quarta-feira, 4 de abril de 2012

[Opiniões Tertulianas] - "Quando um burro fala o outro baixa as orelhas" de Fátima d'Oliveira




"A sua infância,  os seus sonhos, os seus medos. Tudo o que caiu por terra, o que mudou. A mulher que se tornou. O que os outros vêem e o que ela realmente sente. "(Ni Rodrigues, opinião aqui)






Não conhecia esta autora nem tinha conhecimento da existência deste livro até ter deparado com uma opinião neste mesmo blogue e posteriormente um passatempo que, coincidência dos diabos, a minha irmã ganhou!
Assim que o recebeu, leu e passou-mo de imediato para eu ler, dizendo “Gostei muito, lembrei-me imenso de ti ao ler este pequeno livro!”
Fiquei logo “de pulga atrás da orelha” pois como não sofro de Ataxia de Friedreich, não seria de todo em relação a essa patologia que a minha irmã se estaria  a referir ao dizer que a autora a fez recordar-se de mim!!!
Então hoje peguei no livro e devorei-o em pouco tempo.
Este é um pequeno/grande livro!
E sim, eu também me revi na autora! A frontalidade, o realismo, o discurso directo, algumas posições politico/religiosa/futebolística/social/nacionalista, sim eu comungo de muitas das suas ideias.
Mas não é para isso que resolvi escrever esta opinião nem é isso certamente que interessa a quem a ler!
Pois bem, gostei imenso do livro e como adoro conhecer aspectos relacionados com doenças raras foi uma leitura muito interessante.
Gostei particularmente de conhecer o percurso de Fátima d’Oliveira e deixo-lhe aqui uma mensagem de força e compreensão.
E quando me deparar de novo com alguém numa cadeira de rodas, certamente me lembrarei de não sentir apenas pena por ela, verei muito mais para além da sua deficiência!
Recomendo vivamente a leitura desta obra tão intimista.


Teresa Carvalho

terça-feira, 3 de abril de 2012

[Novidade] - Oficina do Livro: 100 Filmes Que Podem Mudar a Sua Vida, de Rui Pedro Tendinha

100 FILMES QUE PODEM MUDAR A SUA VIDA
de Rui Pedro Tendinha
PVP 14,90 eur
264 págs.                                                       

Nas livrarias a 9 de Abril

Este livro não é mesmo uma ode à indústria dos sonhos, mas antes uma tentativa algo inocente de podermos tomar paralelismos com o que vemos na ficção para uma espécie de guia de vida.

Sobre o Livro
Um filme pode marcar-nos para sempre. Pode levar-nos a tomar decisões há muito adiadas ou a pôr em causa as nossas atitudes mais drásticas; a reconciliar-nos com a vida ou a confrontar-nos connosco próprios. Um filme pode ser uma pequena ou uma grande lição de vida. É isso que nos diz este livro. 
100 Filmes que Podem Mudar a Sua Vida: o Livro de auto-ajuda de Hollywood serve-se directamente da inesgotável fonte de inspiração para a nossa existência que é o cinema e revela-nos, com convicção, paixão e humor, os ensinamentos que podemos retirar de uma centena de películas célebres produzidas por Hollywood desde os anos 80 até hoje.
“Este livro prova ainda que a vida real e o cinema não precisam de ser dois mundos alienados. Se o bom cinema não passa sem que lhe seja injectada uma saudável dose de vida real, uma vida real de qualidade não acontece se estivermos felizes com o cinema que vemos. “ Nuno Markl

Sobre o Autor
Rui Pedro Tendinha nasceu em Luanda, em 1971, e desde sempre respira cinema de manhã à noite.
Iniciou a sua carreira no Blitz, depois n’O Jornal e na revista “Ousar”. Na rádio XFM fez o programa BSO. Na televisão, foi guionista do «Magacine» (RTP) e do «Cine XL» (SIC Radical), além de apresentador de «As Fitas da Comédia» (SIC Comédia). Atualmente, continua a escrever em diversas publicações e é colaborador do «E- Especial» (SIC) e «Mais Mulher» (SIC Mulher).
Entre os momentos altos da sua carreira estão as entrevistas a alguns dos seus maiores ídolos: Jack Nicholson, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Quentin Tarantino ou Mike Leigh, entre muitos outros.
O seu novo filme ESTRADA PARA MAZGANI  foi seleccionado para o Indielisboa 2012, um road movie que acompanha o músico na sua primeira digressão internacional.

[Divulgação] - Book.It: Reservas de Livros e Mega-Acção Continente

Bom Dia e Boa terça feira tertulianas/os.

Hoje venho-vos divulgar duas acções da Book.It: A reserva de livros nas lojas book.it e uma acção de descontos em parceria com o continente.

Reserva de Livros:
Não sei se sabem, até porque existe um grande desconhecimento sobre o serviço, mas é possível fazer reserva de Livros e de Manuais Escolares na Book.It. É muito simples, faz-se a reserva dos livros e depois podem levantar-se os mesmos numa loja book.it ou podem ir directamente para casa.

Que tal, conheciam?

Mega Acção Continente:
Dia 2 de Abril, a Book.It avançou com uma mega acção de entrega de cupões nas linhas de caixa do Continente para serem descontados  em todas as lojas Book.it. com 10% de desconto em cartão em livraria, papelaria e  pintura. Os cupões podem ser descontados até 30 de abril. 

Exemplo de Cupão

segunda-feira, 2 de abril de 2012

[Divulgação] - Novas Reedições Assírio e Alvim


Ficções do Interlúdio, de Fernando Pessoa


Este livro reúne todos os poemas em português que Pessoa foi publicando ao longo da sua vida, dispersos por jornais e revistas tão marcantes como Orpheu ou Presença. Nele se encontram muitas obras-primas, que constituem a primeira face da vastíssima obra que deixou inédita. A edição é de Fernando Cabral Martins.




 Os Papéis de K., de Manuel António Pina

Sobre Os Papéis de K. disse Manuel António Pina, em entrevista ao Jornal de Letras: «Trata-se, fundamentalmente, acho eu, de um texto sobre a memória, isto é, sobre tudo. E sobre o tempo. […] Tinha a história na cabeça há quase 20 anos, desde uma viagem ao Japão, e em especial a Nagasaki, em 1984, durante a qual comecei a interessar-me pelo xintô (o xintô, o kami-no-michi, ou a via dos deuses, é o pano de fundo do livro). Mas não sabia como pegar-lhe. Até que, recentemente, a escrevi quase de um fôlego, em duas ou três noites. Depois reescrevi-a várias vezes. A versão agora publicada é, salvo erro, a 18ª. Sei-o porque, como guardava as versões num CD não regravável, tinha que as ir numerando para o CD as aceitar. É, de facto, a primeira obra de ficção que publico (e, se calhar, a última, embora tenha para aí alguns contos). Mas julgo que não está substancialmente muito longe da poesia que tenho escrito...»

Lunário, de Al Berto 

Em Lunário seguimos Beno a par e passo, escutando-lhe as narrativas, as paixões efémeras, a vida boémia, as noites de amor e de diálogos secretos. «Naqueles anos, todos eles se tinham movido sem saberem muito bem se acordariam na manhã seguinte. Viviam numa febre constante, numa vertigem, num excesso permanente. Era preciso viver depressa e morrer, de preferência, ainda jovem. Nenhum deles alimentava projectos ou ambicionava fosse o que fosse. Era-lhes indiferente estar vivo ou morto. Mantinham-se nesse lugar mal iluminado e sem saída: a vida. […] Restava- -lhes a amizade e a cumplicidade de alguma paixão para resistirem ao caos devorador da cidade, e à moleza quase beata da ‘geração’ a que se recusavam pertencer», escreve Al Berto. 

O Anjo Mudo, Al Berto 
  
Aqui se reúnem quase todos os textos que Al Berto publicou em revistas, catálogos de exposições de pintura e de fotografia, e ainda alguns inéditos — assim como uma boa parte dos textos que foram lidos em público e coligidos, pela primeira vez, em O Anjo Mudo. «Sento-me à mesa de trabalho. Inclino a cabeça para a memória dos livros que li e amei. Com um gesto de ave pouso a mão sobre o papel. E no interior da sombra da mão, começo a escrever: era uma vez…» 



 Crescer Vazio, Pedro Strecht

Existe um aumento crescente de crianças e adolescentes vítimas de abandono, negligência e maus tratos. Não foram desejadas, não sabem quem são, de onde vêm, porque sofrem assim: não nasceram iguais em direitos. Cresceram em famílias desagregadas, caóticas ou rigidificadas em funcionamentos patológicos, que tê grande dificuldade em se organizarem como um meio facilitador do desenvolvimento emocional. Sem intervenção terapêutica multidisciplinar, estas crianças e adolescentes veem-se reduzidas a não ser de ninguém, vivendo os primeiros anos de vida num círculo miserável de separações, perdas e abandonos. Perante as suas fragilidades, muitos podem desistir rapidamente de viver, psíquica ou fisicamente, optando por condutas marginais, violentas e de consumo de drogas. Crescer Vazio é um livro que aborda estes aspectos, e que aqui se apresenta numa edição revista e aumentada. 

Interiores, Pedro Strecht 
  
Este livro é uma reflexão sobre o que hoje em dia sabemos do desenvolvimento psíquico infantil e juvenil, normal e patológico. Organiza- -se a partir de experiências, pequenos relatos práticos e alguns conceitos teóricos que os explicam. Baseia-se numa visão dinâmica, tendo em conta o mundo interior das crianças e adolescentes desde o nascimento até à idade atual, nas múltiplas ligações com o meio, começando pelos pais e família, alargandose aos amigos, escola e sociedade. Já que um dos maiores desafios futuros é o de criar uma cultura de compreensão da vida emocional dos mais novos, este livro destina-se a pais e adultos que procuram uma leitura sobre as origens e resolução de algumas situações do crescimento psicológico dos seus filhos. 



[Caixa do Correio] - Chegaram a casa esta semana (26 de Março a 2 de Abril)

Bem, aqui ficam os livrinhos que chegaram a casa na semana que passou :D

- "A Vingança do Lobo" de Vítor Frazão, gentilmente cedido pela Chiado Editora para leitura e opinião.
- "A Senhora dos Rios" de Phillipa Gregory, gentilmente cedido pela Civilização Editora para leitura e  opinião.
- " À procura de um lugar" de Fátima Marinho, ganho no passatempo do dia do Pai da Alphabetum Editora.
- "A Cidade dos Anjos Caídos" de Cassandra Clare, oferecido pelo namorado nos meus anos.
- "Irmã" de Rosamund Lupton, prenda de anos de uma amiga, Andreia Curado.
- "A rapariga que roubava livros" de Markus Zusak, comprado na campanha do aniversário da Presença Editorial.

Que tal?Já leram algum? :D

Receita Especial - Risoto de Bacalhau com Frutos Secos

Bom Dia e Boa segunda feira. Hoje é dia de receita, mas hoje trago-vos uma receita especial da nossa Fernanda Palmeira, que já estava prometida. Risoto de bacalhau com frutos secos o que vos parece? 





Ingredientes:
20 gr de pinhões
20 gr de amêndoa laminada
35 gr de azeite
4 dentes de alho
400 gr de bacalhau desfiado
1. c. sopa de salsa picada
100 gr de cebola
100 gr de cenoura
20 gr de espumante
300 gr de arroz para risoto
900 gr de água
1 cubo de caldo de legumes
1/2 c. chá de açafrão
15 gr de manteiga
70 gr de queijo Philadelphia

Preparação:

1. Aqueça uma frigideira antiaderente e toste os pinhões e as amêndoas. Reserve.
2. Coloque no copo 15 gr de azeite e o alho e pique 8 seg/vel 5.
3. De seguida refogue 3 min/varoma/vel 1.
4. Adicione o bacalhau, a salsa e programe 3 min/varoma/vel colher inversa.
5. Envolva com a ajuda da espátula e programe 4 min/varoma/vel colher inversa. Retire e reserve.
6. Coloque no copo 20 gr de azeite, a cebola e a cenoura e pique 5 seg/vel 5.
7. De seguida refogue 5 min/varoma/ vel 1.
8. Adicione o espumante, o arroz, a água, o caldo de legumes e o açafrão e programe 8 min/100º/vel colher inversa.
9. Retire a tampa, envolva com a espátula para soltar o arroz do fundo do copo e programe 7 min/100º/vel colher inversa. Retire, adicione o bacalhau e os frutos secos, a manteiga e o queijo e envolva.
Sirva de imediato.

"Esta é a versão Bimby, mas acho que facilmente se adapta ao tacho - só necessita de mais vigilância e ser mexido de vez em quando.
https://s-static.ak.facebook.com/images/blank.gif" (Fernanda Palmeira)

Obrigada, Fernanda Palmeira, por esta maravilha. Vou ter que ir já experimentar e vocês?

domingo, 1 de abril de 2012

[Passatempo] - "A Vingança do Lobo" de Vítor Frazão




Ora, já leram a nossa entrevista de hoje, ao autor Vitor Frazão? Gostaram?
Bem, o Tertúlias, em colaboração com o autor, tem uma surpresa para vocês: um exemplar autografado para vos oferecer. O que vos parece?

Para este livro poder vir a ser vosso basta responderem acertadamente às questões abaixo, e claro, seguirem as regras (abaixo indicadas).
Podem participar até dia 8 de Abril, ás 23h59m.

As respostas podem ser encontradas aqui, aqui e aqui.

Boa Sorte:)

Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 8 de Abril.
2) Qualquer participação que não possua algum dos dados correctamente preenchido ou contenha respostas incorrectas é automaticamente anulada.

3) OBRIGATÓRIO ser seguidor do blogue ou seguidor via facebook.  
4) O vencedor será escolhido aleatoriamente, através do Random.

5) O vencedor será publicado no blogue e será contactado por email.
6) Só é aceite uma participação por pessoa/morada e residentes em Portugal (continental e ilhas).


[À Lareira Com] - Vitor Frazão, autor de "A Vingança do Lobo"

Bom Dia. Bom Domingo. Como está a ser esse fim de semana?
Hoje é dia de conversas À Lareira Com...desta vez, o convidado é, Vitor Frazão, autor do livro "A Vingança do Lobo", conhecem? Dêem uma espreitadela:)


À Lareira com...Vítor Frazão, autor do livro "A Vingança do Lobo"


Fale-nos um pouco sobre si:
Um tema com pouco interesse. Basta dizer que escrevo dentro do género da dark fantasy e que espero um dia poder dedicar-me em exclusivo a aperfeiçoar a arte da escrita.

Como surgiu a ideia de escrever “A Vingança do Lobo”?
Pergunta sobre a qual já escrevi extensamente no meu blog, mas que aqui irei resumir para não me tornar maçador. “A Vingança do Lobo” veio de uma paixão de longa data por criaturas mitológicas e pelo gosto de inventar cenários, origem que partilha com todas as outras narrativas de “Crónicas Obscuras”.

Para além do seu livro, escreve no seu blogue “Crónicas obscuras”. O que a escrita significa para si?
Além de um meio para um fim, ou seja, a plataforma através da qual transmito as histórias que crio, a escrita é para mim um fim em si mesmo, um modo de alienação, de descontrair e de me testar.  

A sua formação em arqueologia influencia em alguma coisa a sua escrita?
Principalmente ajudou-me a estruturar e aprofundar a pesquisa sobre determinados temas, assim como, claro fornecer realismo às personagens que pertencem ao meio académico. 

Em que se inspira quando escreve?
Tudo, livros, séries, filmes, músicas, sonhos, experiências pessoais e relatos de terceiros. Depende, por vezes essa inspiração toma formas tão simples como colocar determinado nome a uma criatura, noutras pode ser mais profundo como utilizar um amigo como esqueleto para uma personagem.

Tem algum projecto a nível da escrita, de momento? Se sim, pode revelar-nos algo sobre ele?
Continuarei a trabalhar dentro do mesmo género, uma vez que ainda tenho, literalmente, dezenas de histórias para contar no universo de “Crónicas Obscuras”, algumas relacionadas com “A Vingança do Lobo”, outras nem por isso. Já terminei os três livros seguintes, assim como alguns contos e agora estou a trabalhar num projecto cujo resultado final ainda está muito em aberto. Sobre ele apenas direi que ocorre maioritariamente em território nacional.   

Gosta de ler?
É uma das minhas paixões.

Tem algum género literário preferido?
Fantasia, sem sombra de dúvida, com todos os seus sub-géneros.

Diga-nos um livro que considere um dos livros “da sua vida”.
“O Estrangeiro” por Albert Camus. Não é o meu preferido, nem aquele que tenho à mesa-de-cabeceira, porém, é definitivamente o livro da minha vida, uma obra que considero obrigatória para todos aquele que ambicionem ser escritores, qualquer que seja o género em que escrevam.  

O que considera mais gratificante na escrita e em ver o seu trabalho editado e nas livrarias?
Vamos por partes. Apesar de gostar de certos desafios durante o próprio processo de escrita, a parte que considero mais gratificante é quando posso olhar para trás e ver a obra feita, esquecendo o sofrimento do percurso. No que diz respeito a ver o meu trabalho editado e nas livrarias pouca gratificação me dá. Talvez no início sentisse um pontinha de orgulho, mas hoje em dia interessa-me muito mais a interacção com os fãs do que o simples facto de ter o livro numa estante.  

Deixe uma mensagem aos nossos leitores, amantes de livros.
Avaliem cada livro por ele mesmo e não pelo género literário em que se insere. Há por aí muita gente com ideias preconcebidas devido a más experiências ou, pior a ainda, apenas com base na opinião dos outros.

Obrigada Vítor Frazão