ti!
Estudar não tem de ser um martírio. Este livro apresenta-te as técnicas necessárias para poderes ser o melhor aluno, ajudando-te a fazer do estudo uma actividade aliciante, e sem deixares de ter tempo para te divertires com os teus amigos. É tudo uma questão de método e de organização. ‘Bora lá?
Do 2.º ciclo ao fim do ensino secundário, tens aqui dicas para descobrires soluções para as dificuldades que vais ter na tua vida de estudante.

Segundo o novo acordo ortográfico.

Sobre o Livro:
Título: Este Ano Vais Ser o Melhor Aluno!
Autor: Jorge Rio Cardoso
Editora: Guerra & Paz
Nº de Páginas: 200
PVP: 14,99€

Sobre o Autor:
Jorge Rio Cardoso. É doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de Aveiro. É professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa e técnico superior do Banco de Portugal. Desde 2008, tem realizado centenas de acções junto de alunos, combatendo o insucesso escolar. O seu inovador método de estudo «Ser Bom Aluno – ‘Bora lá?» tem tido um êxito assinalável, com melhorias de resultados na ordem dos 30%. Defensor de uma educação para a cidadania, é conselheiro de inúmeras escolas do país, onde profere sessões com pais e professores, com vista à melhoria dos resultados e atitudes. É articulista de várias publicações de referência e membro do conselho editorial do Jornal do Comércio. Faz parte dos órgãos sociais do Instituto Benjamin Franklin.

terça-feira, 28 de junho de 2016

[Novidades] - Guerra & Paz: 29 Junho 2016

Vamos abrir um buraco no cadáver de Fernando Pessoa e vamos abrir um buraco no cadáver de Miguel de Unamuno. Para quê abrir buracos em cadáveres, perguntarão os leitores? Para lhes insuflar vida, responde a Guerra e Paz Editores.

Tomemos nos braços o cadáver de Pessoa, o seu «Banqueiro Anarquista», por exemplo. O que acontecerá se, por esse buraco, lhe insuflarmos o sopro da boca de Oscar Wilde chamado «A Alma do Homem sob a Égide do Socialismo»? Arranquemos ao túmulo, piedosamente, o cadáver do espanhol Miguel de Unamuno pegando-lhe pelo buraco que dá pelo nome de «Portugal, um povo suicida» e disparemos lá para dentro o tiro que espatifou os miolos do português Manuel Laranjeira e a que ele chamou «Pessimismo Nacional». Há mais vida num tiro suicida do que numa longa existência canalha!

De que morte e de que vida é que estamos a falar? Estamos a falar de textos que o respeito atirou para um cemitério chamado literatura. A melhor forma de matar um texto, a melhor forma de matar a criação é catalogá-la e engavetá-la.

Matemos a morte, regressemos à vida! Para dar vida a contos, a romances, a poemas e a ensaios é necessário abrir-lhes um buraco por onde entrem outros textos. A melhor forma é rasga-los à discussão. A melhor forma é pintá-los a uma cor inesperada e insólita.

Hoje, a Guerra e Paz inicia uma viagem de devassa ao cemitério que é o património literário da humanidade. É mentira, os textos não estão mortos. Às nossas escondidas, nos escusos vãos das bibliotecas, os textos literários fazem uns com os outros coisas inconfessáveis. Era preciso caçar-lhes essas relações clandestinas. A Guerra e Paz editores criou o paparazzo da história da literatura e do pensamento. Chama-se Livros Amarelos e é uma nova colecção. A colecção que revela as relações comprometedoras de textos célebres.

Célebres, célebres, muito bons, muito bons, mas metidos a um canto, e isso é exactamente o que esta colecção quer veementemente rejeitar, contrariar e desmentir. Livros Amarelos é uma colecção de textos que se erguem de um salto, afectivamente activos.

Esta é uma colecção que, ao contrário de muitos planetas e de tantas estrelas, se pode ver à vista desarmada. São livros de 15 por 21 centímetros e são amarelos. Completamente amarelos e pintados à mão nas três faces do miolo. Custa um dinheirão ao editor? Custa, mas é bonito que se farta. E não são só livros bonitos. A Guerra e Paz rasgou-lhes a beleza, com um corte elíptico e alongado que deixa ver uma faísca de vermelho ou verde ou azul, conforme a cor que as guardas do livro, debaixo da capa, venham a ter.

São os Livros Amarelos, amarelos por serem voyeurs, amarelos em vénia à Yellow Book, a revista que, na Londres do século XIX, foi o primeiro sopro de vida desse modernismo que ainda hoje, no século XXI, se nos cola à pele, como grafismo de Ilídio Vasco, autor do design, grita nestes livros.

Saem, agora, os dois primeiros. Num, o «Banqueiro Anarquista», de Fernando Pessoa, dialoga com «A Alma do Homem Sob a Égide do Socialismo», de Oscar Wilde. Entre os dois textos, intrometem-se 60 páginas com a biografia dos autores e um texto que vai por trás do anarquismo dos autores, tortura-os com perguntas e tenta desesperadamente estabelecer as relações deles. Escreve-o Manuel S. Fonseca.

O outro livro junta «O Pessimismo Nacional», de Manuel Laranjeira, insólito médico e autor português, que escreveu uma carta ao amigo espanhol Miguel de Unamuno e a seguir se suicidou, levando o perplexo filósofo espanhol, em «Portugal, um Povo Suicida», a desesperar face à psicologia dos portugueses, esse povo vizinho que tem na morte a solução para a crise espiritual e a bancarrota financeira. Passaram cem anos e podia ser hoje, é o que Helder Guégués também diz no texto em que ressuscita o suicida português e o anti-falangista espanhol.

Nasceu uma nova colecção, os Livros Amarelos. Em cada livro dois textos de dois grandes autores. Podem ser novelas, contos, poemas ou ensaios. Um intrometido «estudo» contemporâneo virá sempre lançar a rede que liga esses dois textos clássicos. Em Setembro, o próximo livro, amarelíssimo, juntará «A Célebre Rã Saltador do Condado de Calaveras», de Mark Twain, e «Rikki-Tikki-Tavi», de Rudyard Kipling. Mark Twain e Kipling trazem rãs, cães, cavalos, ratos-alfaiates e najas, as cobras-capelo. E um mangusto. O mangusto, já se sabe, tem bons dentes e é imune ao veneno das cobras mais peçonhentas. Saídos do cemitério e regressados à vida, é mesmo de um mangusto que os proteja que os Livros Amarelos estão a precisar: bem vindos ao século XXI.

Modo de uso dos Livros Amarelo:
 
Toque-lhes. O amarelo não se pega.
Compre-os. É uma forma legítima e desejável de posse.
Meta o dedo. É irresistível, o cortante da capa abre uma fenda que apetece tactear.
Abra-os. Têm segredos que só quem vai lá dentro descobre.
Leia-os. Os seus olhos são o violino que dá música à sua alma.

O Banqueiro Anarquista / A Alma do Homem Sob a Égide do Socialismo
Fernando Pessoa/Oscar Wilde 

Sinopse:
Um livro atravessado por duas ideias de anarquismo. No conto de Fernando Pessoa, o anarquismo é o espantalho que um banqueiro atira ao ar e volta a apanhar. No manifesto de Oscar Wilde, o anarquismo é a nuvem de harmonia que conduz ao Individualismo no qual o homem atinge a perfeição. O Banqueiro Anarquista de Pessoa é um prodígio de ironia, A Alma do Homem sob a Égide do Socialismo é a exaltação da Beleza.

Da Colecção:
Livros Amarelos. Os textos falam uns com os outros. Amam-se, negam-se, tocam-se uns aos outros. livros amarelos é o paparazzo da história da literatura e do pensamento: revela as relações comprometedoras de textos célebres.
 
Pessimismo Nacional / Portugal, um Povo Suícida
Manuel Laranjeira/Miguel De Unamuno

Sinopse:
Miguel de Unamuno, pensador e escritor espanhol, espantava-se com a vocação suicida dos portugueses: Antero de Quental suicidara-se, Camilo e Soares dos Reis suicidaram-se. Num só ano suicidaram-se mais três portugueses seus amigos. Outro, Manuel Laranjeira, escreveu-lhe uma carta desesperada: «Neste malfadado país, tudo o que é nobre suicida-se; tudo o que é canalha triunfa!» Três meses depois, Manuel Laranjeira suicidava-se com um tiro na sua cabeça portuguesa. Este livro é o dramático diálogo entre o pessimismo português e o espanto espanhol. Ajuda-nos a conhecer o nosso passado recente e acaba com todas as ilusões: «Ou nos salvamos nós, ou ninguém nos salva.»  

Da Colecção:
Livros Amarelos. Os textos falam uns com os outros. Amam-se, negam-se, tocam-se uns aos outros. livros amarelos é o paparazzo da história da literatura e do pensamento: revela as relações comprometedoras de textos célebres.

Mas os seus pulmões precisavam ainda de mais calor. Viajou, por isso, em 1888, para os Mares do Sul. Ficou a morar em Samoa. Os nativos gostaram dele. Sabia contar uma história e eles gostavam de o ouvir. 

[Novidade] - Guerra & Paz: "Dicionário de Palavras Supimpas" de José Alfredo Neto

Dicionário de Palavras Supimpas
José Alfredo Neto

Sinopse:
PALAVRAS HÁ MUITAS, TAL COMO DIZIA O OUTRO A RESPEITO DE CHAPÉUS. TAL COMO NO CASO DOS CHAPÉUS, DIFÍCIL É ESCOLHER UMA QUE VÁ BEM COM A OCASIÃO.
Este dicionário pode ajudar.


Num dicionário convencional, entre sulipampa e surripiar surgem páginas inteiras de palavras como suor ou superveniência. Neste, a única que aparece é supimpa. As outras, há que reconhecê-lo, não são supimpas. Logo, não existem neste dicionário. Isto torna-o muito mais elegante, naturalmente, mas também muito mais útil.

Porquê? Porque no dia-a-dia, em casa, no trabalho, na escola, no transporte público, na rede social, a vida só tem a ganhar com um uso mais liberal da palavra supimpa. Seja pela sonoridade, pelo significado ou pela contradição entre ambos, a palavra supimpa é aquela que abrilhanta o discurso de quem a usa e que alivia, mesmo que temporariamente, o ouvido de quem a escuta ou os olhos de quem a lê.
 
Sobre o Autor:
José Alfredo Neto. Nasceu em Lisboa, mais concretamente em Alcântara, em 1964. O pai, nascido em Angola de pais oriundos da Beira Baixa, era professor universitário, e a mãe, algarvia de Olhão, bióloga. Fez a escola primária no Externato Fernão Mendes Pinto, a secundária no Liceu D. Pedro V e uma licenciatura em Comunicação Social no ISCSP, da então chamada Universidade Técnica de Lisboa, à época na Rua da Junqueira. Depois deu em publicitário. É casado, tem uma filha e continua a viver em Lisboa.  

domingo, 26 de junho de 2016

[Novidade] - Guerra & Paz: "Dom Casmurro" de Machado de Assis

Dom Casmurro
Machado de Assis

Sinopse:
Dom Casmurro é a alcunha de Bento Santiago, que, velho e só, desvela as suas memórias. Uma promessa da mãe, D. Glória, traça-lhe o destino como padre, mas Bento Santiago (Bentinho), apaixonado por Capitu, abandona o seminário. Estuda Direito e casa-se com o seu grande amor, mas o ciúme e a desconfiança adensam-se. Suspeita que não é o pai biológico do filho do casal, Ezequiel, mas sim o seu grande amigo Escobar… A dúvida de uma traição é o grande mistério de Dom Casmurro, um clássico da literatura de língua portuguesa publicado pela primeira vez em 1899, e se, nas primeiras décadas após a edição, o adultério parecia óbvio para os leitores, hoje muitos duvidam da infidelidade de Capitu. «Era impossível em história de um adultério levar mais longe a arte de apenas insinuar, advertir o fato sem jamais indicá-lo», escreveu José Veríssimo, um dos principais críticos literários da época, na História da Literatura Brasileira

Sobre o Autor:
Machado de Assis. Filho de pai carioca e mãe açoriana, um dos maiores nomes da literatura do Brasil, José Maria Machado de Assis, nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 1839. Depois dos primeiros poemas, publicados na imprensa, segue-se uma profusa obra, que abarca os mais diversos géneros: crónica, conto, romance, teatro, crítica literária. Em 1864 edita Crisálidas, o primeiro livro de poesia, e, em 1872, Ressurreição, o primeiro romance. Inicialmente, as suas obras possuem características românticas, mas é no Realismo que se distingue, com romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas (1880), Quincas Borba (1891) ou Dom Casmurro (1889), ao dar espaço à análise psicológica das personagens, aos seus desejos e necessidades, qualidades e defeitos. Morreu na madrugada de 29 de Setembro de 1908, em casa, no Rio de Janeiro, aos 69 anos. Mas os seus pulmões precisavam ainda de mais calor. Viajou, por isso, em 1888, para os Mares do Sul. Ficou a morar em Samoa. Os nativos gostaram dele. Sabia contar uma história e eles gostavam de o ouvir.

[Novidade] - Guerra & Paz: "Quem tem medo de Frankenstein" de Clara Queiroz

Quem tem medo de Frankenstein
Viagem ao mundo de Mary Shelley
Clara Queiroz

O monstro de Frankenstein nasceu há 200 anos

Mais um motivo para viajar ao mundo de Mary Shelley, a sua criadora

A 15 de Junho de 1816, das mãos do Dr. Frankenstein, nascia «A Criatura», figura humana construída com pedaços de cadáveres, que se tornará num monstro e atormentará a existência do cientista que o cria. Foi há 200 anos. Nasceu de um pesadelo «meio-acordado» de Mary Shelley. Nasceu de uma reunião de amigos numa mansão na Suíça. Nasceu para, ainda hoje, continuar a ser lembrado como uma reinvenção da lenda do feitiço que se vira contra o feiticeiro.
Mais do que o próprio romance, é importante conhecer as circunstâncias que lhe dão origem, bem descritas no livro «Quem tem medo de Frankenstein? – Viagem ao Mundo de Mary Shelley», assinado por Clara Queiroz. Trata-se de um ensaio publicado pela Guerra e Paz em 2014, que relata a história de Mary Shelley, nas palavras de autora, «a heroína de uma história gótica». Duzentos anos depois, é imperativo perceber os meandros daquela que é uma das histórias mais fantásticas de sempre. Viajar até à Villa Diodati, o palacete do Lorde Byron na Suíça, e sentarmo-nos ao serão com os seus cinco convivas e, com eles, ouvir o relato de histórias fantasmagóricas naquele que ficou conhecido como «o ano sem Verão». Falamos de 1816. Não foi ontem. Mary Shelley contava apenas 19 anos e tinha dado à luz o seu filho William há poucos meses. Suspeitava da fidelidade do seu marido, Percy Shelley, e da meia-irmã, Claire Clairmont. É neste cenário que surge Lorde Byron desafia os presentes a escreverem a sua própria história. Há 200 anos, Frankenstein criou o seu Monstro. Ainda tem medo?











[Novidade] - Guerra & Paz: "Acredita em Ti" de Eduardo Silva

Acredita em Ti
Eduardo Silva

224 páginas
PVP: 15,50 €
Nas livrarias a 15 de Junho 

Sinopse:
Ao longo da minha vida tive a oportunidade de constatar que o crescimento interior, contrariamente ao biológico, que acontece a um ritmo muito semelhante para todos, resulta das nossas vivências, aprendizagens e influências culturais. Vejo a mudança e o crescimento como dois elementos que interagem de forma contínua, orientando-nos em direcção ao nosso propósito de vida. Só aqueles que acreditam podem algum dia mudar e crescer! Quero revelar-te que nem sempre acreditei em mim! Houve períodos em que me senti vazio, incompleto, só e totalmente perdido. A sequência deste percurso vivido na primeira pessoa foi impulsionadora na concepção desta obra. Um livro que pretende inspirar-te para viveres uma vida equilibrada, livre, plena, confiante e feliz no presente.

Sobre o Autor:
Eduardo Silva. Iniciou o seu caminho no Desenvolvimento Pessoal em Inglaterra, onde trabalhou em diversos centros de tratamento, tendo sido CEO de um dos mais conceituados. O mestrado em Psicologia Clínica, a especialização em Counselling em Adicções, Perturbações do Comportamento Alimentar e os Processos de Luto, a especialização em Programação Neurolinguística e a sua extensa prática clínica permitiram criar o modelo terapêutico designado por Change & Grow. Participa na dinamização internacional de palestras, fóruns, congressos e sessões de Modificação Comportamental. Convidado regularmente para participar em programas televisivos das três estações portuguesas generalistas, canais de rádio e revistas. É membro da British Association for Counselling and Psychotherapy. 
 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

[Novidade] - Guerra & Paz: "A definição do Amor" de Jorge Reis-Sá

A definição do Amor
Jorge Reis-Sá 

A Definição do Amor
Jorge Reis-Sá
15x23
272 páginas
16,60 €
Ficção/Romance
Nas livrarias a 1 de Abril
Guerra e Paz Editores


Sinopse:
«E, num acaso da noite, vindo eu do hospital, do barulho dos rádios nas enferma­rias junto ao quarto – os homens a acompanharem as esposas na visita semanal aos doentes mas mais interessados no futebol – da Susana continuamente parada, o cilindro azul e o barulho repetido da sua respiração, vindo eu da vida que me escolheram sem uma palavra – Francisco, importa-se de ficar viúvo? Dava jeito.
Sem uma possibilidade de aceitação, sequer, vindo eu, o velho Fidélio pergun­tou está melhor.
Ainda nestes dias não tinha chorado, já se contam quatro. A minha mulher vai morrer, assim se desligue a máquina que a respira. O meu filho vai ficar órfão, o meu outro filho sequer vai nascer, o mais certo. E eu sóbrio e inflexível, a não querer entender. Mas a pergunta do velho Fidélio foi a mais forte dor no coração – a Susana dizia sempre boa noite, Sr. Fidélio, e as pombas, bem?, sacudindo o resto das migalhas para os pardais no andar de cima. Abracei-o. Fraquejaram-me as pernas. Chorei por quatro dias, Susana – quem vai agora perguntar pelas pom­bas ao velho Fidélio?» 

Sobre o Autor:
Jorge Reis-Sá nasceu em Vila Nova de Fama­licão em 1977. Licenciado em Biologia, foi fundador e editor das Quasi, de 1999 a 2009, e director editorial na Babel, entre 2010 e 2013. Actualmente, edita a Glaciar e é consultor editorial.
Publicou poesia, narrativa e crónica. Em 2013, reuniu os poemas no volume Ins­tituto de Antropologia. No ano seguinte, assinou, com Henrique Cymerman, Fran­cisco: de Roma a Jerusalém. Na narrativa, além do romance Todos os Dias, publicou a novela Por Ser Preciso, o divertimento O Dom e o livro de contos Terra.
Organizou, com Rui Lage, a mais com­pleta antologia de poesia portuguesa, Poe­mas Portugueses. Colabora frequentemente com a comunicação social, tendo sido cro­nista das revistas Ler e Sábado.
Em 2015, a par da edição do seu novo romance, A Definição do Amor, a Guerra & Paz reedita Todos os Dias, o seu primeiro romance.