quinta-feira, 3 de março de 2016

[Novidade] - Alfaguara: "Carta à mulher do meu futuro" de Péter Gardós

CARTA À MULHER DO MEU FUTURO
Petér Gardós
 
A crónica de um amor extraordinário.
A história real de dois sobreviventes da Segunda Guerra Mundial.
 


A história do livro:

Péter Gardós, realizador de cinema húngaro, recebeu há alguns anos, após a morte do pai, dois conjuntos de cartas. Eram as cartas trocadas entre o pai e a mãe quando ambos estavam na Suécia, logo após o desfecho da Segunda Guerra Mundial, e de terem sido libertados de campos de concentração. Foi com base nessas cartas que decidiu reconstruir a história de amor dos pais. Este livro conta essa história, agora também adaptada ao grande ecrã pela mão do autor. Carta à mulher do meu futuro (publicado na Hungria sobre o título Febre ao amanhecer) foi o grande livro da Feira do Livro de Londres no ano de 2015, com editores de todo o mundo (neste momento, 30) a lutarem por comprar os direitos de tradução. Afinal de contas, tratava-se de uma história de amor real que tinha como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, talvez o acontecimento mais definidor da identidade europeia contemporânea. 
Sobre o livro:
 
- Quantas delas te responderam?
- Dezoito.
- E agora vais começar a corresponder-te com dezoito mulheres?
O Pai apontou para o bolso, onde tinha escondido a carta.
- Ela é a verdadeira.
- Como sabes?
- Simplesmente sei.
Em Julho de 1945, depois de sobreviver ao campo de concentração de Bergen-Belsen, Miklós, um jovem húngaro de vinte e cinco anos, é enviado para um campo de refugiados na Suécia. Pele e osso, desdentado, doente, o médico dá-lhe poucos meses de vida. Mas morrer depois de sobreviver a uma guerra não está nos planos de Miklós.
Ele não se sente sozinho. Sabe que que há 117 mulheres da sua terra a viver em campos de refugiados na Suécia. Ignorando a sentença de morte da febre que o atormenta todas as manhãs, envia uma carta a cada uma delas. Alguma haverá de sucumbir à sua veia poética e sedutora caligrafia.
A centenas de quilómetros, Lili responde. Assim começa uma história de amor redentora e inesquecível entre dois sobreviventes que eram também sonhadores. Baseada na história real dos pais do autor e narrada a partir das cartas trocadas entre os dois, o romance de Péter Gárdos relembra-nos que o amor é uma força de vida, capaz de vencer a própria morte.


Cena do filme adaptado do livro de Péter Gárdos, que encerrará a Judaica – Mostra de Cinema e Cultura, com a presença do autor e realizador.
 
 
Sobre o autor:

Nascido em Budapeste em 1948, Péter Gárdos é realizador de cinema e encenador. As suas produções foram distinguidas com mais de vinte prémios internacionais em diversos festivais de cinemas, nomeadamente com o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Montreal e o Golden Hugo no Festival de Cinema de Chicago. Baseado na história verídica dos seus pais, sobreviventes dos campos de concentração nazis, Carta à mulher do meu futuro é o seu primeiro romance, que deu origem ao filme Fever at Dawn. 
 
 
Apresentação:
 
O livro será apresentado no dia 20 de Março, às 19h30, na sala Manoel de Oliveira – Cinema São Jorge, com a presença de Péter Gárdos. Segue-se a exibição do filme baseado na história do livro.
Será servido um cocktail após a exibição do mesmo, oferecido pela Embaixada da Hungria, durante o qual o autor fará uma sessão de autógrafos. 
 

Sem comentários:

Enviar um comentário