quarta-feira, 30 de maio de 2012

[Divulgação] - Alfarroba: "Patrulha Azul" de Eva Barros

[Novidade] - Porto Editora: "Mulheres Afegãs" de Zarghuna Kargar

Título: Mulheres Afegãs – Histórias por detrás da Burka
Autor: Zarghuna Kargar
Tradução: Isabel Alves
Págs: 272
PVP: 14,40 €


As leis, os costumes, os conceitos, o vestuário são elementos da cultura afegã com os quais, no Ocidente, temos pouco contacto. Em Mulheres Afegãs – Histórias por detrás da Burka, da jornalista Zarghuna Kargar, livro que chega às livrarias a 5 de junho, chegam-nos testemunhos contados na primeira pessoa sobre a falta de liberdade e de direitos que aflige estas mulheres, sobretudo nas zonas rurais do Afeganistão.
Mulheres Afegãs – Histórias por detrás da Burka reúne um conjunto de histórias que foram transmitidas no programa de rádio da BBC «Afghan Woman’s Hour», coordenado e apresentado pela autora Zarghuna Kargar, que permitia aos ouvintes um acesso único a informação sobre variados assuntos, muitos deles considerados tabu mas de importância vital. Rapidamente, este programa tornou-se num dos mais importantes da BBC a nível mundial e numa ferramenta para alertar o mundo para a realidade desta sociedade.
Para além dos testemunhos, este livro dá-nos a conhecer a Sharia - código de conduta da lei islâmica - e tradições relacionadas com, por exemplo, o casamento, família e sexualidade, que condicionam o quotidiano de todas as muçulmanas.


Sinopse:
Um relato que traz a lume as vidas escondidas das mulheres afegãs que tiveram a coragem de enfrentar a comunidade e contar a sua experiência.
Shereenjan era ainda uma menina quando foi obrigada a casar-se para pôr termo a um conflito entre duas famílias; Samira passa os dias num quarto húmido e escuro a tecer tapetes, por imposição do marido, e tem de drogar a filha bebé com ópio para poder dedicar-se plenamente à sua tarefa; 
Ao perder uma perna num bombardeamento, Wazma é abandonada pelo marido, que amava incondicionalmente, e privada de ver a sua única filha;
Anesa é forçada a casar-se com um homossexual e a tornar-se escrava do amante do marido;
Layla é uma das muitas viúvas renegadas pela família e pela sociedade.
Zarghuna Kargar, uma jornalista afegã refugiada em Londres, ouviu estas e outras histórias, que compilou com o objetivo de destapar uma realidade assustadora, tão próxima e ao mesmo tempo tão distante – milhares de mulheres afegãs há muito que são vítimas dos costumes de uma sociedade profundamente religiosa e tradicional.
Embora a sorte das mulheres afegãs tenha melhorado consideravelmente nos últimos anos – há mais de 60 membros do sexo feminino no parlamento −, em várias zonas do país a repressão continua inabalável. Mulheres Afegãs – Histórias por detrás da Burka é disso testemunha.


Sobre a autora:
Zarghuna Kargar nasceu em Cabul em 1982. Quando a guerra civil irrompeu, ela e a família viram-se obrigadas a fugir para o Paquistão, onde Zarghuna se formou em Jornalismo. Em 2001 mudou-se para Londres e em 2004 foi convidada a produzir e apresentar o programa «Afghan Woman’s Hour», da BBC. Este projeto bem-sucedido tinha como objetivo apoiar, consciencializar e educar milhões de mulheres e homens em todo o Afeganistão. Durante os vários anos que o «Afghan Woman’s Hour» esteve no ar, debateram-se assuntos difíceis, muitas vezes tabu, e foi emitido o relato de centenas de mulheres afegãs ansiosas por partilhar a sua história de vida. Mulheres Afegãs – Histórias por detrás da Burka decorre dessa experiência.

[Divulgação] - Book.It: semana de 28 de Maio a 3 de Junho

Campanha Literatura Lusófona






Livro da Semana




Passatempo Dia Mundial da Criança


[Divulgação] - Edição Esgotadas: Lançamento do livro "O relógio que tem a barriga a dar horas" de Lurdes Breda


A Editora Edições Esgotadas tem o prazer de apresentar o último livro de LURDES BREDA,
“O Relógio que Tem a Barriga a Dar Horas” que visa incutir na criança a noção de tempo/espaço,
aliada às rotinas diárias. O processo de aprendizagem e da própria socialização passa, também,
por associar determinadas tarefas às horas. A personificação do relógio cria emotividade e estimula
o afeto e a proximidade. A noção de tempo é, ainda, relacionada com as várias fases do dia, levando
a criança a associar as horas ao espaço físico exterior, assim como aos elementos atmosféricos: Sol,
Lua e estrelas, o que fomenta a sua curiosidade por temas lecionados na área de Estudo do Meio,
em coexistência com a Matemática (abordada no estudo dos números, nas horas) e a Língua
Portuguesa (do texto). Trata-se, pois, de um projeto que propicia a interdisciplinaridade e facilita a aprendizagem.

[Opiniões Tertulianas] - "Dias de Ouro" de Jude Deveraux







"Gostei muito e as páginas folheiam-se sozinhas perante os nossos olhos, arregalados  que ficam com tanta aventura e beleza." (Cris, o Tempo entre os Meus Livros)










Já tinha várias vezes desfolhado os livros desta autora, mas nunca tinha decidido comprar e ler algum, até a nossa amiga tertuliana Fernanda Pameira ter falado tão bem desta saga Edilean, que a conselho dela é este o 1º que se deve ler.


E realmente foram umas horas bem passadas a ler este livrinho.

Começa na Escócia em 1766 com as personagens principais Edilean Talbot  e Angus McTern que nos vão acompanhar ao longo do livro nas suas aventuras e desventuras desde a Escócia até à América.


Edilean órfã fica a cargo de um tio que só quer a sua fortuna, Angus é um laird que pertence a um clã e sente-se responsável por cuidar de  todos.

Devido às circunstancias em que se vê Edilean, pois o tio quer obrigá-la a casar assim que fizer os 18 anos, com um homem da sua confiança, para ficar com toda a sua fortuna, ela então planeia a sua fuga, e Angus é apanhado no meio desta história  sendo obrigado a fugir para a América também.

Durante a travessia de barco vão-se apaixonar, mas nada é fácil para eles, são duas pessoas extremamente teimosas e obstinadas que não querem dar o braço a torcer.
Daí que ao longo do livro vão ter muitas aventuras, a vida deles vai dar voltas e reviravoltas que parecem nunca ter fim.

Gostei muito desta história que nos leva a conhecer como nasceu a cidade Edilean na Virgínia.
A escrita da autora é bastante fluída, sendo um romance com sentido de humor, e personagens cativantes de tal maneira que quando damos por nós terminámos a sua leitura. Em suma um livro para se ler descontraidamente.

Espero ler em breve o 2º livro da saga "O Jardim de Alfazema".


Odete Silva

terça-feira, 29 de maio de 2012

Esta Semana






Esta é a semana do Dia da Criança. E eu, bem, eu sou uma criança grande, vocês não?
Como tal, vamos ter diversas surpresas no decorrer dos próximos dias, surpresas para miúdos e graúdos.

Parece-vos bem?

[Cantinho da Semana] - Refúgio dos Livros

Boa Terça feira.
Hoje trago-vos mais um cantinho. Eu sei que ja falei dele aqui, aliás foi a primeira "conversa" à lareira que tivemos. Mas não podia deixar de figurar nesta rubrica: O Refugio dos Livros.






O refúgio foi o primeiro cantinho com o qual tive contacto. Admito que antes não era nada seguidora de blogues nem nada do género. Mas já lia, e muito, o que fez com que me chamasse mais a atenção este tipo de blogues.

O “Refúgio dos Livros” nasceu no Verão de 2009, mais precisamente a 19 de Agosto, a partir do gosto da autora, Diana, pelos livros e pelas leituras.


"A história do Refúgio dos Livros é engraçada porque se passou da seguinte forma: uma altura andava a procurar algo no Google sobre um livro e sem querer fui dar a um blogue sobre livros que desde logo me cativou não só pelas críticas dos livros que lá lia mas também porque tinha um fórum onde havia muita partilha sobre leituras, opiniões, compras e novidades de editoras. Nesse fórum conheci pessoas que me deram excelentes sugestões literárias e fiz até amizades e desde aí ficou comigo o “bichinho” de criar um cantinho onde pudesse partilhar com outras pessoas o que eu achava das leituras que iam fazendo. E digo que o “Refúgio dos Livros” nasceu de forma engraçada porque eu há uns anos já tinha criado um blogue para publicar pensamentos e textos meus e nunca mais me lembrei que tinha esse blogue. Assim, quando decidi criar o “Refúgio dos Livros” (no Verão de 2009) aproveitei o blogue antigo, mudei o seu visual e o seu objectivo e tema principal e assim nasceu o meu cantinho que agora é meu e de todos os seguidores e visitantes."


Este cantinho tem este nome pois, inicialmente, foi criado para ser um refugio para a sua criadora, um lugar seguro, depois tornou-se então o refugio dos seus visitantes e seguidores.


Para a Diana, o mais gratificante de ter este blogue, é a possibilidade de escrever sobre o que lê.

"porque a escrita sempre me fascinou e as palavras no papel sempre foram a minha forma de me expressar e desabafar"

 Também é muito gratificante todo o feedback que recebe através dos comentários que os visitantes deixam e das pessoas que seguem a página de facebook do Refúgio dos Livros. E é também muito gratificante quando alguém pede uma sugestão de um bom livro dentro do género literário que a pessoa gosta de ler e depois lhe dizem que gostaram imenso daquele livro que ela lhes sugeriu.

Conhecem este cantinho? Também se refugiam nele?
Aqui fica o selinho para ti, Diana, e para o teu, mas muito nosso, refugio dos livros.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

[Passatempo] - " A Devota" de Ricardo Tomaz Alves

Para começarmos bem a semana, aqui fica um passatempo para vocês, que me dizem?:)



Tenho para oferecer, com a colaboração da Alfarroba, um exemplar do livro de Ricardo Tomaz Alves, "A Devota", cuja opinião podem ler aqui.
Para ganhar só precisam de responder acertadamente ás questões que vos coloco e seguir as regras, abaixo postadas.

O passatempo decorre até dia 4 de Junho.

 As respostas podem ser encontradas aqui e aqui.





Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 4 de Junho.
2) Qualquer participação que não possua algum dos dados correctamente preenchido ou contenha respostas incorrectas é automaticamente anulada.

3) OBRIGATÓRIO ser seguidor público do blogue ou seguidor via facebook.  
 
4) O vencedor será escolhido aleatoriamente, através do Random.
 
5) O vencedor será publicado no blogue e será contactado por email.
 
6) Só é aceite uma participação por pessoa/morada e residentes em Portugal (continental e ilhas)  
7) Nem eu nem as editoras nos responsabilizamos por extravios nos ctt.
 
 

[Resultado de Passatempo] - "Alma Rebelde" de Carla M.Soares


Bem, aqui fica o resultado do passatempo que acabou ontem, ás 23h59, e que tinha como prémio o livro "Alma Rebelde", da autora Carla Soares.

Tivemos 44 participações válidas. Podíamos ter tido mais, mas infelizmente os meus caros participantes não lêem as coisas com calma e com atenção, tendo as suas respostas erradas..ai ai ai.

Aqui ficam as respostas certas:

1 - num trato comercial

2 - Instituto de História da Arte, Faculdade de Letras de Lisboa (Faculdade de Letras apenas também foi aceite)

3 -  O meu vicio são as palavras

4 - Santiago


E, sem mais demoras, o vencedor/a é.....
3. Susana Magusteiro Bértolo

Parabéns à vencedora e obrigada aos restantes participantes.
Mantenham-se atentos que vou ter mais novidades em breve.


domingo, 27 de maio de 2012

[À Lareira Com] - Filipe Cunha e Costa






À Lareira com...Filipe Cunha e Costa


Fale-nos um pouco de si.

Uma tarefa ingrata à qual não escondo que me furto sempre que posso. Já me disseram que a melhor forma de me conhecer é através da minha escrita, visão que eu subscrevo integralmente. Em traços gerais, limito-me a constatar o óbvio, de que “não sou grego nem ateniense, mas sim mais um cidadão do mundo”.

“O gosto pela leitura e pela escrita manifestou-se desde muito cedo na sua vida”. Quais as suas memórias mais antigas relacionadas com este gosto?

O gosto pela escrita foi um gosto que se foi desenvolvendo ao longo dos anos, tendo passado por diversas fases, mas que olhando para trás consigo identificar uma linha contínua. Recordo-me bem que as minhas primeiras composições, escritas no âmbito escolar, nesse longínquo ensino primário, eram na altura, no âmbito das provas de língua portuguesa, os exercícios que mais ânimo e prazer me davam. E que já nesse tempo alimentava o sonho de vir a ter a “profissão” de escritor quando “fosse grande”.

Dedicou-se “à criação de textos sob a forma de prosa e poesia assim que entrou em contato com as primeiras letras e com o universo da palavra escrita”. Lembra-se  de algum desses primeiros textos? Pode-nos falar um pouco sobre ele?

Lembro-me, efectivamente, do momento em que compus o meu primeiro poema, o que constituiu uma total novidade para mim, na medida em que todos os meus trabalhos escritos até então tinham sido em prosa, soba forma de composição. A poesia era ainda algo completamente novo. O título desse poema é “Primavera”, e nada mais do 3 quadras o compõem. Sem dúvida um momento que me marcou.

Tem um blogue, semjustacausa.blogspot.com. Quando e como surgiu este cantinho?

O “Sem Justa Causa” surgiu em Outubro de 2011, e consiste num projecto que, para ser justo, mereceria um acompanhamento mais contínuo da minha parte. Trata-se de um blog não subordinado a nenhuma temática específica, um espaço para textos de não ficção onde sempre que posso e me sinto inspirado vou escrevinhando observações sobre determinados temas, carimbando-as com um cunho pessoal, nem sempre actualizado tão regularmente quanto devia. Espero dedicar-lhe mais tempo nos próximos meses. De qualquer forma, ultimamente tenho prestado mais atenção a um blog bem mais recente – http://cronicasdelusomel.blogspot.pt/ – este inteiramente dedicado à saga “Crónicas de Lusomel”, do qual “O Templo dos Três Criadores” constitui o primeiro livro. As portas de um e outro estarão sempre abertas para quem os quiser visitar.

Publicou recentemente o seu primeiro livro “O templo dos três criadores”. Como surgiu a ideia de escrever um livro no género fantástico?

A ideia teve origem em 2009, quando comecei a criar o primeiro esboço do que viria a ser a minha história, tendo sido largamente desenvolvida em 2010 e finalizada em 2011. O livro insere-se, efectivamente, no espectro do Fantástico, o que, a meu ver, deve-se essencialmente ao facto de ser um género literário com o qual me identifico na qualidade de assíduo leitor, e de ter a tremenda capacidade de não se limitar às barreiras da realidade, extravasando-as, desconstruindo-as, e das suas cinzas ser capaz de criar algo de absolutamente novo. Começar a explorar esse tremendo espaço de liberdade foi só uma questão de tempo.

Em que se inspirou para a história e para as personagens?

Ao nível da história em si, acredito que ela tenha sido largamente influenciada pela generalidade das minhas leituras, mais especificamente, como é natural, pelos livros de Fantasia que já fazem parte do meu repertório. É às leituras que vou buscar grande parte da inspiração, e a influência que estes livros tiveram na construção do mundo que criei não pode ser menosprezada. As personagens em si mesmas consideradas foram também elas uma decorrência do mundo por mim criado, das suas características, natureza, ambiente, em suma, do seu código genético. Como actores principais desse novo mundo dado a conhecer, era fundamental que estivessem devidamente enquadrados e em sintonia com o mesmo. A mitologia também terá desempenhado um papel importante na construção de ambos. Isto apenas para nomear as principais influências, já que a maioria delas se manifesta de uma forma tão subtil, que muitas vezes nem nos apercebemos que trespassaram para o nosso trabalho.

Está a trabalhar no segundo volume da saga Crónicas de Lusomel. O que nos pode adiantar sobre a continuação da saga?

Neste momento estou empenhado em acompanhar o processo de amadurecimento deste primeiro livro, em testar qual o seu valor comercial e literário, ir recolhendo impressões e melhorar com elas. Mas naturalmente que tenho os olhos postos numa continuação, na qual já comecei a trabalhar, tendo em conta que este projecto foi desenhado para ter uma sequência. Como os leitores certamente notarão, a história que tenho para contar não termina na última página deste livro, e há muitas questões por responder deixadas para livros futuros. Assim, num próximo volume, espero dar desenvolvimento à história pegando no ponto em que a deixei, continuando no rumo traçado, aprofundando a intriga da acção e dando resposta às questões deixadas em aberto. No final, quero ter uma história coesa e coerente, sem deixar pontas soltas, que seja agradável e capaz de entreter.

Tem mais algum projeto em mente?

A continuação desta saga constitui, neste momento, o meu principal projecto literário em mente. Todavia, ainda este ano deverei vir a ter um outro texto meu publicado, mais concretamente um conto erótico de fantasia que foi admitido no concurso literário “Erotica Fantastica” levado a cabo pela Editora Draco em 2011, e que será publicado numa Antologia no final deste ano. Em relação ao meu livro recém-publicado, espero seguir de perto o seu trilho pelo mercado literário, receber críticas e aprender com elas, tomar contacto com os leitores, retirar o melhor que esta experiência me pode proporcionar. E venham de lá as novas ideias e desafios, estarei sempre disposto a abraçá-los.

Já escreveu vários géneros. Escreveu o poema “Os Dias” e o conto “Memórias de Alto-Mar”. Tem, no entanto, algum género com o qual se identifique mais?

Não. O que acontece é que me vou dedicando a cada momento ao projecto que sinto que estou mais inspirado e/ou motivado para explorar. A minha escrita já esteve vocacionada para cada um desses géneros, e por todas as fases que passou, proporcionou-me sempre um gosto enorme em escrever. Quero, acima de tudo, fazer por manter esta heterogeneidade.

Para terminar, deixe uma mensagem aos nossos leitores, verdadeiros fãs de literatura.

“Não há assuntos pouco interessantes, o que há é pessoas pouco interessadas” – (Gilbert Chesterton). Não limitem a vossa leitura. Sejam críticos acima de tudo. Boas leituras!