terça-feira, 3 de setembro de 2013

[Novidades] - Rentrée Planeta

FANTÁSTICO

A Voz dos Deuses, de Trudi Canavan
Nas livrarias: Setembro
Terceiro e último livro da série A Idade dos Cinco, com grandes revelações. Uma fabulosa saga de um mundo mágico, de heróis e heroínas, de deuses e de amores proibidos, obrigatório para os amantes de fantasia com qualidade.

Scarlet, de Marissa Mayer
Nas livrarias: Setembro
O segundo livro da série Crónicas Lunares, uma distopia baseada nos contos de fadas. Se no primeiro, Cinder, se recontava a história da Cinderela, neste é abordada a história do Capuchinho Vermelho, ainda que as duas histórias se cruzem neste livro.

Céu, de Alexandra Adornetto
Nas livrarias: Outubro
Depois de Halo e Hades, chega agora o final da saga. Inspirada no universo fantástico dos anjos, esta série empolgante, escrita pela autora quando ainda tinha 18 anos, é um êxito de vendas a nível mundial.

Quando Tu Eras Meu, de Rebecca Serle
Nas livrarias: Outubro
Este livro marca outra viragem na literatura YA, o romance baseado em histórias de amor imortais, de grandes escritores ou inspiradas em lendas. Neste caso, reconta-se a história trágico-romântica de Romeu e Julieta.

A Princesa Mecânica, de Cassandra Clare
Nas livrarias: Outubro
Mais um volume da série Caçadores de Sombras – As Origens, da escritora bestseller Cassandra Clare, com mais de 12 milhões de livros vendidos. O perigo, a traição, os segredos, os feitiços, o amor e a morte entrelaçam-se quando os Caçadores de Sombras quase se autodestroem num final de cortar a respiração.

Sob o Céu que Não Existe, de Verónica Rossi
Nas livrarias: Outubro
Uma obra-prima inesquecível da distopia que oferece ao leitor perspectivas duplas, da construção do mundo, da linguagem e das personagens.

O Voo do Corvo, de Juliet Marillier
Nas livrarias: Outubro
O segundo volume da nova trilogia Shadowfell, volta a reunir personagens e ambientes do mundo da fantasia. Uma viagem mágica pelo reino dos seres encantados que nos enfeitiça até à última página.

Sacrifício - Alera III, de Cayla Kluver
Nas livrarias: Outubro
Último livro da trilogia, no qual ficaremos a saber se Alera, a rainha de um reino caído, apaixonada pelo inimigo, irá escolher o dever ou o amor.




ROMANCE HISTÓRICO
Dias de Esplendor, Dias de Sofrimento - Maria Antonieta II,de Juliet Grey 
Nas livrarias: Outubro 
Segundo livro da trilogia, que nos traça um retrato da última rainha de França desde a infância à morte. Paris 1774. Na tenra idade de 18 anos, Maria Antonieta ascende ao torno francês ao lado do marido, Luís XVI. Mas por detrás da extravagância da jovem rainha, com vestido de seda elaborados e vertiginosos penteados, esconde medos profundos em relação ao seu futuro e o da dinastia Bourbon.

ROMANCE FEMININO CONTEMPORÂNEO

O Olhar do Amor,de Bella Andre
Nas livrarias: Setembro
Uma história de amor onde o sexo e a paixão predominam. Neste primeiro livro a autora best-seller do The New York Times e USA Today, conta a história de um dos sete irmãos Sullivan, Chase, um fotógrafo de êxito que passa a vida a viaja e que acha que a vida que tem é formidável, até que uma noite conhece Chloe, cujo o carro ficou atolado numa valeta da estrada. O fotógrafo nunca conheceu uma mulher mais encantadora, mas rapidamente percebe que Chloe tem mais problemas para além do carro acidentado, e em breve vê-se a querer remover montanhas para a amar e proteger.


ROMANCE ERÓTICO

A Bibliotecária, de Logan Belle
Nas livrarias: Setembro
Mais de um milhão de livros vendidos, sendo já um best-seller nos Estados Unidos Austrália, Nova Zelândia e Canadá. A autora inspirou-se na vida da famosa pin-up Bettie Page, que fez capas de revista em todo mundo pela sua vida controversa principalmente da forma como abordava a sexualidade feminina.
A história tem como protagonista uma jovem que trabalhou arduamente para conseguir o seu emprego de sonho: ser bibliotecária da prestigiada Main Branch of the New York Public Library. Um dia em que vagueia pelos corredores da biblioteca descobre um casal a fazer amor o que desencadeia nela uma mistura confusa de repulsa pelo acto e desejo por ele que a começa a consumir. Sem saber o que fazer ou como agir, descobre por acaso o segredo num livro que revela a história de Bettie Page.

Pede-me O Que Quiseres,de Megan Maxwell
Nas livrarias: Outubro
Um romance atrevido e contemporâneo, uma história de amor que oculta um perigoso segredo. Recheado de amor, luxúria e sexo. Após a morte do pai, o empresário Eric Zimmerman decide viajar até Espanha para supervisionar as delegações da empresa. Nos escritórios de Madrid conhece Judith que aceita tomar parte dos seus jogos sexuais, repletos de fantasias e erotismo e aprende que todos temos um pouco.


ROMANCE

A Bibliotecária de Auschwitz, de Antonio G. Iturbe
Nas livrarias: Outubro
Um romance baseado em factos reais que resgata do esquecimento uma das mais comovedoras histórias de heroísmo cultural, protagonizada por Dita Polachova, a bibliotecária do Bloco 31, do campo de Auschwitz, cuja vida inspirou este livro. Um livro diferente, pois ao contrário dos livros publicados sobre o Holocausto, o testemunho aqui reunido, para além dos horrores sofridos por todos os judeus, conta a história de amor de Dita aos livros e da sua pequena biblioteca no campo de extermínio de Auschwitz.

Memórias de um amigo imaginário, de Matthew Dicks
Nas livrarias: Outubro
Um livro surpreendentemente doce e emotivo, tocante e inesquecível. É narrado na primeira pessoa por um amigo imaginário de Max, uma criança autista de 8 anos. E aqui reside a grande diferença na abordagem do autismo, pois quem conta a história é Budo um produto da cabeça de Max. Ele é o fio condutor desta história, que se porta como se fosse alguém real com opiniões e interesses e, que vai ajudando Max a socializar e acima de tudo a descobrir a amizade. Mas os amigos imaginários só podem existir desde que os seus amigos reais continuem a acreditar neles. Mas um dia Max deixa de acreditar! Budo é uma voz original e inesquecível, pois é capaz de falar sobre a vida, o amor, a amizade, a infância, a morte, e a paternidade como uma personagem poderosa e inteligente dentro da cabeça de uma criança autista.

The Lost Child of Philomena Lee, de Martin Sixsmith (*ainda sem título em português)
Nas livrarias: Novembro
A história verídica de Philomena Lee, uma irlandesa que engravidou na adolescência e foi enviada para um convento, onde nasceu o seu filho, e que aos três anos de idade as religiosas do convento venderam para adopção. Durante cinquenta anos, Philomena procurou o filho, sem saber que ele também a procurou toda a vida. Uma história emocionante que serviu de base para o filme que vai estrear em Novembro, protagonizado por Judi Dench.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

[Opinião] - "Deslumbrante" de Madeline Hunter



"Ela recusava-se a deixar-se intimidar pela expressão dramática de clemência de Lady Wittonbury ao ver o seu vestido. Summerhays gostava dele. Era tudo o que importava.
O baile quase a intimidava. As sedas e luzes bruxuleantes, o riso e a música, baralhavam-lhe os sentidos. Conhecera senhoras suficientes através da marquesa e de Sebastian para se manter ocupada à margem das conversas. Principalmente, admirou os vestidos e penteados, e concluiu que o seu conjunto era apropriado."




O primeiro livro que li da autora foi "O Sedutor", e gostei bastante (opinião aqui). Assim, não descansei enquanto não comprei este e o li.
A verdade é que a leitura foi bastante rápida. A escrita da autora é fácil de seguir, conseguindo facilmente estar "perdida" nas páginas desta leitura durante várias horas seguidas.

Não foi, no entanto, uma leitura tão boa como estava à espera. Não foi má claro, Madeline Hunter transporta-nos para uma sociedade que me fascina ler sobre, e os romances de época, com um toque de sensualidade como é o caso, costumam deliciar-me.

Este género tem feito parte dos meus dias ultimamente. Muitas das leituras mais recentes são deste estilo, passam-se na mesma sociedade, e o género de personagens e de situações ronda, mais ou menos, a mesma coisa. O que faz com que a possibilidade de comparação seja imensa.
Por muito parecidos que sejam, há alguns que nos cativam mais do que outros, talvez devido às personagens, ao enredo, ao complemento existente para além do romance, ou qualquer outra coisa.

"Deslumbrante" foi uma leitura à qual senti que faltava algo. Os ingredientes habituais estavam lá todos, mas a estória não me cativou, bem como os personagens. O mistério existente, que envolvia o pai de Audrianna e, posteriormente, a sua morte, foi bastante agradável, concedendo algo mais sólido ao livro.

Não foi uma má leitura, e sei que muitos leitores, em especial verdadeiros fãs da autora, vão gostar bastante. No entanto, "Deslumbrante" não me deslumbrou.


[Quem Sou Eu?] - Autor Mistério 11: Pista 1 e 2




Começa hoje o 10º desafio. E se calhar é um pouco mais difícil...

Vou recordar-vos quem foram os autores/as que já foram descobertos por aqui:
- Emilio Miranda
- Kate Pearce
- Maggie Shayne
- Luís Miguel Raposo
- Ana Rita Rendas
- Karen Chance
- Nalini Singh
-Maria João Lopo de Carvalho
- Emma Wildes
- Lana Williams

Como vocês já sabem, e já devem calcular qual a pista de hoje... esta vai ser muitooo vaga. E a de amanhã também seria, por isso decidi dar-vos já as duas hoje.

Podem começar já, desde hoje, a tentar adivinhar quem será o autor/a mistério, mas tenham atenção às regras  (ver abaixo).
Para isso basta comentarem este post com o vosso palpite e... boa sorte.
O vencedor/a será quem acertar mais rapidamente o enigma.

Regras:
- Apenas podem participar residentes em Portugal Continental e Ilhas
- Ser seguidor do blog ou da página de facebook da mesma (referir no comentário se o nome de seguidor for diferente do comentário)
- Participações Anónimas serão invalidadas.
- O jogo decorrerá até o mistério ser resolvido.
- Será dada uma pista TODOS os dias (salvo raras excepções e eu ficar impossibilitada de vir à net).
- Caso o prémio disponível seja volumoso o valor dos portes poderá ser repartido entre mim e o vencedor.
Deve ser dado,apenas, um palpite por pessoa durante TODO o desafio (esta regra foi alterada de modo a prevenir que se acerte "ao calhas", pois a ideia é irem juntando as pistas até terem a certeza de quem estou a falar....)
- Nem o blog nem as/os autoras/es se responsabilizam por danos/extravios nos ctt.


E aqui ficam as pistas:


  • É uma autora (feminino)
  • É estrangeira

Muito Vagas como de costume.
Esperem pela próxima pista, amanhã entre as 18:30 e as 20h.

Boa Sorte :)

[Novidades] - Planeta: 2 de Setembro 2013

Título: O Olhar do Amor: Os Sullivan
Autor: Bella Andre
N.º de Páginas: 192
PVP: 14,95 €
Disponível a 2 de Setembro

Vencedor do Award of Excellence, este romance é tão quente que vai derreter a sua imaginação.

O Olhar do Amor é o primeiro livro da série Os Sullivan e em cada um a autora narra a história de um dos sete irmãos desta família. Bella Andre é uma autora premiada e best-seller do The New York Times e USA Today, contando já com mais de um milhão e meio de  exemplares vendidos nos Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Austrália.


 
Sobre o Livro:
Chloe Peterson está a ter uma noite péssima. Uma discussão terrível, uma contusão na cara e, para culminar, um acidente de carro deixam-na convencida de que nada mais lhe poderá acontecer. Sente-se desesperada e sozinha, mas de repente ergue os olhos e vê um homem lindíssimo. Chase Sullivan, fotógrafo de êxito, regressa a casa, mas sente-se apreensivo, pois sabe que um dos sete irmãos irá tentar arranjar-lhe uma namorada. Enquanto pensa como dissuadi-los, depara-se com o carro de Chloe atolado numa valeta, na estrada. O fotógrafo fica fascinado com a beleza da jovem, mas depressa se apercebe que ela tem mais problemas além do acidente e sente que a quer proteger a todo o custo.
Chloe jurou nunca mais confiar em homem algum, só que a cada olhar de Chase e a cada carícia trocada à medida que a atracção entre ambos é cada vez mais forte, pergunta-se se não terá conhecido o único em quem poderá confiar.
Apesar de se aperceber que a sua vida poderá mudar para sempre, Chase está determinado a lutar pelo coração de Chloe.

Sobre a autora:
Bella Andre tem um bacharelato em Economia pela Universidade de Stanford. Trabalhou como directora de marketing, mas sempre gostou de escrever. É autora de vários romances eróticos de grande êxito. Vive no Norte da Califórnia com o marido e os filhos.




Título: A Rita Adota Dodo
A Rita encontra um dodo ferido. Leva-o para casa e enche-o de comida. A Rita aprende que cuidar dos outros é fazer o que é melhor para eles e não para nós
PVP: 4,40€


Pelas mãos dos criadores de POCOYO, chega uma nova colecção de divertidas personagens, protagonistas da série de animação mais popular entre os mais novos, emitida diariamente na RTP2.
Duas séries de livros para ensinar e divertir as crianças
dos 4 aos 6 anos.
 
 
 
Título: O Jardineiro Instantâneo
A rainha pede ao Bello que cuide das suas plantas preferidas. Esta divertida aventura vai ensinar ao Bello como crescem as plantas e que todas as coisas levam o seu tempo.
PVP: 4,40€

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os textos são curtos para que aprender a ler com Jelly Jamm seja fácil e divertido.

Os livros incluem os dois tipos de letra utilizados na escola (maiúsculas e caligráfica).

E há ainda muitos desenhos para colorir.
Este é o mundo de fantasia no qual se desenvolvem as divertidas aventuras de cinco bons amigos Bello, Rita, Mina, Goomo e Ongo, do Rei e da Rainha de Jammbo e dos maravilhosos dodos. Com eles as crianças vão aprender os valores fundamentais, como a generosidade, o respeito e a solidariedade. 


Título: Messi, Falcão, Cristinao Ronaldo
Autores: Juan Carlos Cubeiro & Leonor Gallardo
N.º de Páginas: 168
PVP: 13,95 €
Disponível a partir de 2 de Setembro

Descubra as chaves para o crescimento do talento que levou estes três jogadores a tornarem-se grandes estrelas do futebol. Os mesmos autores de O Código Mourinho, dois dos maiores gurus espanhóis em liderança de equipas e gestão desportiva, revelam neste livro, através de uma investigação séria e rigorosa, os pontos de convergência na carreira desportiva destes três craques, que os faz inconfundíveis e diferentes, a que chamam de  «Os Dez Mandamentos para Cultivar o Talento».

 
 
 
Sobre o Livro:
Leo Messi, Radamel Falcao e Cristiano Ronaldo são reconhecidos como os melhores jogadores da actualidade. Três exemplos claros de que o êxito que alcançaram não é fruto do acaso. Como modelo de inspiração, podem oferecer-nos uma série de exemplos práticos para o desenvolvimento do nosso talento e o dos nossos filhos.
Os três pertencem ao selectivo clube dos melhores jogadores do mundo, porque foram capazes de descobrir qual era a sua verdadeira vocação e tiveram inteligência para se antecipar aos obstáculos, superando imprevistos e dificuldades, sabendo adaptar-se as mudanças e fazer da sua profissão o que realmente os apaixona. Este livro fala deles e do seu talento, mas proporciona, sobretudo, técnicas mais eficazes para que cada um de nós possa tirar o máximo partido do seu talento, inspirando-se no desenvolvimento pessoal e desportivo dos três goleadores mais famosos do mundo. Uma obra imperdível para todos:
. Para os amantes de futebol interessados em conhecer os segredos do sucesso destes craques da bola.
. E para qualquer pessoa que pretenda triunfar, com valiosas lições sobre técnicas e estratégias para desenvolver o seu talento.

Sobre os autores:
Juan Carlos Cubeiro é considerado um dos maiores especialistas em talento, liderança e coaching de expressão hispânica. É presidente honorário da AECOP (Associação Espanhola deCoaching e Consultora de Processos), sócio-director do IDEO e coordenador de Axel Kruger, é também professor da Universidade de Deusto, San Pablo-CEU, Fundesem, Novacaixagalicia, Estema e ESIC. Trabalhou como assessor estratégico em oitenta por cento das quinhentas maiores empresas do mundo. 
Conferencista internacional e autor de mais de trinta livros, entre eles a trilogia La sensación de fluidez, Por qué necesitas un coach ou Mentalidad ganadora. O seu daily blog Hablemos de Talento é um dos mais visitados no âmbito da gestão empresarial.
Leonor Gallardo Guerrero é considerada uma das maiores especialistas em gestão desportiva, publicou vinte e dois livros e é autora de dezenas de artigos em revistas nacionais e internacionais. É doutorada em Ciências da Actividade Física e do Desporto. Professora titular da Universidade de Castilla-La Mancha e responsável pelo Grupo de Investigação Gestão das Organizações e Instalações Desportivas-IGOID, da UCLM. Juntos publicaram os livros: La Roja, Liderazgo Guardiola, Mourinho versus Guardiola e Los Mosqueteros de Guardiola.

Título: One Direction para Vestir 
100% NÃO OFICIAL
N.º de Páginas: 24 + 10 páginas
PVP: 9,49€
Disponível a 2 de Setembro

Um livro Veste os One Direction com looks ultra-cool para todas as ocasiões – em palco, a gravar um vídeo, na passadeira vermelha ou na cerimónia de entrega de prémios superimportantes.

Com mais de três centenas de autocolantes para as mini-fãs combinarem e misturarem e poderem tornar-se estilistas dos cinco rapazes favoritos e recriarem alguns dos seus looks mais famosos!

[Trivial Literário] - TL1: Ronda 12 (dados)







E mais uma ronda de dados...e isto está cada vez mais renhido. Será que estamos quase na recta final?
Têm até às 12h de amanhã para indicar para onde se deslocam meninas.




domingo, 1 de setembro de 2013

[Opinião] - "Ninguém me conhece como tu" de Anna McPartlin



"Ainda que não fosse capaz de dizer aos filhos que o pai era um violador, podia ter revelado que ele não passava de um mentiroso e que ia sair de casa porque Declan era um manipulador, paranoico e maniaco do controlo que havia abusado dela psicologicamente durante anos, mas não o fez.  Eles já tinham sido convencidos de que ela era uma espécie de prostituta que escolhera fugir com outro homem."







Esta é uma opinião complicada de escrever, mas vamos lá ver como corre. Complicada porque não foi um livro que me tenha agradado como estava à espera.Nunca li nada da autora, mesmo tendo os outros dois livros na estante, mas as expectativas eram altas, devido a opiniões que fui lendo pela blogosfera.

Mas também não posso dizer que não gostei, porque não é totalmente verdade. Assim sendo vou tentar enumerar os pontos que mais me agradaram e aqueles que me agradaram menos.

Neste livro, Anna McPartlin, dá-nos a conhecer Eve e Lily, duas melhores amigas que, devido a algumas escolhas e situação na adolescência , se afastaram durante alguns anos. Até que um acidente as torna a juntar, e novamente voltam a ter influencia na vida uma da outra.

Gostei da carga emocional e psicológica da estória. Esta fala-nos de amizade, de escolhas que fazemos quando somos novos e que influenciam a nossa vida. Mostra-nos como os amigos podem ser um pilar forte na nossa vida. Um romance onde o amor não é o amor romântico, mas sim um amor amigo.
A autora consegue fazer-nos sentir uma repulsa enorme por Declan, e isso é, para mim, um ponto forte. Agrada-me bastante que as autoras consigam fazer chegar até nós sentimentos realmente fortes, quase como se estivessemos a viver o que lemos.
A escrita da autora é acessível, pelo que o livro se lê bastante bem.

O enredo tem os ingredientes necessários para ser interessante e para prender os leitores. O que menos me agradou foi o facto de ter sentido que tudo se desenrolava de forma demasiado lenta e algo previsível. É-nos contada a vida de Eve e a vida de Lily durante estes anos, e claro, depois de se terem reencontrado. Desde cedo na leitura que se percebe os pontos fulcrais da acção, o que faz com que o final tenha sido algo que já esperava.

Em suma, não posso dizer que tenha sido um livro que me prendesse e ao qual queira voltar a pegar.A carga emocional é o grande ponto forte desta leitura, mas tive alguma dificuldade em me embrenhar durante todo o livro.
Estou, no entanto, com vontade de ler os outros livros da autora, poderão ser uma surpresa agradável para mim.
Sei que as fãs da autora irão gostar.

[Passatempo] - "O Intruso" de Carina Rosa



O Tertúlias, em colaboração com a Chiado Editora, tem para oferecer  um exemplar do livro "O Intruso" de Carina Rosa.

Para terem a hipótese de ganhar este livro basta responderem acertadamente às questões abaixo, e claro, seguir as regras. Podem participar até ás 23h59 de dia 8 de Setembro.


Obrigatório partilhar passatempo (pode ser no facebook, blog, twitter ou qualquer outra rede social)
 

As respostas podem ser encontradas aqui.




 



Regras:
1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 8 de Setembro
2) Qualquer participação que não possua algum dos dados correctamente preenchido ou contenha respostas incorrectas é automaticamente anulada.
3) OBRIGATÓRIO ser seguidor público do blogue ou seguidor via facebook   
4) O vencedor será escolhido aleatoriamente, através do Random. 
5) O vencedor será publicado no blogue e será contactado por email.  
6) É aceite uma participação por pessoa/email/ e residentes em Portugal (continental e ilhas)  
7) Nem eu nem as editoras nos responsabilizamos por extravios nos ctt



[Trivial Literário] - TL1: Resultado ronda 11






E aqui fica o resultado da ronda 11 deste trivial. E algumas meninas ganharam mais um queijinho.
Desta vez tivemos um contratempo com a nossa Lénia, pois por erro do formulário não tinha recebido a participação dela na ronda de dados... no entanto tudo foi resolvido :)

Ora, vejam como estamos nesta altura:








[Resultado Passatempo] - Pack Espiritual



Prémio: 2 livros da imagem

Nº participações válidas: 58

Vencedor é....7.Maria Do Rosário Palma, Barcarena

[À Lareira com] - Carina Rosa






À Lareira com...Carina Rosa, autora do livro "O Intruso".




Fale-nos um pouco sobre si
Bem, falar de nós próprios é sempre complicado, mas sou, e penso que se passa o mesmo com a maioria dos escritores, muito reservada. Gosto do meu espaço, do meu silêncio e da minha escuridão, só eu, a minha folha de papel, os meus personagens e o meu mundo. Sou bastante tímida e gosto de me esconder por detrás dos personagens que dão vida às minhas histórias. E é mágico como posso criá-los de qualquer forma, mesmo o oposto daquilo que sou e, por vezes, um pouco daquilo que gostaria de ser. Não sou muito faladora, a menos que esteja com alguém que conheça há muitos anos e com quem tenha um elevado grau de afinidade, mas quando falo sobre as coisas que gosto, aí não consigo parar. (risos). Acho que sou um pouco estranha, por vezes, ou talvez os outros é que sejam estranhos. Não sou de saídas à noite e muitos socialismos. Prefiro ficar na minha paz com um bom livro nas mãos e uma boa história na mente. E quando não tenho um livro nas mãos, ando sempre a sonhar e a pensar em histórias para escrever. Acho que vivo, muitas vezes, num mundo à parte e sinto que vivo várias vidas ao mesmo tempo. Penso que só um leitor e um escritor consegue sentir isto, porque ler ou escrever uma história é mais do que um conjunto de palavras num papel. São vidas guardadas em livros que vamos recordar para sempre e conseguimos vivê-las com tal intensidade que acabam por ser nossas. É isso que eu quero fazer para sempre. O que mais posso dizer sobre mim? Adoro palavras, cinema e teatro, adoro ginástica e dança e, claro, música, que tanto me inspira. E adoro os meus verdadeiros amigos e a minha família. Tenho tanta sorte por tê-los junto a mim! Não me abro com muita gente. Tenho aquelas pessoas especiais que sabem quem são, tenho quem me compreenda e quem não me compreenda. Quem me compreende, tem tudo de mim, o melhor e o pior, quem não me compreende, nunca irá descobrir-me, talvez porque eu viva sempre em cima, no sonho, e tanta gente viva constantemente em baixo, na terra. Mas o que será de nós sem os sonhos? O que levamos daqui? Muitos dizem que sou especial. Para outros, não passo de uma estranha. 

Quando é que a escrita se tornou importante para si?
Penso que a escrita sempre foi importante para mim, desde que comecei a ler a escrever e desde que construí uma barreira enorme entre números e letras, o ódio e o amor separados e distintos. Sempre gostei de passar os meus sentimentos para o papel, desde aquela fase da adolescência e das grandes paixões, em que gostava de escrever poemas de amor e de guardá-los na minha gaveta, para que mais ninguém os visse. Gostava de escrever sobre mim e sobre aquilo que sentia, até que percebi que não era sobre mim que eu gostaria de escrever. Percebi que gostaria de escrever sobre pessoas conhecidas e desconhecidas e coisas que nunca me aconteceram, sonhos irreais que eu gostaria de transformar em realidade. Personagens fictícias com vidas fictícias, a quem eu pudesse moldar o destino, entre a felicidade e a infelicidade, por entre amores e desamores. Tentei muitas vezes começar um manuscrito, mas penso que me faltava muita coragem para acreditar em mim mesma e avançar, sem medos, nem pudores. Podia tê-lo feito à primeira, mas não seria bem feito. Penso que é necessária alguma maturidade para escrever e mesmo quando publicamos o primeiro livro, apercebemo-nos de que não a tínhamos. Ela vai crescendo ao longo da vida, como as nossas aprendizagens, e nunca estaremos totalmente satisfeitos. Penso que comecei demasiado tarde, ainda assim. Gostaria de ter arriscado mais cedo, para crescer mais cedo, mas a vida é o que tem de ser, quando tem de ser e quando estamos preparados para isso. Recordo-me de dizer à minha mãe, em criança, que gostaria de ser escritora. É claro que ela me disse que isso não seria uma vida estável para mim e incentivou-me a tirar um curso relacionado com letras. Acabei por tirar Ciências da Comunicação e trabalhar como jornalista em imprensa escrita, radiofónica e televisiva, mas se me perguntarem, é a escrita criativa e romanceada aquilo que eu gostaria de fazer para o resto da vida.
  
Numa palavra, o que a escrita significa na sua vida?
Esperança. Escrever não é mais do que esperar com esperança e sonhar com esperança. A expectativa de algo melhor. Quando eu imagino, sonho e escrevo no papel, estou a criar um mundo novo e posso fazer dele o que quiser. O nosso frágil corpo humano pode estar velho, fraco, ou mesmo jovem e adoentado, mas os sonhos, ninguém nos pode tirar. Quando escrevo, é isso que sinto, e se visse um doente no hospital, dir-lhe-ia: “Leia um livro. Saia da sua vida para viver outra, maior e melhor.” Como diria Fernando Pessoa, “Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais fácil de ignorar a vida”. 

Publicou o seu primeiro livro, “O intruso”, em 2012, pela Chiado Editora. Como surgiu a oportunidade? Em que se inspirou para escrever esse livro?

Comecei a escrever «O Intruso» em Maio de 2012. Confesso que não fazia a mínima ideia do que estava a fazer. Só queria escrever e não parar. Não tinha uma história definida quando comecei a debitar palavras para o computador, embora tivesse uma nuvem muito esbatida daquilo que queria na mente: vida após da morte. O que acontece? Como? O medo e o fascínio pelo desconhecido. O que há do outro lado? A parte do romance era a única certeza. Sempre fui fã de romances contemporâneos e tenho uma biblioteca deles em casa, mas queria uma história romântica que interligasse simultaneamente este meu fascínio pelos temas ocultos. Acho que não podia começar por outro lado. A história foi crescendo, primeiro com a Sara, depois com o Martim, depois com o Rodrigo, que, curiosamente, não existia inicialmente nesta minha ideia maluca de conceber um livro. Pensei que o vilão não seria vilão, mas vilã. A má da fita era, inicialmente, a mãe da Sara, mas depois de algumas noites de insónia, pensei: Não. Nem pensar! Quem mais seria o vilão senão um noivo morto inesperadamente num acidente, que acorda daquele mundo espiritual para a assombrar? Não sei de onde surgiu a ideia, nem a inspiração, mas penso que somos sempre influenciados por aquilo que observamos e lemos. Eu fi-lo à minha maneira e embora admita que se o fizesse agora, faria diferente e melhor, «O Intruso» será sempre o meu livrinho de bolso, o primeiro e o mais pequenino, com falhas e imperfeições próprias de uma principiante, mas que mostram que estamos sempre a crescer e que a vida é uma aprendizagem. Não tive, nem sabia o que eram leitores-beta na altura, por isso entreguei o romance a dois colegas de redação para que o lessem, e depois de poucas alterações, decidi enviar para algumas editoras. A Chiado foi a que me deu, na altura, melhores condições entre as hipóteses que tinha, e decidi arriscar. 

Está para breve, agora em 2013, a publicação do seu segundo livro “As Gotas de um Beijo”, pela Alfarroba. O que nos pode contar sobre este 2º romance?

Confesso que tenho um carinho muito especial por esta segunda obra, pelos personagens, pela história e por cada passagem que escrevi. Vou ainda mais ansiosa para a publicação deste romance do que ia em relação ao «O Intruso». O meu primeiro romance era uma incógnita, mas «As Gotas de um Beijo» foi lido por algumas pessoas e apreciado, e estou ansiosa para que os leitores o devorem e me dêem a sua opinião. Admito que este é mais a minha onda, um daqueles romances queridos de fazer palpitar corações que eu sempre quis escrever.
«As Gotas de um Beijo» trata a história de David, um homem pacato e solitário, desde que o seu casamento de vinte anos terminou. Ele dirige um stand de automóveis que é o seu único refúgio para apagar as memórias do passado, contando apenas com Diana, uma amiga de infância que considera irmã, mas que é mais do que isso. Diana é também ela divorciada e a solidão acaba por atirá-la para os braços de David, mas a chegada de Laura muda tudo, uma mulher ruiva e misteriosa que aparece numa manhã de Inverno para trabalhar na joalharia ao lado do stand. E é aqui que tudo começa. David vai questionar tudo aquilo que viveu no passado, a sua relação com a Diana do presente e o seu futuro com Laura, uma desconhecida pela qual sente uma atracção inexplicável e perigosamente arriscada.  
Esta era para ser a história da rapariga da porta ao lado, e acaba por ser, embora o título não o confirme. Recordo-me do dia em que a imaginei. Estava na redacção do jornal quando uma nova funcionária começa a trabalhar na loja ao lado, e ao olhar para os olhos esverdeados de um dos meus colegas, mesmo em frente a mim, vi o David e dei por mim a imaginar um amor, que ainda não era amor. Um homem de 45 anos, divorciado, a quem eu queria oferecer uma nova paixão e uma história de vida. Ela era jovem e penso que só neste ponto se assemelha à minha Laura. O aspecto físico é outro, a história de vida também, mas o meu colega é o mesmo e a amiga de longa data é real. Diana, é o nome que lhe dei, por ser um nome que adoro e por espelhar tão bem a pessoa que ela é. Lamento tê-la tornado mais deprimente do que é, na realidade, embora tenha tentado passar para o papel um pouco do seu carácter livre, desprendido e divertido. Gostava de lhe ter dado mais, porque é uma das minhas personagens favoritas, mas fiz a história à minha visão e à minha maneira e penso que não poderia tê-lo feito melhor, na altura em que o fiz.
 Durante os longos almoços que partilhámos na nossa cantina, em que eu ouvia as conversas, algumas discussões e gargalhadas destes dois amigos, prometi-lhes que um dia haveria de escrever a sua história de vida. Penso que a rapariga da porta ao lado ainda não existia, nesta altura, mas foi a minha deixa para começar. A Diana tinha sido desde sempre a minha escolha para personagem principal e é uma das principais. Só não esperava apaixonar-me completamente pela Laura, pelo David, e até pelo César e pelo Rui. A história acaba por ser sempre diferente daquilo que imaginámos à partida. É uma relação estranha e incrível, entre o escritor, o papel e a imaginação. Os personagens nascem como cogumelos, as paisagens também, e a história surge.
Dei-lhe três estrelas na primeira versão, embora o meu colega me tenha assegurado que este era o melhor romance que eu já tinha escrito até à data. Depois conheci a Ana Ferreira (Licenciada em Línguas, Literaturas e Culturas, mestrada em ensino e blogger no blog Illusionary Pleasure, designer gráfica e editora na Divergência), e tudo desabou. Passei a acreditar que a história não valia mais do que uma ou duas estrelas e ainda fiquei algumas noites a pensar no que lhe fazer, quando a Ana me pedia conflitos, estrutura e objectivos. Eu achava-os todos na mente, mas não tinha capacidade de explicá-los, e quando ela me explicou a relação entre show/tell, compreendi finalmente. Não basta escrever, é preciso saber fazê-lo, e se não fosse ela, este romance não estaria assim. Acordei numa manhã de sol com tudo na cabeça: O que fazer? A resposta era óbvia: inverter a história, começar pelo fim e reescrever...reescrever tudo, linha a linha. Foi o que fiz, durante alguns meses a deitar-me tarde e a más horas, mas com uma sensação de prazer e realização enormes, quando a Ana aprovava os capítulos e me dizia para continuar. Dei-lhe quatro estrelas na segunda versão e acabei por dar-lhe cinco quando reescrevi pela terceira vez os quatro primeiros capítulos. Dou-lhe cinco, porque é uma história que me envolve, me cativa e me toca como nenhuma outra, e devo aos meus dois grandes amigos desta história e à Ana Ferreira tudo aquilo que consegui escrever. Costumo dizer que a história, em si, era muito boa, só precisava de ser escrita da melhor forma. Acho que o consegui. Ri, sofri, chorei e adorei. É mais do que previa para mim. É um dos meus filhos preferidos, «As Gotas de um Beijo», a história de David, Diana e Laura, e só espero que os leitores possam sentir o mesmo.

Está já a escrever o seu 3º romance, “Anjo do Diabo”. O que nos pode adiantar sobre este projecto?
O «Anjo do Diabo» é um título ainda provisório e vai ser alterado, mas é uma história que me deu imenso trabalho. Escrevi-a três vezes e posso adiantar que, neste momento, estou muito feliz com ela. É uma história que está, de momento, em revisão beta, nas mãos de alguns leitores que tanto me têm ajudado a melhorar os meus romances, a quem agradeço muito, e gostaria de o ver publicado no próximo ano. É uma história com uma base verídica, porque me foi contada, mas acabou por tornar-se fictícia com tudo o que eu lhe fiz. É curioso que, na altura, quando a ouvi, não achei que desse história, mas depois de pensar muito no assunto, arranjei uma forma de dar. É bom quando temos alguma verdade na história. Torna as coisas mais reais. No entanto, eu não gosto de me sentir presa a isso. Gosto de ter o meu espaço para imaginar, criar e escrever, e consegui isso ao transformar esta história. É muito bom quando gostamos daquilo que escrevemos e é isso que sinto com o «Anjo do Diabo». É uma história bonita, sentimental, doentia, forte e muito familiar, que toca muito nos valores da irmandade, da amizade, do amor e do poder da família. Acabou por ser muito melhor do que eu esperava e ainda me espanto quando chego ao final e continuo apaixonada pelo que consegui fazer. Ainda haverá alterações a fazer, mas é sem dúvida um livro que me deixa muito feliz.
A obra trata a história de Clara, uma mulher estragada pelo passado que tem a sorte de se casar com um homem quase perfeito e o sonho de muitas mulheres. Só que ela não consegue ser feliz, mesmo com a felicidade à porta. É uma mulher que não aprendeu a amar e não sabe fazê-lo senão com as pessoas erradas e que lhe fazem mal. O Hugo é um vilão e um amor do passado, mas eu adoro este vilão por não ser um vilão de gema. É uma pessoa má e boa ao mesmo tempo, para amar e odiar simultaneamente, com justificações injustificáveis para aquilo que faz, mas sempre a apelar à pena do leitor. Gostava que os leitores pudessem ver o seu lado bom e que o perdoassem. Eu continuo a tentar fazê-lo. É uma história que me arrebata por completo, por apelar a tudo aquilo que o ser-humano pode e não pode dar, consoante as circunstâncias. É uma obra de extremos e que põe todos os sentimentos à flor da pele.

Tem mais algum projecto literário em mente?
Sim. Neste momento, enquanto o «Anjo do Diabo» está em apreciações, tenho trabalhado naquele que foi o segundo romance que escrevi e nunca publiquei, «O Escultor». É um género diferente, um romance policial, e confesso que só agora me começo a apaixonar por ele. Foi o primeiro romance até agora em que o título me surgiu mesmo antes da história, quando abri um e-mail sobre um festival de esculturas em areia em plena redacção. Pensei que fosse mais fácil de o fazer sair, mas enganei-me. Escrevi-o duas vezes e tinha uma série de problemas, por ser uma história tão complexa e exigir tanta investigação na área policial. Depois de muito tempo em depressão e fortemente medicado, retirei-o da gaveta e estou a dar tudo o que tenho para que ele sobreviva. Escrever um livro nem sempre é fácil. Na maioria das vezes, é difícil e rouba-nos meses e meses a fio a escrever e outros tantos a pensar. Mas há uns mais fáceis que outros, histórias mais simples que outras. Este, para mim, é dos complicados, mas estou a lutar por tê-lo como quero e não vou desistir enquanto não o conseguir. Já começo a vê-lo com outros olhos e penso que os personagens, dentro das folhas de papel, já me lançam olhares de aprovação e um meio sorriso. Quero arrancar-lhes um sorriso aberto e, se possível, que me tirem o chapéu. 

Desde que escreveu e publicou “O Intruso”, como vê e sente o seu desenvolvimento enquanto escritora?
Felizmente, sinto que tenho desenvolvido muito. Tive a sorte de conhecer as melhores pessoas para estarem ao meu lado nesta difícil jornada. Desde a publicação do meu primeiro livro, tenho conhecido os melhores leitores-beta que, sem pedirem nada em troca, me têm ajudado a melhorar os romances, seja ao nível da fluidez da escrita, seja em termos de enredo e de criação de personagens. Tenho aprendido imenso sobre estrutura de texto e agradeço essencialmente à Ana Ferreira por ter perdido tanto tempo comigo, a ensinar-me e a rever os meus textos. De algum modo, sinto-me lisonjeada, porque quero acreditar que o fez por saber que valia a pena. Tenho-me esforçado para isso, para que valha sempre a pena. Aconselho todos os escritores a nunca temerem as críticas, porque elas são necessárias para que cresçamos sempre. Penso que com uma boa dose de humildade, reconhecendo sempre os nossos erros e a nossa pequenez, sempre com uma enorme força de vontade para melhorar, chegamos longe. 

O que é mais gratificante em ver os seus livros publicados?
Poder alimentar os sonhos dos leitores, fazê-los sonhar, nem que por umas horas, e se possível, apaixonarem-se uma, duas, três vezes. Fazê-los passar momentos inesquecíveis e provocar-lhes um sorriso no rosto, uma gargalhada alta ou uma lágrima a brotar dos olhos. Todos precisamos de sonhos. É gratificante ler e ouvir os leitores falar sobre o livro e os personagens como se a história fosse real e tivesse acontecido em alguma das suas vidas passadas. É isso que eu quero, que o autor deixe de existir por detrás das palavras. Que a história seja tão boa que o leitor se envolva completamente e entre de cabeça. Quero que a história seja boa a ponto de levar o leitor a sonhar com ela mesmo depois de ter lido, que o faça feliz por instantes, levando-o a esquecer os problemas da vida, e que seja mais uma aprendizagem. 

Tem recebido algum feedback dos seus livros, em especial através de blogs e grupos literários. O que isso a faz sentir? De que modo isso a ajuda a desenvolver enquanto escritora?
É muito bom receber o feedback dos leitores. Eu própria vibro sempre que gosto de um livro português e faço questão de ir logo falar com o autor e mostrar aquilo que senti. É óbvio que é muito bom quando a crítica é positiva e me faz corar de vergonha e sentir o coração aos saltinhos de tão feliz. E penso: “Esta pessoa está a falar de uma coisa que eu fiz, um livro que eu escrevi. Meu Deus! Como deu trabalho este livro! Mas valeu a pena”. Quando a crítica é menos positiva, (e felizmente ainda não recebi nenhuma completamente negativa, mas penso que lá chegarei, porque não podemos agradar a todos), desde que seja construtiva e não ofensiva, é indispensável para o crescimento de um autor.
Os blogs são muito importantes para a divulgação do trabalho dos autores e sinto-me privilegiada por ter sido lida e opinada por muitos e continuar a ser. Acho que são uma rampa de lançamento, principalmente para os principiantes, e é bom sabermos que estamos a ser opinados por verdadeiros críticos literários, pessoas que lêem muito e que estão dentro do mundo da literatura. 

É técnica de ginástica acrobática. Como concilia ambas as paixões no seu dia-a-dia?
Bem, eu diria que são dois trabalhos e duas paixões ao mesmo tempo, e é claro que gostaria de fazer mais dos dois, mas dá para conciliar muito bem. Aproveito sempre os tempos livres que tenho para fazer da escrita não um hobby, mas uma profissão, esquecendo, no entanto, as obrigações, e apelando sempre ao prazer.

A escrita é uma paixão ou uma vocação?
Penso que é as duas coisas: uma paixão, sem dúvida, porque me dá imenso prazer escrever, e uma vocação, também, porque sinto que devia tê-lo feito desde sempre. Sempre me senti à vontade a escrever e sempre fui uma sonhadora. Vivo muito lá em cima e a escrita é isso: transformar em palavras aquilo que sentimos e sonhamos e tornar sonhos realidade. 

Para terminar, deixe uma mensagem aos leitores do tertúlias.
Caros leitores, continuem a acompanhar as novidades do blog, as divulgações e as opiniões das obras e dos autores e nunca deixem de sonhar. Incentivem os vossos filhos a ler de pequeninos, porque um leitor vive mais do que uma vida e é feliz mais do que uma vez. Rimos e choramos mais do que a maioria que não sente um livro nas mãos, mas também amamos mais e somos mais solidários com os outros. Ler é ser melhor a cada dia, aprender a cada dia e amar mais do que uma pessoa e mais do que uma vez. Aproveitem para ler «O Intruso» e não se esqueçam que em Novembro deste ano um exemplar de «As Gotas de um Beijo» pode ser vosso. Não percam esta história de amizade e de amor, que ficará na vossa memória.