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quinta-feira, 2 de junho de 2016

[Novidade] - Assírio & Alvim: "Ensaios sobre Literatura" de Walter Benjamin

Ensaios sobre Literatura
Walter Benjamin

Os grandes ensaios de Walter Benjamin sobre Literatura finalmente traduzidos para português


No próximo dia 26 de maio a Assírio & Alvim publica um novo volume da colecção Obras Escolhidas de Walter Benjamin — Ensaios Sobre Literatura, magnificamente traduzidos e editados por João Barrento.
Este volume reúne os mais significativos ensaios de Walter Benjamin sobre obras e autores das literaturas de língua alemã e francesa, escritos ao longo de quase toda a vida literária do autor, entre 1914 e 1936. Encontramos, para além de outros, os grandes ensaios sobre Kafka ou o Surrealismo, Proust ou o teatro épico de Brecht, a poesia de Hölderlin ou o grande romance de Goethe As Afinidades Eletivas. O traço porventura mais marcante destes ensaios será certamente, ainda hoje, o da originalidade dos pontos de vista e do método de abordagem de alguns dos grandes nomes da literatura europeia. Esse método, como o próprio autor explicita na abertura do maior ensaio do livro (sobre As Afinidades Eletivas), é o da crítica filosófica, mais do que o do simples comentário. Por outras palavras, quem aqui escreve é mais um alquimista do que o simples comentador.

Disponibilizamos, aqui, um excerto do ensaio sobre As Afinidades Eletivas.

Sobre o Autor:
Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892, no seio de uma família judaica. Estudou Filosofia em Berlim, Munique e Freiburg e doutorou-se em Berna (Suíça) no ano de 1919, com a tese A Crítica de Arte no Romantismo Alemão.
A ascensão de Hitler e do nazismo obrigaram-no a fugir de Berlim, em 1933. Residiu sobretudo em Paris, com passagens por Itália e por Espanha. O medo de ser entregue à Gestapo e as dificuldades em passar a fronteira entre França e Espanha conduziram-no ao suicídio em 1940. Como legado deixou-nos uma obra filosófica de uma impressionante atualidade, onde se cruzam os assuntos que tentava compreender e estudar: História, Modernidade, Arte, Tecnologia, literatura dos séculos XIX e XX e a ascensão da cultura de massas, assim como numerosas traduções e análises literárias a Baudelaire, Brecht, Hölderlin, Kafka e Proust.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

[Novidade] - Assírio & Alvim: "Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro" de Pedro Eiras

Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro
Pedro Eiras

No dia 7 de Abril a Assírio & Alvim publica Cartas reencontradas de Fernando Pessoa a Mário de Sá-Carneiro, um livro de Pedro Eiras cuja originalidade, atenção ao detalhe e verosimilhança vão deixar o leitor na dúvida: será isto ficção ou realidade?

Mário de Sá-Carneiro, cujo centenário da morte se assinala em Abril, enviou várias cartas a Fernando Pessoa. Essas cartas são conhecidas e foram, de resto, publicadas num volume na Assírio & Alvim (Cartas de Mário de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa). Das respostas de Pessoa, por sua vez, sabe-se muito pouco. “Durante décadas, os leitores das cartas de Sá-Carneiro especularam, com fascínio, sobre o que conteriam as cartas de Pessoa: muitas vezes, Sá-Carneiro reage às informações do amigo; noutros passos, coloca questões e faz pedidos, a que Pessoa forçosamente se terá referido na correspondência seguinte”, explica Pedro Eiras na abertura deste livro, onde explica ainda como descobriu, no antigo Hôtel de Nice, em Paris, as cartas que Fernando Pessoa enviara a Mário de Sá-Carneiro entre julho de 1915 e abril de 1916.
Essa correspondência deixa entrever o quotidiano de Pessoa, os seus projetos, entusiasmos e dúvidas, cem anos depois de Orpheu.

Primeiras páginas deste livro disponíveis aqui.

Sobre o Autor:
Pedro Eiras nasceu em 1975. É Professor de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2001, publicou diversas obras de ficção (Os Três Desejos de Octávio C., A Cura, Bach), teatro (Um Forte Cheiro a Maçã, Uma Carta a Cassandra, Um Punhado de Terra, Bela Dona), ensaio (Esquecer Fausto, Tentações, Os Ícones de Andrei, Constelações), crónica (Boomerang, Substâncias Perigosas). Publicou vários livros em França, na Roménia, no Brasil. As suas peças de teatro têm sido encenadas ou lidas em diversos países. A Assírio & Alvim publicou em 2014 o seu livro Bach.

terça-feira, 8 de março de 2016

[Novidades] - Assírio & Alvim (Porto Editora)

A Assírio & Alvim publica a 10 de março O Nome Daquele que Não Tem Nome, uma antologia de poemas de Kabir, selecionados e traduzidos por Jorge Sousa Braga. Poeta místico da época medieval, foi traduzido pela primeira vez para uma língua ocidental só em 1914, por Tagore, e muitas das traduções destes poemas surgem precisamente dessas versões. Como diz Sousa Braga na introdução: «Essa tradução encontrou eco de imediato em Yeats e em muitos outros poetas. Não será alheio ao sucesso que esses poemas encontraram no ocidente, o facto de terem sido traduzidos por um poeta com a qualidade de Tagore. As Songs of Kabir serviram de base (e continuam a servir) para outras traduções e recriações nas mais diversas línguas (entre elas as de Robert Bly, André Gide e Czeslaw Milosz). Também Ezra Pound sucumbiu ao encanto de Kabir.»


Essa palavra secreta
alguma vez poderei pronunciá-la?
Se digo que está em mim
é o escândalo
Minto
se digo que está fora de mim
Ele não se revela nem deixa de se revelar
Não há palavras para o definir
 
 
Sobre o Autor:

Pouco se sabe sobre a vida de Kabir, para além do que deixam adivinhar os seus poemas, as hagiografias e as lendas. Terá vivido em Varanasi (Benares), o mais sagrado dos lugares sagrados hindus e simultaneamente um centro de comércio e peregrinação, na primeira metade do século XV. Nascido de uma viúva brâmane e adotado por uma família da casta dos tecelões, convertida à fé islâmica, Kabir revela nos seus poemas um profundo conhecimento quer do hinduísmo quer do islamismo (e dentro deste do sufismo). De Varanasi, uma cidade que prometia a salvação a todos os que nela morressem, ter-se-á retirado no fim da vida para uma obscura cidade chamada Magahar. A vida de Kabir confunde-se com a lenda. Desses episódios lendários da vida de Kabir há especialmente dois que gostaria que tivessem sido reais: o primeiro é o do encontro entre Kabir e Mirabai. O segundo tem a ver com a sua morte: hindus e muçulmanos teriam disputado o seu corpo, uns para cremá-lo, outros para enterrá-lo. Quando abriram o caixão, o que restava de Kabir era uma coroa de flores, que hindus e muçulmanos dividiram entre si. 
 
 
 
 Nas livrarias a partir do dia 10 de março
 
Golpe de Teatro é o mais recente livro de poesia de Helder Moura Pereira

Depois de Pela Parte que Me Toca, lançado em 2013, a Assírio & Alvim publica no dia 10 de março Golpe de Teatro, o mais recente livro de poesia de Helder Moura Pereira. Este é já o décimo livro do autor na Assírio & Alvim.
 
Deu-se um golpe de teatro, a vida,
afinal, tinha outras coisas para mostrar.
Estava tudo quieto (não falávamos)
e quando mais a burocracia dos dias
se eternizava nos próprios dias,
mais machadadas dávamos no amor,
outrora fatal. Fui a correr dar
um mergulho no rio da boa vontade,
de boa vontade regressei, cãozinho
amestrado de circo a saltar de um
banco para outro, e depois a grande
sensação, por dentro de um aro
de fogo. O golpe de teatro foi voltar
ao mesmo, só que a minha vida
passou a ser uma violência prática,
como as funerárias junto aos hospitais. 

Sobre o Autor:

Helder Moura Pereira nasceu em Setúbal em 1949. Foi professor no Ensino Secundário e Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa (Departamento de Estudos Anglo-Americanos). No King's College da Universidade de Londres, como Leitor, ensinou Literatura Portuguesa. O seu trabalho poético tem vindo a ser publicado regularmente pela Assírio & Alvim, obtendo o reconhecimento do público e da crítica. É disso exemplo a atribuição de diversos prémios literários, entre eles o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio de Literatura Casa da América Latina/Banif, este último pela sua tradução do livro «O Inútil da Família», de Jorge Edwards. Tem traduzido regularmente autores como Ernest Hemingway, Jorge Luis Borges, Sylvia Plath, Sade, Guy Debord entre muitos outros.

domingo, 25 de outubro de 2015

[Novidades] - Chancelas Porto Editora: Outubro 2015


Título: O amante japonês
Autora: Isabel Allende
Tradução: Ângela Barroqueiro
Págs.: 336
Capa: mole
PVP: 17,70 €
 
Porto Editora publica O amante japonês, o novo e extraordinário romance de Isabel Allende
 
É para marcar na agenda: a 29 de outubro, a Porto Editora publica o novo romance de Isabel Allende, intitulado O amante japonês. A edição desta excelente obra promete ser um dos acontecimentos editoriais do ano, dado que a escritora chilena, de cujos livros já se venderam mais de 60 milhões de exemplares em todo o mundo, é também uma das mais lidas e acarinhadas em Portugal nas últimas três décadas.
 
Depois de ter publicado O caderno de Maya (2011), romance destinado a um público mais jovem do que o habitual, e O jogo de Ripper (2014), obra de cariz policial, Isabel Allende regressa, com O amante japonês, ao estilo que tantos leitores tem conquistado e relata de forma soberba uma história de amor que sobrevive às rugas do tempo e atravessa gerações e continentes.
Traduzida em 37 línguas, distinguida com mais de 50 prémios literários e 12 doutoramentos honoris causa, em inúmeros países, Isabel Allende tem também vários livros adaptados para peças de teatro, musicais, óperas, peças de ballet e programas de rádio. Com este romance, passam a ser 14 as obras da escritora chilena no catálogo da Porto Editora.

O enredo:
Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se quando, na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família – como milhares de outros nipo-americanos – são declarados inimigos e enviados para campos de internamento. Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo.
Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos.

Primeiras páginas 
Disponíveis para leitura aqui

Sobre a autora:
Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia.

Começou por trabalhar como jornalista, no Chile e na Venezuela. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos eles êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas.
Em 2010, foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.
Mais informações em:
www.isabelallende.com
www.facebook.com/isabelallende

Imprensa:
Ninguém conta histórias sobre mulheres fortes de um modo tão apaixonante como Isabel Allende. Cosmopolitan
 
A escrita de Isabel Allende é (…) criativa, divertida e convincente. As suas personagens são fascinantemente detalhadas e humanas. People


Título: MOURINHO
Autor: José Mourinho
Págs.: 272
PVP: 18,00 €
 
O primeiro livro assinado por José Mourinho

Porto Editora publica Mourinho, um livro que celebra a carreira do treinador português mais famoso do mundo

Era uma das novidades mais aguardadas pelos admiradores do Special One: José Mourinho preparou um livro onde reúne as imagens que marcaram a sua carreira de treinador, e onde revela o que sentiu em cada um desses momentos. Publicado em Portugal pela Porto Editora, Mourinho está desde já em pré-venda, em www.portoeditora.pt e wook.pt, e no dia 5 de novembro chegará às livrarias nacionais.
José Mourinho falou ontem, em Londres, com jornalistas de todo o mundo sobre este seu primeiro livro. Reconhecendo que algumas das imagens são verdadeiras obras de arte, o treinador português declarou serem as fotografias da sua vida privada, tiradas com o smartphone, as suas preferidas.

Sinopse:
Momentos, sentimentos, memórias, emoções — esta é a minha carreira, aquilo que quero partilhar, e a melhor maneira de o fazer é através de grandes imagens.
No seu primeiro livro, José Mourinho cartografa os altos e baixos da sua ascensão ao topo do futebol mundial. Com mais de 100 imagens escolhidas cuidadosamente pelo Special One, esta é uma celebração visualmente sumptuosa da sua excecional carreira de treinador e, mais do que isso, um vislumbre empolgante sobre a sua filosofia e sobre a sua enorme sabedoria futebolística.
Nas palavras de Mourinho, «Tem havido tantos livros escritos por pessoas que nem me conhecem, tantos livros cheios de comentários falsos, tantos livros tão distantes daquilo que penso, daquilo que sinto, do que sou.» Este é o seu livro, o livro de José Mourinho!

Sobre o autor:
José Mourinho nasceu em Setúbal, a 26 de janeiro de 1963. A sua carreira como treinador principal de futebol tem sido recheada de êxitos, conquistando todas as principais competições de clubes no futebol europeu. The Special One foi eleito pela FIFA como o melhor treinador do mundo, em 2010, e recentemente entrou para o Guinness Book of Records. É atualmente o treinador do Chelsea FC.
 

Título: A guerra que Portugal quis esquecer 
Autor: Manuel Carvalho
Págs:
 272
PVP: € 16,60
Preço WOOK: € 14,94

A guerra que Portugal quis esquecer, de Manuel Carvalho, chega às livrarias
 
Porto Editora publica livro que relata um dos maiores desastres militares de sempre da História de Portugal. Lançamentos agendados para 26 de outubro, em Lisboa, e 31 de outubro, no Porto.

Da descoberta de um manuscrito perdido dentro de uma arca às 11 reportagens no Público que viriam a ser distinguidas com o Prémio Gazeta de Imprensa 2015 – é este o percurso desta história à qual Manuel Carvalho dedicou quatro anos de investigação e que agora ganha forma de livro.

A guerra que Portugal quis esquecer faz luz sobre um episódio sombrio da nossa História, ao tempo da Primeira Grande Guerra. Entre 1914 e 1918, Portugal enviou mais de 20 mil soldados para Moçambique com o objetivo de garantir a defesa da colónia face aos alemães. Apesar da sua superioridade em número e no equipamento, os soldados portugueses foram condenados a uma missão impossível. As divisões internas, o desleixo com as regras sanitárias, a impreparação para as doenças tropicais, as dificuldades de um país arruinado para manter duas expedições a milhares de quilómetros de distância, a incompetência e a falta de vontade de combater tornaram a aventura moçambicana num dos maiores desastres de sempre das tropas nacionais. Na Primeira Grande Guerra morreram, em Moçambique, mais portugueses do que na frente europeia.

Partindo da odisseia de um oficial numa coluna de dois mil soldados numa longa viagem de dois mil quilómetros pela mata de Moçambique, Manuel Carvalho leva- -nos, através das páginas de A guerra que Portugal quis esquecer, a conhecer as memórias dos soldados, as denúncias de cobardia e de incompetência das chefias e a vergonha pelas derrotas, fazendo justiça a uma parte da História que o Estado Novo tentou apagar.

LANÇAMENTOS
Lisboa, 26 de outubro, 19:00, El Corte Inglés, com apresentação de Adelino Gomes e Nuno Severiano Teixeira
Porto, 31 de outubro, 18:00, FNAC NorteShopping, com apresentação de David Pontes e Gaspar Martins Pereira

O Autor
Manuel Carvalho
 é jornalista e desenvolveu quase todo o seu percurso profissional na redação do Porto do jornal Público (excetuando um breve período entre 1999 e 2000, em que integrou o Diário Económico). Para além de ter pertencido ao grupo de jovens escolhido, em 1989, para formar a primeira redação do jornal, entre 2000 e 2013 ocupou as funções de subdiretor e de diretor adjunto. Foi ainda professor do ensino básico, durante dois anos.
Nascido em Alijó, Alto Douro, fez os seus estudos superiores no Porto, primeiro com um bacharelato na Escola Normal e mais tarde na Faculdade de Direito e na Faculdade de História da Universidade do Porto, onde se licenciou. Fez o curso de jornalismo do Cenjor e foi fellow do German Marshall Fund, nos Estados Unidos, e do International Studies and Training, no Japão. Venceu vários prémios de jornalismo, o último dos quais em 2015 – o Prémio Gazeta de Imprensa com a série de reportagens sobre a Primeira Guerra Mundial em Moçambique, que estão na base deste livro.


Título: A venturosa história do usbeque mudo
Autor: Luis Sepúlveda
Tradutor: Helena Pitta
Págs.: 128
PVP: 14,40 €

A juventude e os sonhos de uma geração n’A venturosa história do usbeque mudo
 
A Porto Editora publica a 22 de outubro A venturosa história do usbeque mudo, o novo livro de Luis Sepúlveda que, com entusiasmo e nostalgia, narra muitas das peripécias clandestinas dos jovens militantes chilenos da Juventude Comunista e da Federação Juvenil Socialista.
Neste conjunto de histórias, Sepúlveda transporta-nos para o Chile dos finais dos anos sessenta, que culminariam com a eleição de Salvador Allende, altura em que os milhares de jovens chilenos de Esquerda começaram a lutar, com escassos meios, para derrubar um regime. Com o texto que dá título ao livro, o autor cumpre a promessa de contar a emocionante aventura do seu amigo peruano que se fez passar por mudo para sair do Usbequistão e regressar a Moscovo.

Sinopse:
É sabido que a juventude é o tempo dos grandes ideais, das grandes lutas, mas também do pensamento positivo, das noitadas de copos com os amigos e da inquietação sentimental. Os jovens sul-americanos da década de 1970 não foram exceção. Nestas histórias romanceadas, Luis Sepúlveda relata o passado e os sonhos de uma geração, mas através da lente do amor e dos afetos, assim diluindo as tensões e trazendo a lume, intactas, as paixões avassaladoras e o entusiasmo de uma juventude militante.
Com um misto de divertimento e nostalgia, estas páginas farão reviver «o belo sonho de sermos jovens, sem ter de pedir licença».

Sobre o autor:
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mas Mundo do Fim do Mundo, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra, Diário de um Killer Sentimental ou A Sombra do que Fomos (Prémio Primavera de Romance em 2009), por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores.
 


Título: O Impostor
Autor: Javier Cercas
Tradução: Helena Pitta
N.º de Páginas: 472
PVP: 18,80 €
Coleção: Peninsulares
 
Escritor espanhol estará em Óbidos esta sexta-feira para apresentar O Impostor
 
O Impostor é o mais recente romance de Javier Cercas, um dos mais importantes escritores espanhóis da atualidade. 
O autor estará em Portugal na próxima sexta-feira, dia 23 de outubro, para participar no festival Fólio, em Óbidos, e aí falará deste seu novo livro, que chega amanhã às livrarias.
 
O protagonista desta história, Enric Marco, é um nonagenário barcelonês que se fez passar por sobrevivente dos campos nazis e que foi desmascarado em maio de 2005, depois de presidir durante três anos à associação espanhola dos sobreviventes, de dar centenas de conferências, de conceder dezenas de entrevistas, de receber importantes distinções e de comover (nalguns casos até às lágrimas) os parlamentares espanhóis reunidos para, pela primeira vez, prestarem homenagem aos republicanos vítimas do III Reich. O caso deu a volta ao mundo e transformou Marco no grande impostor e no grande maldito. Agora, quase uma década depois, Javier Cercas persegue neste thriller hipnótico o enigma da personagem, a sua verdade e as suas falsidades. E através dessa investigação, que percorre quase um século da história de Espanha, mergulha com uma paixão de kamikaze e uma honestidade dilacerante nas profundezas de todos nós: na capacidade infinita que temos de nos enganar a nós próprios, no nosso conformismo e nas nossas mentiras, na nossa sede insaciável de afeto, nas nossas necessidades contraditórias de ficção e de realidade, nas zonas mais dolorosas do nosso passado recente. O resultado é o livro mais insubmisso e radical de Javier Cercas: um livro assombroso que, com uma audácia inédita, alarga os limites do género romanesco e explora as últimas fronteiras da nossa humanidade.

Sobre o Autor
Javier Cercas nasceu em Ibahernando, Cáceres, em 1962. Os seus livros foram traduzidos para mais de trinta línguas e obtiveram diversos prémios, de que destacamos: Prémio Nacional de Literatura, Prémio Cidade de Barcelona, Prémio Salambó, Prémio da Crítica do Chile, Prémio Llibreter, Prémio Qué Leer, Prémio Grinzane Cavour, Prémio The Independent Foreign Fiction, Prémio Arcebispo Juan de San Clemente, Prémio Cálamo, Prémio Mondello, Prémio Internacional Terenci Moix e The European Athens Prize for Literature. Em 2011 foi-lhe atribuído o Prémio Internacional do Salão do Livro de Turim pelo conjunto da sua obra.

domingo, 10 de maio de 2015

[Novidades] - Chancelas Porto Editora: novidades em Maio


Título: O Estranhão – Uma mosca na sopa
Autor: Álvaro Magalhães
Ilustrador:
 Carlos J. Campos
Coleção: O Estranhão
Público-alvo: + 9 anos
Págs.: 192
Capa: dura
PVP: 15,50 €

Terceira aventura de Fred, o Estranhão

Porto Editora publica um novo livro da divertida coleção de Álvaro Magalhães

A 7 de maio, a Porto Editora publica o terceiro livro da coleção O Estranhão, de Álvaro Magalhães, intitulado O Estranhão – Uma mosca na sopa. À semelhança dos anteriores, este é um livro cheio de humor inteligente, no qual Fred, entre outras aventuras, se divorcia dos pais, salva uma rapariga que não precisava de ser salva e ajuda a avó a escapar do lar de idosos.

Ilustrados por Carlos J. Campos, os livros da coleção O Estranhão destinam-se a crianças a partir dos nove anos. São obras que não podem ser lidas – tanto nas passagens mais assertivas, como nas mais
divertidas – de forma passiva. Ainda que perfeitamente adaptada à idade dos jovens leitores, a escrita de Álvaro Magalhães obriga a pensar e apresenta pensamentos engenhosos. Por outro lado, os livros não dão descanso a quem os lê e revelam, a cada página, ideias, invenções e perspetivas originais.
Álvaro Magalhães, um dos mais importantes autores portugueses para crianças, com mais de 80 livros publicados, assinalou, recentemente, trinta anos de vida literária. O escritor foi distinguido, em 2014, com o Prémio Autores, para melhor livro infantojuvenil, com O Senhor Pina (Assírio & Alvim), dedicado a Manuel António Pina.

SINOPSE
Fred, o Estranhão, está de volta, com novas peripécias. Desta vez divorcia-se dos pais, salva uma rapariga que não precisava de ser salva, acaba com a ruidosa girlsband da irmã, joga o “Jogo dos jogos”, perde o seu espírito durante uma aula de Matemática e ajuda a avó a escapar do lar de idosos, numa arriscada operação. E ele que só queria ter uma vida normal, sem sobressaltos… Mas isso não é tarefa fácil para um Estranhão. Pois não?

O AUTOR
Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951. A sua obra para crianças e jovens, que integra poesia, conto, ficção e textos dramáticos, repartindo-se por cerca de 80 títulos, caracteriza-se pela  originalidade e invenção, quer na escolha dos temas quer no seu tratamento.
Foi várias vezes premiado pela Associação Portuguesa de Escritores e Ministério da Cultura. Em 2002, O limpa-palavras e outros poemas foi integrado na Honour List do Prémio Hans Cristian Anderson e, em 2004, Hipopóptimos – Uma história de amor foi distinguido com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian. Em 2014, O Senhor Pina recebeu o Prémio Autores, da Sociedade Portuguesa de Autores, para melhor livro infantojuvenil.
Várias das suas publicações integram o Plano Nacional de Leitura e constam do corpus das Metas Curriculares de Português. Parte da sua obra (21 títulos) está publicada em Espanha, França, Brasil e Coreia do Sul.


Título: Contos de Nick Adams
Autor: Ernest Hemingway
Tradutor: Fernanda Pinto Rodrigues e Alexandre Torres
N.º de Páginas: 288
PVP: 14,40 €
Coleção: Dois Mundos
 
Ernest Hemingway e o seu alter ego

Contos de Nick Adams nas livrarias a 14 de maio

Contos de Nick Adams reúne num único volume todos os textos criados por Ernest Hemingway em torno de uma personagem que é, em larga medida, o seu alter ego. De criança que acompanha o pai nas suas consultas médicas a adolescente apaixonado pela pesca e pela caça, a soldado na Primeira Guerra Mundial, a veterano de volta à sua terra, a escritor, a pai – cronologicamente dispostos, os episódios da vida de Nick Adams deixam entrever o percurso da vida do próprio Hemingway, permitindo uma aproximação intimista à história de um dos maiores autores do século XX. Escrito nas décadas de 1920 e 1930, este conjunto só viria a ser publicado postumamente, em 1972, e no próximo dia 14 de maio, chega às livrarias nacionais numa renovada edição da Livros do Brasil.

Sobre o autor:
Ernest Hemingway nasceu em Oak Park, no Illinois, a 21 de julho de 1899, e suicidou-se em Ketchum, no Idaho, em julho de 1961. Em 1953 ganhou o Prémio Pulitzer, com O Velho e o Mar, e em 1954 o Prémio Nobel de Literatura. Romances como O Adeus às Armas ou Por Quem os Sinos Dobram, além do já citado O Velho e o Mar, consagraram-no como um dos grandes nomes da literatura do século XX.

Título: Tudo o que Conta
Autor: James Salter
Tradutor: Francisco Agarez
N.º de Páginas: 352
PVP: 16,60 €
Coleção: Dois Mundos
 
A estreia em Portugal de um dos maiores autores americanos da atualidade
Tudo o que Conta, de James Salter, foi um acontecimento literário em todo o mundo e chega agora ao nosso país.

A Livros do Brasil publica, a 14 de maio, Tudo o que Conta, o mais recente livro de James Salter que surge 30 anos depois do seu último romance.
Salter retoma aqui o seu estilo de prosa depurada para contar com furiosa intimidade a história da vida de um homem na qual se espelha o grande confronto entre o arrebatamento e a devastação da experiência humana.
Tudo o que Conta acompanha o percurso do jovem oficial Philip Bowman, que regressa das batalhas navais de Okinawa, na Segunda Guerra Mundial, à vida civil e se torna editor de livros em Nova Iorque. Num mundo feito de conhecimentos, viagens à Europa, carreiras literárias decididas por encontros furtivos, cocktails, jantares e festas pela noite dentro, Bowman rapidamente triunfa. Em matéria de amor, porém, é sucessivamente derrotado: um casamento corre mal, outro acaba por nem acontecer. E, quando finalmente conhece uma mulher que o cativa, vê-se colocado numa posição em que nunca se imaginara.

Sobre o autor:
Nasceu em Nova Iorque a 10 de junho de 1925. Piloto da Força Aérea norte-americana, James Salter abandonou a carreira militar em 1957, um ano após a publicação do seu primeiro romance, The Hunters, com o qual captou desde logo as atenções da crítica. Passou pelo cinema, onde foi argumentista e realizador, antes de se dedicar em exclusivo à escrita, o que faz desde 1979. Destacam-se na sua obra romances como A Sport and a Pastime (1967) e Solo Faces (1979), os livros de memórias Burning the Days (1997) e Gods of Tin (2004), assim como o volume de contos Dusk and Other Stories, lançado em 1988 e premiado no ano seguinte com o PEN/Faulkner. Em 2010 foi distinguido com o Rea Award for the Short Story e em 2012 com o PEN/Malamud. É membro da Academia Americana de Artes e Letras desde o ano 2000.

Imprensa:
Se existisse um Monte Rushmore para os escritores, ele já lá estaria. The New York Times

O herói de uma nova geração de romancistas. Lire

Salter é um génio da verosimilhança e do movimento inexorável do fluxo dos tempos... Um clássico vivo. El País

Título: As Três Últimas Novelas
Autor: Thomas Mann
Tradutor: Gilda Lopes Encarnação
N.º de Páginas: 280
PVP: 15,50 €
Coleção: Dois Mundos
 
As Três Últimas Novelas de Thomas Mann

O Nobel alemão regressa à coleção Dois Mundos com um livro nunca antes publicado em Portugal.

A Livros do Brasil publica, a 14 de maio, As Três Últimas Novelas de Thomas Mann. Traduzidas pela primeira vez do alemão, as obras As Cabeças Trocadas, A Lei e A Mulher Atraiçoada são agora integradas num só volume por onde perpassa uma mesma voz de grande ironia e paródia, um questionamento constante das normas e uma reflexão poeticamente tecida sobre a complexidade do comportamento humano. História de uma mulher de meia-idade em tumulto físico e emocional, que pode ser lida como o contraponto feminino de A Morte em  Veneza, A Mulher Atraiçoada foi a última novela publicada por Thomas Mann, em 1953. Mais de uma década antes, em 1940, lançara As Cabeças Trocadas, a sua versão filosófica de uma lenda indiana em torno de um triângulo amoroso. E, entre as duas, em 1943, escreveu A Lei (novela inédita em português), um novo olhar sobre a vida de Moisés, o nascimento do povo judeu e a construção de um código moral que os nazis procuravam então destruir.
Esta edição inclui um posfácio da tradutora, Gilda Lopes Encarnação.

Sobre o autor:
Thomas Mann nasceu em 1875, na cidade alemã de Lübeck. A sua carreira literária iniciou-se de modo fulgurante em 1901, com a publicação de Os Buddenbrook. Seguiram-se-lhe obras como Tonio Kröger, A Morte em Veneza e A Montanha Mágica, entre outras, que lhe valeram a atribuição do Prémio Nobel em 1929. Em 1933, com a subida de Hitler ao poder, Mann mudou-se primeiro para a Suíça e depois para os EUA, onde ensinou na Universidade de Princeton e se naturalizou americano. São desta época obras como a tetralogia José e os seus Irmãos, Lotte em Weimar e Doutor Fausto. Morreu em Zurique, em 1955.

Do Posfácio
«A ironia e a paródia são verdadeiras armas demolidoras na escrita de Thomas Mann. Elas vão invertendo sentidos, desconcertando interpretações, minando silenciosamente a semântica e a rede de associações. As histórias que Mann nos conta nunca são simples, ainda que a sua trama pareça comum e quotidiana, e as leituras devem ser avisadas e atentas.»


Título: Linguagem, Tradução, Literatura
Autor: Walter Benjamin
Edição e Tradução:
 João Barrento
N.º de Páginas: 224
Acabamento: Brochado
PVP: 15,50

Novo livro de Walter Benjamin
Assírio & Alvim lança ensaio Linguagem, Tradução, Literatura
 
No próximo dia 15 de maio chega às livrarias um novo volume da coleção Obras Escolhidas de Walter Benjamin — Linguagem, Tradução, Literatura (filosofia, teoria e crítica). Um dos grandes pensadores europeus, indispensável para melhor entendermos o mundo contemporâneo, Walter Benjamin move-se, nos ensaios e fragmentos que integram este volume, em territórios que serão os seus desde o início: a filosofia da linguagem, a teoria da tradução, a história e a crítica literárias. A par de textos conhecidos e quase clássicos — o ensaio sobre «A linguagem em geral e a linguagem humana», «A tarefa do tradutor» ou «O contador de histórias» — traduzem-se e apresentam-se aqui pela primeira vez importantes núcleos de fragmentos sobre filosofia da linguagem e epistemologia, sobre a tradução e sobre a crítica literária, estes últimos de uma flagrante atualidade. Este volume contém, ainda, uma desenvolvida secção de comentário e aparato crítico que, tal como a tradução, esteve a cargo de João Barrento.

Sobre o Autor
Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892, no seio de uma família judaica. Estudou Filosofia em Berlim, Munique e Freiburg e doutorou-se em Berna (Suíça) no ano de 1919, com a tese A Crítica de Arte no Romantismo Alemão.
A ascensão de Hitler e do nazismo obrigaram-no a fugir de Berlim, em 1933. Residiu sobretudo em
Paris, com passagens por Itália e por Espanha. O medo de ser entregue à Gestapo e as dificuldades em passar a fronteira entre França e Espanha conduziram-no ao suicídio em 1940. Como legado deixou-nos uma obra filosófica de uma impressionante atualidade, onde se cruzam os assuntos que tentava compreender e estudar: História, Modernidade, Arte, Tecnologia, literatura dos séculos XIX e XX e a ascensão da cultura de massas, assim como numerosas traduções e análises literárias a Baudelaire, Brecht, Hölderlin, Kafka e Proust.