quinta-feira, 28 de novembro de 2013

É Nacional, É Bom... Carla M. Soares






Sobre a autora:
Carla M. Soares nasceu em 1971.
Formou-se em Linguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras de Lisboa, e tornou-se professora. Tem um Mestrado em Estudos Americanos, em Literatura Gótica e Film Studies. É doutoranda no Instituto de História da Arte, na Faculdade onde se formou.
É, antes de mais, filha, mãe, mulher, amiga. Leitora e escritora compulsiva. Sempre.


Alma Rebelde
No calor das febres que incendeiam a Lisboa do século XIX, Joana, uma burguesa jovem e demasiado inteligente para o seu próprio bem, vê o destino traçado num trato comercial entre o pai e o patriarca de uma família nobre e sem meios.
Contrariada, Joana percorre os quilómetros até à nova casa, preparando-se para um futuro de obediências e nenhuma esperança.
Mas Santiago, o noivo, é em tudo diferente do que esperava. Pouco convencional, vivido e, acima de tudo, livre, depressa desarma Joana, com promessas de igualdade, respeito e até amor.
Numa atmosfera de sedução incontida e de aventuras desenham-se os alicerces de um amor imprevisto... Mas será Joana capaz de confiar neste companheiro inesperado e entregar-se à liberdade com que sempre sonhou? Ou esconderá o encanto de Santiago um perigo ainda maior?


A Grande Mão
Esta é a história de Nolan, um rapaz órfão que enverga uma misteriosa runa ao pescoço e que irá descobrir que um grandioso destino lhe está reservado. E é a história de resistência da cidade real de Lumidion e da ameaça que paira sobre ela. E a narrativa de vingança de Torsten e do Corvo,com os seus homens tatuados. E do seu maravilhoso cavalo Tinta. E é a história de Eirina, a determinada filha do General de Torsten, do segredo que transporta consigo e da missão de que se encarrega.

Qe sucederá quando todas estas histórias se cruzam, numa terra repleta de mistérios, num tempo de perigos em que uma batalha inesperada se avizinha? Que descobrirá Nolan sobre si mesmo e sobre o seu destino? Conseguirá ajudar Eirina no cumprimento da sua missão? Poderá Lumidion sobreviver ao que a ameaça?
 


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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

[Divulgação: Natal] - continuam os colaboradores...

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É Nacional, É Bom...Ana Cristina Silva



Sobre a autora:
Ana Cristina Silva nasceu em Vila Franca de Xira, a 11 de Novembro de 1964 e é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita, desenvolvendo investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. Publicou até ao momento sete romances, Mariana, todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia Luz (2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009) e Crónica do Rei-Poeta Al- Um’Tamid (2010), Cartas Vermelhas (2011, seleccionado como Livro do Ano pelo jornal Expresso e finalista do Prémio Literário Fernando Namora) e O Rei de Monte Brasil (2012, finalista do Prémio SPA/RTP).

Cartas Vermelhas:
Nascida em Cabo Verde de família branca e abastada, Carol nunca se resignou à miséria das ilhas. E,
movida pelo sonho de construir uma sociedade mais justa, ingressou ainda jovem no Partido Comunista. Não se importando de usar a beleza como arma ideológica, abraçou a luta revolucionária, apaixonou-se por um camarada e ficou grávida pouco antes de ser presa. Foi a sua mãe quem tratou de Helena nos primeiros tempos, mas, depois de libertada, Carol levou-a para Moscovo, onde trabalhou nas mais altas esferas do Comintern. Aí, o contacto com as purgas estalinistas não chegou para abalar as suas convicções, mas o clima de denúncia e traição catapultou-a para o cenário da Guerra Civil espanhola, obrigando-a a deixar Helena para trás; e, apesar de ter escapado aos fuzilamentos franquistas, a eclosão da Segunda Guerra Mundial impediu Carol de voltar à União Soviética para ir buscar a criança. Será apenas vinte anos mais tarde que mãe e filha se reencontrarão em Berlim; mas a frieza e o ressentimento de Helena farão com que, na viagem de regresso a Lisboa, Carol decida escrever um romance autobiográfico com o qual a filha possa, se não perdoar-lhe, pelo menos compreender as circunstâncias do abandono ¿ a clandestinidade, a prisão, a guerra, a espionagem e o inconcebível casamento com um inspector da polícia política. Inspirado na vida de Carolina Loff da Fonseca, este romance extremamente empolgante vai muito além dos factos, confirmando Ana Cristina Silva como uma das mais dotadas autoras de romance psicológico em Portugal. 

A Segunda Morte de Anna Karenina
Violante tinha, desde criança, um talento raro para a representação e, com a ajuda de Luis Henrique, um grande actor com quem acabou por se casar, tornou-se uma das mais aplaudidas actrizes portuguesas do
princípio do século XX. Contudo, os que a vêem brilhar e afirmar o seu génio no palco dos maiores teatros nacionais desconhecem o terrível segredo que minou a sua vida e levou para longe o marido numa noite que podia ter acabado em tragédia. Agora, que Violante visita, longe da multidão, o jazigo de Rodrigo - um jovem oficial português caído na guerra das trincheiras em França -, espera finalmente sentir o desgosto da mãe que não chegou a ser, mas descobre que o filho que não criou carregava, afinal, no peito um peso tão grande ou maior do que o seu. E, com o espectro das recordações que essa revelação desencadeia, regressa também inesperadamente o próprio Luís Henrique, desejoso de obter, ao fim de tantos anos, a resposta que Violante não lhe pôde dar. O problema é que, numa conversa entre dois actores de excepção, nunca se sabe exactamente o que é verdade. A Segunda Morte de Anna Karénina é um romance sobre o amor sem limites, a traição e os custos da vingança - e também uma obra arrojada sobre as tensões homossexuais reprimidas, sobre as vidas desperdiçadas de tantos portugueses na Primeira Guerra Mundial e sobre as diferenças - se é que existem - entre o teatro e a vida real.

O Rei do Monte Brasil:
Em finais do século XIX, o oficial de cavalaria Joaquim Mouzinho de Albuquerque interna-se, ao serviço do rei D. Carlos, no coração de África com o objectivo de subjugar as tribos à administração colonial
portuguesa; para isso, porém, queima aldeias inteiras, mata os insubmissos e, desobedecendo a ordens superiores, captura com espectacularidade o detentor de um império vastíssimo, Gungunhana, que traz para Portugal como troféu e acaba exilado nos Açores até ao fim dos seus dias. Apesar de recebido pelo povo e aclamado pela imprensa como um herói da pátria, a crítica ao comportamento pouco ético de Mouzinho nos corredores do Paço, a indiferença do governo em relação aos seus planos para África e a paixão nunca abertamente confessada por D. Amélia acabam por levá-lo ao suicídio. Mas, se a notícia escandaliza o País, a verdade é que é lida com entusiasmo e sentimento de justiça por um Gungunhana já velho e destroçado, que passa os dias escondido na floresta do Monte Brasil, o local que encontrou na ilha Terceira... que mais se assemelha à terra dos seus antepassados. Com uma alternância de vozes narrativas que nos oferecem duas versões muito distintas do mesmo conflito, O Rei do Monte Brasil explora as memórias dos seus protagonistas às vésperas da morte, ilustrando-nos sobre a sua infância, as suas paixões marcantes, as atrocidades para as quais encontram sempre justificação e, de certa forma, a reflexão sombria sobre a decadência e a glória perdida.

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É Nacional, É Bom... Célia Loureiro







Sobre a autora:
Célia Correia Loureiro nasceu em Almada, em 1989. Licenciou-se em Informação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, mas garante que a sua vocação é a escrita. Desde cedo começou a contar histórias através de ilustrações. Aos doze anos leu o seu primeiro romance e, desde aí,
não parou de ler nem de escrever. Com algumas obras terminadas, apresenta-se aos leitores através da Alfarroba com "Demência" em Nov. de 2011 e, em Out. de 2012 lança, pela mesma chancela, "O Funeral da Nossa Mãe".


Demência:
No seio de uma aldeia beirã, Olímpia Vieira começa a sofrer os sintomas de uma demência que ameaça levar-lhe a memória aos poucos. A única pessoa que lhe ocorre chamar para assisti-la é a sua nora viúva, Letícia. Mas Letícia, que se faz acompanhar das duas filhas, tem um passado de sobrevivência que a levou a cometer um crime do qual apenas a justiça a absolveu.

Perante a censura dos aldeões, outrora seus vizinhos e amigos, e a confusão mental da sogra, Letícia tenta refazer-se de tudo o que perdeu e dos erros que foi obrigada a cometer por amor às
filhas. O passado é evocado quando Sebastião, amigo de infância de Olímpia, surge para ampará-la e Gabriel, protagonista da vida paralela que Letícia gostaria de ter vivido, dá um passo à frente e assume o seu papel de padrinho e protector daquelas três figuras solitárias…


Funeral da Nossa Mãe
Quando Carolina Alves se suicida, aos 58 anos, deixa um último pedido: o de que as suas três filhas se reúnam no seu funeral, na pequena povoação (fictícia) de Vila Flor, Alto Alentejo.Quer que participem na festa em honra da padroeira da mesma, pondo de lado o decoro esperado de três órfãs.

Luísa emigrou para França, é viciada em trabalho e despreza o seu passado. Praticamente jurara não voltar a pisar a vila da sua infância. Cecília, recentemente casada, é pianista de fama relativa e acabara de se mudar definitivamente para Vila Flor. Inês, que dedica a sua juventude às causas políticas, mal recorda um pai de quem se vai falar bastante e que morreu num trágico acidente de carro em vésperas de Natal...

Com a ajuda de Elisa, única irmã de Carolina, vão desvendar ao longo de quatro dias o passado inesperado da mãe, que não é bem aquilo que tinham julgado, e que cometeu um acto indesculpável para prender, há trinta e oito anos atrás, aquele que viria a ser o pai das suas três filhas...


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É Nacional, É Bom... Fátima Marinho




Sobre a autora:
O que sei de mim começou a acontecer por volta dos quatro anos, quando me tornei, de uma só vez, proprietária e agricultora. Cerquei com pedras um pedaço de solo para nele experimentar o direito à propriedade privada e aos afectos dos gestos repetidos. Adoptei-o sem autorização, tal como os homens fundadores da sociedade civil que se apossaram das terras e ousaram chamá-las suas. Também assim fiz. Medi o local frontispício ao pequeno café da minha mãe e passei a cultivá-lo. Não me lembro de alguém ter reparado nesse meu acto insubordinado de emancipação latifundiária.
Todos os dias esquadrinhava os movimentos do canteiro, para aprender a força telúrica da terra. Um feijão destacou-se em altura e beleza de todas as outras sementeiras. Orientei o seu crescimento com uma estaca e ele desabrochou em flores.
Nessa altura, iniciei também estudos de biologia aplicada. Seguia o coaxar das rãs, nos regatos, para descrever a geografia dos percursos dos batráquios e recolhia cascas de árvores que dispunha por grupos de análise morfológica.
(...)
Abandonei o ofício de cientista quando comecei a frequentar a escola que sempre temi e desejei em partes iguais. Tive muitas professoras, muitos colegas e inúmeros lugares de carteira, mas o primeiro dia de aulas permanece distinto. As escadas íngremes a terminarem no portão estreito de ferro. A minha mãe a deixar-me naquele lugar vazio de rãs em regatos de água. Os meus olhos aflitos no meio do clarão da manhã de Outono. As carteiras de madeira com tampo inclinado e tinteiro para encher a caneta de aparo. O terror de me imaginar a escrever com caneta de tinta permanente e sujar o papel com respingos. A minha memória episódica, descarnada de factores circunstanciais, deve ter tido o seu berço no meu primeiro dia de aulas. Não tenho a mais pequena ideia da sala, da cara da professora, do número de colegas ou do intervalo. Mas lembro-me claramente das patas de cavalo gigantes entre as trepadeiras, do alecrim e do portão alto e estreito de ferro fundido que me impedia de fugir.
Até aos dez anos, aprendi que a mudança é o meu lugar de permanência, pelo que o tempo sagrado e consagrado tomou o leme do barco de noz em que navego. Os minutos são importantes, tanto quanto os segundos em que se dividem. É impossível voltar ao segundo em que digitei a palavra segundos. Essa voracidade das horas tornou-as bentas e em terreno santificado pelo inacessível vivo desde então.
Aos dez anos, descobri também que os adultos não eram os deuses que viviam imaculados dentro de mim. Recordo, como ponto de viragem, o dia em que percebi que a dona Luísa, uma vizinha desse tempo, mentia como se fora uma criança. A menina assustada que vivia dentro de mim deu um salto no tempo. Imaginei a dona Luísa na vida eterna com um cartaz nas costas onde, entre outras lacunas humanas, se podia ler a palavra mentirosa. Era assim que a minha mãe me descrevia a vida depois da morte. Dizia ela que todos teriam, nas costas, em letras gordas, os maiores pecados cometidos. Seria aquela humilhação o inferno da eternidade. Os santos, claro, teriam apenas registadas as virtudes. Essa visão maniqueísta e simples da vida e da sua suposta eternidade era razão suficiente para vigiar os actos, as palavras e as omissões
Na adolescência, abandonei o medo da condenação eterna e aproximei-me de Morin quando dizia que os deuses existem porque nos cavalgam. A vida não necessitava de explicações para além de si mesma. As tardes com os grupos de amigos, no rio, ou a estudar matemática completavam, sem condições metafísicas, a existência.
Foi também o tempo de ir estudar para longe de casa, inicialmente sob a supervisão das freiras de um colégio católico do qual só podia sair durante o horário lectivo. A minha mãe autorizou passeios, de carácter extraordinário, pela cidade dos Arcebispos, sob a vigilância do meu irmão, pelo que era, de entre quase todas as jovens daquele espaço monacal, a que maior uso fazia da liberdade. Por lá permaneci dois anos. Deve ter sido ali que reencontrei Deus oculto, talvez, na face da irmã que vigiava as horas de estudo, na sala enorme contígua ao claustro. Aquele colégio recebia também crianças abandonadas ou jovens de parcos recursos económicos, chamadas internas, que pagavam a sua permanência com trabalhos domésticos. As que pagavam mensalidade estavam apenas obrigadas a frequentar a sala de estudo e a cumprir as regras monásticas de tomar banho após o jantar e deitar-se às dez, quando uma das freiras vinha apagar as luzes e vigiar a ordem das camaratas. Era uma espécie de sociedade de castas.
A segunda parte da década de 80 foi incendiada pela paixão. Uma paixão recusada pelo medo de a perder. O meu mais querido amigo iria permanecer por uma década, o meu grande amor, sem que disso alguma vez lhe desse conta. Outros namorados serviam a necessidade de, por interposta pessoa, beijar uma boca impossível. "A Ponte para a Eternidade" de Richard Bach encurtou distâncias e amainou a nostalgia. Sublinhei a frase "Voltaremos sempre aos braços de quem amamos, seja a nossa separação de um dia ou de uma vida" e deixei imaculada a ternura a fechar a década de oitenta com um fado de Nelson de Barros, na voz de Cidália Moreira, cujo cabelo azeviche lhe valeu o cognome de cigana do fado: "Ai quem me dera ter outra vez vinte anos
Depois de tirar o primeiro curso que me habilitou a dar aulas a crianças do 1.º ciclo, em aldeias encravadas na serra, o Deus que, às vezes, espreitava do rosto da irmã Irene ficou maior. Quando somos confrontados com a dor de uma criança, ou de muitas, há sempre um Deus por perto para responder à inquietação que nos varre o peito de lés-a-lés. Um Deus que fica imenso e todo-poderoso quando os nossos alunos passam a ter a nossa idade mas não sabem falar, nem se alimentam sozinhos. Ou quando alguns deles, distantes do padrão convencionado de normalidade, nos dão lições de humanidade maiores que as de Erasmo de Roterdão e Luther King.
 (...)
O ano 2000 surge encimado por um acontecimento prodigioso. O nascimento do meu sobrinho mais novo com trissomia 21. Para quem nunca viveu nada parecido direi metaforicamente que é algo semelhante a ser transportado magicamente para além do círculo polar árctico e não encontrar noite para repousar da luz intensa. Mas a luz acaba por obrigar a ver quão sombrias são as nossas convicções de felicidade e bonomia.Até ao corrente ano de 2010, os dias sucederam-se entre o improvável, que nos desafia no limite da vertigem, e o milagre que nos salva para que possamos continuar a contar histórias com saldo positivo e algum capital de esperança.(...)

Ama-me Sem me Suportares:
Um livro de poesia é sempre uma ribeira brava, que a todo o momento pode galgar as margens e afogar o que nos sufoca. Nesse sentido, é também uma libertação inconsciente de arquétipos imemoriais. As palavras quando se juntam à roda de uma ideia deixam as ideias à roda até que todas caiam reconciliadas no chão. É assim que a poesia se intromete nos gestos do quotidiano e, transcendendo-os, os transfigura. Este é um livro onde os afectos servem a poesia que deles se serve para ser o que é. 



À procura de um lugar:
O nascimento do Vicente transformou tudo e todos à sua volta. Chovia no dia 25 de Abril de 2000.

Portugal parou para lembrar o valor da liberdade e, logo após o seu nascimento, também a família de Vicente parou debruçada sobre o abismo. Fora concebido numa viagem aos Alpes suíços e a sua vinda preparada com detalhe. Mas Vicente trazia consigo uma revelação esmagadora. Tinha trissomia 21. O dia do seu nascimento foi o acto inaugural de mil desafios, mas também o início de vidas maiores que se escondiam no conforto e na previsibilidade dos dias. Às vezes a felicidade veste-se de breu só para que o sol brilhe mais quando rompe a alva.

 

O Mistério das Coisas Erradas:
A crónica serve de âncora a relatos sobre a infância. Relatos fiéis cuja crueldade e, às vezes, a ternura ferem até as palavras. São memórias da infância captadas pela surpresa de quem guarda muitas crianças por dentro e à flor da pele. O quotidiano escolar serve de chão ao desafio de espreitar o mundo infinitamente sábio da meninice.

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terça-feira, 26 de novembro de 2013

É Nacional, É Bom... Emílio Miranda





Sobre o Autor:

Emílio Gouveia Miranda nasceu em Luanda, Angola, em 1966. Em 1975, em resultado da guerra colonial, vem viver para o Norte de Portugal de onde os pais são originários, mais concretamente para uma aldeia chamada Lordelo, próxima de Vila Real, para onde mais tarde vem residir. É o contacto com esta realidade, naquela época difícil, mas mágica, de espaços abertos no verão e horizontes fechados nos longos invernos, com montes e vales cobertos de névoas e geadas, feita essencialmente de granito e tão diferente daquela deixada para trás, que definitivamente o vai marcar. Uma realidade na qual era possível conviver com costumes tão surpreendentes como a matança do porco, a vindima e a pisa do vinho, a agricultura segundo os preceitos mais tradicionais e onde a religião e as práticas supersticiosas se confundiam.
          Entretanto, vai ensaiando os primeiros textos em prosa, dos quais resulta, em 1985/86, o seu primeiro livro inédito, a que deu o título de A Última Vinda de Marte, retratando a derradeira guerra travada pela humanidade. É este primeiro texto de fôlego que definitivamente o encoraja a prosseguir. Vai, entretanto, escrevendo pequenos textos que guarda na gaveta até que a ideia de uma história sobre a fundação de Vila Real começa a ganhar forma. As primeiras páginas desta obra, que intitula desde logo A Princesa do Corgo, são escritas em 1986, mas apenas em finais de 2008, após cerca de 22 anos de trabalho intermitente, a vê concluída, sendo editada em 2009, por mão da Planeta Editora.
Em 2011, foi eleito um dos cinco autores Novos Talentos FNAC, com o conto João, o Trovador e viu também editada aquela que é a sua primeira obra de poesia, intitulada Uma Árvore Intemporal, sob a chancela da Edium Editores, por quem editou também a coletânea de contos, De Névoa e de Vento Do Tempo e Outros Velhos, no género prosa poética.
          Em 2012, através da Alfarroba Edições, viu publicado Uma Linha de Torres    a história de uma resistência, romance de cariz juvenil, que tem por cenário a construção das Linhas de Torres Vedras e nos transporta ao tempo das Invasões Francesas.
Integrou ainda a coletânea da Esfera do Caos Contos do Nosso Tempo, com o texto As (In) conveniências de Deus e a sua aguardada obra O Livro dos Mosquetes, romance histórico que narra a chegada dos portugueses ao Japão, no século XVI, viu a luz do dia por mão da Saída de Emergência.
          Por se ter distinguido como escritor e no campo da cultura, a Câmara Municipal da Barquinha atribuiu-lhe, no dia 13 de junho de 2012, a Medalha Municipal de Mérito – Grau Prata.
         Em 2013 integrou três coletâneas de poesia, respetivamente: Antologia da Moderna Poética Portuguesa (Seda Publicações), Entre o Sono e o Sonho (Chiado Editora) e Audaz Fantasia (Editora Universus). 

A Princesa do Corgo:


El-Rei Dom Dinis redige, a 4 de Janeiro de 1289, aquele que haveria de ser o primeiro passo para a criação da nova póvoa, assente agora sobre um cabeço ou outeiro, onde o Corgo e o Cabril se encontram.
     Para este projecto concorrem um conjunto de personagens, entre os quais se contam Simão da Cruz, fugido por um crime que em Guimarães cometeu, Maria da Conceição e família, fugidos à pobreza, à fome e à mão pesada de um senhor severo, Manuel Mestre-de-Obras, a quem é dada a missão de erguer os muros da vila, Zacarias, o prestamista, de quem muitos dependem e poucos gostam, Robalo o tolo - sentinela vigilante e tudo menos néscio - Adosinda, a Bruxa do Corgo, uma excêntrica que vive só junto às margens do Corgo e assiste com as suas mezinhas a quem se socorre dela, Pero Anes Foucinha - personagem real, clérigo de Mouçós, que foi procurador de El-Rei naquela região - e tantos outros que, página após página, vão desfilando perante os nossos olhares, colhendo simpatias, ou nem por isso.
     A bela Filomena, rapariga muda, cuja paixão nos comove e por quem, irremediavelmente, nos apaixonamos, Maria da Conceição que nos divide os afectos, Gertrudes e Ana Vesga, as coscuvilheiras da vila que nos molestam quase tanto como aos personagens da história, Padre Hermenegildo que morre após uma lauta refeição, como um santa a quem não se escutou um ai ou um ui e o seu sucessor que vê finalmente construída a igreja que o primeiro tanto ansiou e nunca chegou a ver.
 Por fim, Salomão e Inês, a quem o amor venceu e a vida surpreendeu e, provando uma vez mais que a mentira tem perna curta e que mais tarde ou mais cedo acabamos por nos confrontar com as nossas culpas e os nossos fantasmas... deparamo-nos com o (in)esperado desfecho, que é afinal o princípio daquela que, tão orgulhosamente, conhecemos nos nossos dias como Vila Real (de Trás-os-Montes) a Princesa do Corgo.
 



"Uma Linha de Torres"
Mas quem eram aqueles franceses que todos temiam?
       O padre Isildo afirmava constantemente, com o ar zangado que lhe fazia eriçar os pêlos das sobrancelhas, dando-lhe o ar de um cachorro atiçado, que eram como uma praga, devorando tudo à sua frente!
      Considerava-os responsáveis por todas as desgraças, havidas e a haver, e uma espécie de demónios a quem chamava hereges, destruidores de igrejas e Jacobinos. (Nunca percebera o que tal nome queria dizer, mas não devia ser grande coisa, pela forma como o proferia.) Na sua opinião, os franceses pretendiam não apenas mudar a face do mundo, mas destruí-lo, como se fosse um baralho de cartas. Eram - afirmava ainda - os maiores ladrões que o Demo largara à face da Terra. 

"O Livro dos Mosquetes" 
Em pleno século XVI, quando o Império Português atingia o seu auge, um junco com marinheiros portugueses naufraga numa praia desconhecida. Sem o saberem, acabam de confirmar a existência de uma terra que só existia nas lendas: a Terra do Sol Nascente, o Japão.
          Deste inesperado contacto resulta a descoberta de um mundo tão deferente que parece arrancado dos sonhos: um mundo ordeiro e magnificamente belo, habitado por um povo cujos guerreiros - os samurais - superam em dignidade e crueldade tudo quanto os portugueses haviam visto até então.
          Depois do junco português ser reparado, parte de novo para o Mar da China. Mas nada voltará a ser igual, nem para os marinheiros que partem com a notícia para o rei português, nem para João Boavida, o marinheiro que, apaixonado pelo Japão e por uma misteriosa mulher, decide ficar. Mas a maior mudança será para a própria Terra do Sol Nascente que, enfeitiçada pelos mosquetes que os portugueses trazem, nunca mais será a mesma.
          Um encontro de culturas, uma viagem no tempo, um relato de várias paixões. O Livro dos Mosquetes é um pedaço da gloriosa história de Portugal. 

É Nacional, É Bom... Sara Farinha







Sobre a autora:

"Sou lisboeta, nascida e criada na capital, onde estudei e vivo. Autora, bloguista, poetisa nas horas conturbadas e amante das letras em geral. Sou tantas outras coisas que não são relevantes para este espaço e outras tantas que, sem dúvida, serão.
Adoro escrever, ler, viajar, cantar, desafiar-me e apreciar as complicações da natureza humana. Amigos e família são as minhas pedras basilares, apesar de gostar bastante de estar sozinha. Leitora desde tenra idade descobri na ficção, e no género fantástico, uma paixão pessoal. Sem demais pretensões, tenho procurado gerar valor em tudo aquilo que faço, aprender tudo o que posso, perseguir aquilo que desejo e descobrir caminhos neste meio literário.
Em 2011 publiquei o meu primeiro livro ‘Percepção’, através da Alfarroba. Em 2012 e 2013, dois poemas, nos vol. III e IV da Antologia ‘Entre o Sono e o Sonho’ da Chiado Editora. Um mini-conto na Fénix nº 2 e um conto em auto-publicação através da plataforma Smashwords.
Sou administradora do blogue ‘Sara Farinha’, a minha plataforma de autora desde 2007, e de dois outros, um dedicado ao livro ‘Percepção’, e outro à minha paixão por poesia ‘Ser Poeta’.
Faço, também, parte da equipa do Fantasy & Co., um grupo de escritores de Literatura Fantástica Portuguesa, através do qual publico contos de Fantasia, Horror e Ficção Científica. Um projecto inédito, construído com empenho e visão, que se propõe a divulgar a fantasia que se constrói por cá.
Convido-vos a explorar cada um destes cantinhos literários e a deixar as vossas mensagens e opiniões.
Sejam Bem-Vindos!"

"Percepção, uma estranha realidade" :
Joana cedo descobriu que os estados emocionais dos outros toldavam o seu raciocínio e moldavam o seu comportamento.

Em busca duma vida anónima, Joana esconde-se em Londres, procurando ignorar a maldição que a impede de viver uma vida normal. É aí que a sua vida se cruza com a de Mark, um arqueólogo americano que viaja pelo mundo à procura de outros sensitivos como ele. Joana relutantemente aceita a amizade de Mark, acabando por encontrar nele o seu maior aliado na aprendizagem sobre a vivência dum sensitivo.

As capacidades crescentes de Joana atraem as atenções não só de Mark como do Convénio, uma organização ilegal que pretende reunir sobre o seu domínio todos os Sensitivos. É apenas quando a sua melhor amiga é posta em perigo, que Joana descobre que a sua maldição pode ser um dom, e que a vida ultrapassa todos os seus receios e expectativa

É Nacional, É Bom... Ana C.Nunes


Sobre a Autora:
Ana C. Nunes escreve maioritariamente Fantasia e Ficção Científica.
As suas primeiras histórias foram escritas 1998 (com 14 anos), mas esses trabalhos iniciantes nada mais foram do que pontos de partida. Envolviam robots e super-heróis, extra-terrestres e espiões internacionais, assim como vários alter-egos de nomes variados.
Sensivelmente ao mesmo tempo, Ana C. Nunes iniciava-se também na arte do desenho e mais tarde a banda desenhada.
Até 2008 dividiu atenções entre as duas paixões, dedicando-se mais à BD do que à escrita. Nesse espaço de tempo escreveu maioritariamente fanfiction e dedicou-se a ao romance “Efeito Dominó” (ainda por concluir), sendo que estava constantemente a reescrevê-lo.
Depois de terminar a publicação da banda desenhada “Que Sorte a Minha” no Jornal Barcelos Popular (2006-2007) o bichinho da escrita voltou em força (sensivelmente ao mesmo tempo que o amor pela leitura). Escreveu alguns contos curtos e decidiu repescar algumas ideias que tinha para romances. Disposta a mudar a táctica dos últimos anos, aventurou-se no desafio NaNoWriMo em 2008 e em Novembro escreveu mais de metade do romance “Angel Gabriel“, terminando-o no ano seguinte.
O desafio foi tão enriquecedor que, desde então, Ana C. Nunes participa todos os anos no NaNoWriMo e sempre conseguiu ultrapassar as 50.000 palavras (por duas vezes passou as 80.000 palavras num mês).

Desde 2008 escreveu seis romances:
- Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue;
- V.I.D.A.;
- Através do Vidro;
- Alma;
- Dragões e seus Sacrifícios;
- Não Apodreças nos meus braços;
E dezenas de contos, grande parte autónomos e alguns que são histórias paralelas tiradas dos mundos dos seus livros.
De momento procura editora para os dois primeiros romances (Angel Gabriel ~ Pacto de Sangue e V.I.D.A.), planeia revisões para os restantes quatro e em 2012 vai dedicar-se mais intensamente à escrita de contos.

Pseudónimos:
- Ana C. Nunes;
- Cristina A. Corvo;
- Corvo Silva.

Contos publicados:
- “Um erro, várias culpas“, na NanoZine 3 (2011/08/01);
- “A Última Ceia – Um Conto de Terror Natalício“, ebook gratuito (2012/12/24);
- “Electro-dependência“, na antologia Lisboa no Ano 2000 pela Editora Saída de Emergência (Janeiro 2013);
- “A Dança das Letras“, na Fénix 3 (lançamento previsto para 2013)
- “Anormal“, na antologia Erótica Fantástica – vol 2 pela Editora Draco (lançamento previsto para 2013);

Angel Gabriel - Pacto de Sangue

Há 165 anos Gabriel não acreditaria se lhe dissessem que 13 pessoas seriam suficientes para levar os humanos à quase extinção. Menos ainda creria se lhe dissessem que tal aconteceria, em grande parte, com a sua ajuda. Mas nem sempre aquilo em que acreditamos acaba por acontecer.
Angel nasceu num refúgio subterrâneo onde humanos adoram o sol e temem a lua, onde a magia substitui as armas de fogo e o silêncio é a melhor protecção contra os predadores: vampiros.
Ambos estão mais preocupados com a sua sobrevivência do que com o mundo que está prestes a desintegrar-se, mas quando uma maldição os força a um mútuo acordo, já não será somente a própria sobrevivência que vingará.
Conseguirão eles encontrar um equilíbrio, ou morrerão em discórdia?
 

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[Novidade] - Quidnovi: "O Livro do Universo- A Revelação do Cosmos e a procura do Outro" de Joaquim Fernandes






Ano de edição 2013
Número de páginas 176
ISBN 9789895549726

Site da editora: http://quidnovi.pt/pt/











Sinopse:
A mesma questão que ocupava Demócrito na Grécia antiga permanence intemporal e viva nos debates contemporaneous: «estamos sós no Universo?». Esta é porventura a pergunta que há mais tempo perdura, suspensa no quadro das angústias humanas, ao longo das civilizações e culturas que se têm sucedido, uma após outra, no nosso planeta.
O trajeto que propomos nesta obra inicia-se na longínqua Grécia pré-socrática e desemboca nos contributos cosmopolitas que apostam na matematização do espaço e do tempo, antecedendo a construção do edifício mental das Luzes. De permeio, resta a longa travessia do tempo, imóvel e fechado, desde a Idade Média até aos sobressaltos de uma Renascença que redescobre a excelência do Homem e o (re)liga ao todo cósmico.