quinta-feira, 22 de agosto de 2013

[Cinema] - Hoje estreia... "Cidade dos Ossos"






A ação de Os Instrumentos Mortais Cidade dos Ossos decorre na Nova Iorque contemporânea, onde Clary Fray, uma adolescente aparentemente normal, descobre que é descendente de uma linhagem de caça demónios, os Caçadores de Sombras, um grupo secreto de jovens guerreiros semi-anjos, envolvidos numa antiga batalha para proteger o nosso mundo dos demónios. Após o desaparecimento da sua mãe, Clary é forçada a unir-se a um grupo de Caçadores de Sombras, que lhe apresentam uma Nova Iorque perigosa e alternativa chamada Mundo-à-Parte, repleta de demónios, feiticeiros, vampiros, lobisomens e outras criaturas mortíferas.

Inspirado no primeiro livro de Cassandra Clare, da saga best-seller de fantasia para jovens adultos “Instrumentos Mortais”, que atingiu o Nº 1 da lista do New York Times, editada por Simon & Schuster/Margaret K. McElderry Books.



Os Livros: 



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

[Resultados Passatempos] - Meio de Agosto




Prémio: 1 exemplar do livro "O Livro das Mulheres perigosas"

Colaboração: Objectiva

Nº participações válidas: 141

Vencedor é....31. Marina (...) Santos,Montijo








Prémio: 3 livros MRP


Nº participações válidas: 84

Vencedor é....30. Sara (...) Cabral,Lisboa

[Novidades] - Quinta Essência: Setembro 2013



Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 344
ISBN / 9789897260810
Editora / QUINTA ESSÊNCIA
 
 
Disponível a 1 de Setembro






Sinopse:
A conservadora de arte Callie Burke não está contente com a sua lucrativa nova missão. Restaurar uma obra-prima adquirida pelo implacável magnata Jack Walker devia ter sido o projeto de uma vida. Mas o problema não é o quadro - é que o sensual proprietário é uma obra de arte perfeita de seu próprio direito. A atração é recíproca, mas Callie sabe que misturar negócios e prazer é má idéia - e não apenas porque ela não pertence àquele mundo de privilégios: ela tem um segredo a esconder... um segredo que deve permanecer enterrado. No entanto, depois de se mudar para a mansão de Jack para fazer o trabalho, a centelha inegável entre ambos transforma- se numa paixão que tudo consome... e o passado oculto dela ameaça destruir qualquer possível futuro para eles.  Ao dar nova vida ao quadro, Callie sabe que o seu tempo com Jack é limitado... a menos que o amor possa de alguma forma encontrar uma forma de transformar um solteirão inveterado no marido dos sonhos dela. 
 
 
Ano da Edição / Impressão / 2013
Número Páginas / 416
ISBN / 9789897260759
Editora / QUINTA ESSÊNCIA
 
 
Disponível a 1 de Setembro







Sinopse:
Holly O'Neill tem uma loja de roupas vintage, um filho de dez anos que ama e uma fada madrinha misteriosa que, a cada momento crucial da sua vida, tem um berloque para adicionar à sua pulseira, que assim se torna o seu bem mais precioso. Um dia, quando encontra a pulseira de outra pessoa num dos casacos da sua loja, sente que tem de a reunir com o seu proprietário. Greg é um corretor da bolsa e tem uma namorada perfeita com quem quer casar, mas decidiu deixar Wall Street para prosseguir a sua verdadeira paixão: a fotografia. Holly e Greg não se conhecem e não têm nada em comum. Vai ser precisa a magia de Nova Iorque, um pouco de sorte e outra pulseira da felicidade para os fazer encontrar...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

[Quem Sou Eu?] - Autor Mistério 10: pistas 1 e 2




Começa hoje o 10º desafio. E se calhar é um pouco mais difícil...

Vou recordar-vos quem foram os autores/as que já foram descobertos por aqui:
- Emilio Miranda
- Kate Pearce
- Maggie Shayne
- Luís Miguel Raposo
- Ana Rita Rendas
- Karen Chance
- Nalini Singh
-Maria João Lopo de Carvalho
- Emma Wildes

Como vocês já sabem, e já devem calcular qual a pista de hoje... esta vai ser muitooo vaga. E a de amanhã também seria, por isso decidi dar-vos já as duas hoje.

Podem começar já, desde hoje, a tentar adivinhar quem será o autor/a mistério, mas tenham atenção às regras  (ver abaixo).
Para isso basta comentarem este post com o vosso palpite e... boa sorte.
O vencedor/a será quem acertar mais rapidamente o enigma.

Regras:
- Apenas podem participar residentes em Portugal Continental e Ilhas
- Ser seguidor do blog ou da página de facebook da mesma (referir no comentário se o nome de seguidor for diferente do comentário)
- Participações Anónimas serão invalidadas.
- O jogo decorrerá até o mistério ser resolvido.
- Será dada uma pista TODOS os dias (salvo raras excepções e eu ficar impossibilitada de vir à net).
- Caso o prémio disponível seja volumoso o valor dos portes poderá ser repartido entre mim e o vencedor.
Deve ser dado,apenas, um palpite por pessoa durante TODO o desafio (esta regra foi alterada de modo a prevenir que se acerte "ao calhas", pois a ideia é irem juntando as pistas até terem a certeza de quem estou a falar....)
- Nem o blog nem as/os autoras/es se responsabilizam por danos/extravios nos ctt.


E aqui ficam as pistas: 



  • É uma autora (feminino)
  • É estrangeira

Muito Vagas como de costume.
Esperem pela próxima pista, amanhã entre as 18:30 e as 20h.

Boa Sorte :)

[Passatempo] - Pack Espiritual





Lembram-se de vos ter dito que tenho alguns livros novos aqui por casa, e que não tenciono ler?
Pois bem, hoje trago-vos um pack espiritual. Nem todos os leitores apreciam, eu sei, mas espero que vão para casa de alguém que realmente goste do género.

O Tertúlias tem, então, para oferecer o pack de 2 livros que vêem na foto. Para isso basta preencherem o formulário abaixo e, claro, seguirem as regras.
Têm até às 23h59 do dia 30 de Agosto para participar.

Boa Sorte

Regras:
1) O passatempo decorrerá até às 23h59 do dia 30 de Agosto.
2) Qualquer participação que não possua algum dos dados correctamente preenchido ou contenha respostas incorrectas é automaticamente anulada.
3) OBRIGATÓRIO ser seguidor público do blogue ou seguidor via facebook   
4) O vencedor será escolhido aleatoriamente, através do Random. 
5) O vencedor será publicado no blogue e será contactado por email.  
6) É aceite uma participação por pessoa/email e residentes em Portugal (continental e ilhas)  
7) Nem eu nem as editoras nos responsabilizamos por extravios nos ctt

8) Os portes (1,00€) ficarão a cargo do vencedor. 


[Opinião] - "O Peso da Fama" de Tara Hyland



"Quando Cara acordou nessa manhã, percebeu imediatamente que havia qualquer coisa de diferente. A casa estava silenciosa. Regra geral, a avó levantava-se primeiro e Cara acordava com o barulho dela a cirandar na cozinha. Ocorreu-lhe que talvez Theresa estivesse lá fora a recolher ovos. Assim, levantou-se e, vestindo o roupão e calçando um par de galochas, desceu para verificar.(...)
Á porta do quarto de Theresa, parou. O seu coração batia tão violentamente que o ouvia no silêncio do pequeno patamar. (...)
Assim que abriu a porta, atingiu-a um cheiro nauseabundo. "





Este foi o primeiro livro que li, e não sei bem porquê, talvez pela capa e pela sinopse, tinha expectativas relativamente elevadas. O que não foi de todo positivo pois, em grande parte, a leitura não correspondeu ao que esperava.

Não é uma má leitura, e gostei de alguns pontos dos quais falarei mais à frente. A escrita da autora é simples e fácil de seguir, sendo fácil enveredarmos no livro e vaguearmos na imaginação daquilo que se lê.
Em "O peso da fama", Tara começa com um prólogo que deixa, logo de inicio, imensa vontade de saber o que se esconde ao longo das páginas seguintes. No prólogo ficamos a conhecer Marie, uma jovem num orfanato que fica com um bebe que tem um determinado problema a seu cargo. O casal misterioso é o que mais nos intriga.
Após esse inicio que nos deixa bastante curiosos, passamos a maior parte do livro a conhecer a vida de Franny, uma jovem que sucumbe aos prazeres do amor, e que se vê abandonada a braços com uma criança no ventre. Anos mais tarde tem a oportunidade de seguir o seu grande sonho - ser actriz em hollywood - e decide abandonar tudo, inclusivé a filha, para seguir o seu maior desejo. Ao longo dos anos vive uma vida de luxo, renegando tudo aquilo que deixou para trás.
Entretanto, vamos seguindo a vida da pequena Cara, que após ser deixada pela mãe a viver com uma avó que não conhece, aprende a suportar a dor da ausência daquela que a abandonou, mas que sempre lhe disse que a ia buscar.

A vida de Franny começa, aos poucos, a tornar-se bastante monótona e previsível para o leitor, um mundo de festas, luxos e muitos excessos. Esta torna-se numa personagem que, pessoalmente, tive dificuldade em gostar.
Por outro lado, a vida da sua filha faz com que ainda goste menos da personagem Franny. A pequena, tendo sido abandonada pela mãe, e tendo sido sempre escondida do mundo pela avó, quando esta morre, vê-se obrigada a ir para um orfanato onde tem uma vida complicada. A vida dá voltas e, ela acaba por voltar onde tudo começou, e acaba por procurar a mãe.

O final torna-se mais interessante acabando por se descobrir o que realmente aconteceu e quem era, afinal, a criança do prólogo que tanta curiosidade nos suscitou.

Em suma, é um livro que se lê bem, mas achei que se tornava massudo e previsível,pelo que, por mim, o que realmente gostei do livro, poderia ser contado em menos páginas, tornando-se talvez mais aliciante. No entanto, tem alguns ingredientes que muitos leitores apreciarão, especialmente quando estamos quase a chegar ao final e começamos a juntar algumas peças na cabeça e a compreender que os julgamentos que fizemos ao longo do livro eram realmente acertados.

[Trivial Literário] - TL1: Ronda 10






Meninas, aqui fica a configuração da ronda 10 e, claro, as perguntas.
Têm até amanhã ás 12h para responder.
Boa sorte :)



domingo, 18 de agosto de 2013

[À Lareira com] - João Frada



À Lareira com...João Frada, autor de "Tórrido".

Fale-nos um pouco sobre si.
É licenciado em Medicina, em Ciências Antropológicas e Etnológicas e em História, sendo ainda doutor em Medicina. Para além disso é professor. 

O que é que o conhecimento significa para si?
Inspirando-me no pensamento e na filosofia de Francis Bacon, dir-lhe-ei que o conhecimento significa para mim o mesmo que para este grande mestre da Época Moderna: “o poder”.  Não o poder na sua expressão social, económica ou política, mas na sua forma mais pura de busca e compreensão da verdade. Quanto mais se conhece, sobretudo se  os dados que compõem a nossa base cognitiva resultam  de um processo organizado e decorrente de uma aprendizagem metódica e contínua, de preferência curricular e científica, mais se pretende conhecer e, naturalmente, mais consciência se tem da infinidade de degraus da escada do conhecimento que jamais conseguiremos subir. A nossa existência é curta demais e o nosso cérebro demasiado pequeno, apesar da enorme capacidade de que dispõe, e, nessa medida, por mais que nos esforcemos, jamais passaremos dos primeiros “degraus”. Todavia,  mesmos os mais baixos, quando subidos  com paixão, firmeza,  sacrifício e persistência, são excelentes varandas panorâmicas voltadas para o conhecimento, porque é através delas que descobrimos o saber e desenvolvemos a intelectualidade. Haverá melhor poder do que o do conhecimento?     

É professor, colunista, investigador, historiador e clínico. Quando e como começou a sua aventura literária?
Considerando literatura sob o ponto de vista genérico, enquanto  “arte de escrever”, na verdade, o que escrevo, centrado predominantemente sobre matéria médica, histórica e antropológica, por razões óbvias, deve mesmo ser encarado como uma aventura, já que não sendo eu senão um simples cultor da escrita, não obstante o rigor científico com que trato cada tema, cada estudo, cada obra, falta-me a eloquência de literato no sentido mais puro do termo. Não passo, pois,  de um humilde aprendiz de humanidades e de um diletante nas áreas literárias.

Tem já mais de meia centena de títulos publicados, obras de carácter técnico-científico, histórico, etnográfico e poético. Pode referir algum dos géneros em que se sente mais “à vontade”? 
Escrever romance é e foi para mim mais do que uma ousadia. Escrever ciência tornou-se ao longo do tempo uma tarefa bem mais fácil,  sobretudo quando esse exercício se centra em áreas do conhecimento que durante o meu percurso de vida académica constituíram apostas de formação metódica  e organizada. Pratico medicina quase diariamente, desde 1978, agora só em regime privado, já que me encontro atualmente na condição de médico/professor aposentado. Os meus sentidos, a cerebração, a memória, o raciocínio,o léxico, a sensibilidade, o feeling, no seu todo, estão virados para a medicina, em particular, pediátrica. A matéria médica é, sem dúvida, o género temático que mais me fascina e que continuará, seguramente, a ser a minha primeira escolha em termos analítico-reflexivos e literários.    
           
Tem algum livro seu que tenha um sentimento especial para si, diferente dos outros? Se sim, qual?
Escrever poemas representa para toda a gente um exercício intimista, ainda que nem tudo quanto se escreve retrate intimidades ou afetos mais anímicos. Mas é a nossa alma, através da nossa voz e da nossa escrita, que se desnuda e nos descobre e identifica em cada poema, em cada frase, em cada palavra transbordante de sentimento e emoção. A coletânea de poemas, “Olhos nos Olhos da Alma”, reunindo quatro livros, três editados e esgotados (Reverso; Memorial do Mar, da Raiva e da Paixão; Corpo de Três, este em co-autoria com António Manuel Couto Viana) e um inédito (Emoções), foi, sem dúvida, a obra que, em termos sentimentais, mais significado assumiu no contexto geral de tudo o que até agora dei à estampa. O meu Eu, racional, intelectual, sensível e sensorial, está claramente retratado nesta coletânea.  

Publicou recentemente Tórrido, um livro diferente dos que já tinha publicado. O que o levou a escrever este livro?

Escrever é viciante e ainda que a arte de escrever do autor não mereça rasgados aplausos, por não conter informação de grande mérito ou por ser pouco apelativa, cativante ou ecuménica, a verdade é que há sempre leitores para todos os géneros e estilos de escrita. Dito isto, qualquer um pode aspirar a romancista e eu, sem deixar de reconhecer as minhas limitações, ousei também meter-me nessa aventura. Depois de ouvir contar várias vezes, a uma familiar minha, uma história de vida invulgar de duas pessoas, mãe e filha, senti que este curiosíssimo relato poderia perfeitamente constituir o cerne de um romance. Situada entre a realidade e a ficção, a narrativa deste livro, centrada predominantemente sobre as escaldantes controvérsias sociológico-políticas do Portugal colonial e pós-colonial, encontraria nas paixões ardentes das suas personagens e na calidez tropical de Moçambique e de Angola o ambiente e os “condimentos” propícios à sua composição. Nasceria assim o “Tórrido”.

Sendo Tórrido uma narrativa construída através de uma longa retrospectiva de memórias, podemos dizer que este livro transporta uma “grande parte de si e da sua experiência”? Como foi passar tudo isso para o papel?
Ainda que muito do que se escreve num romance sejam apenas construções ficcionistas do autor, enxertadas em memórias factuais do que vê, ouve, analisa e presencia e regista à sua volta, sem ser propriamente agente ativo em tais situações, outro tanto resulta das suas experiências pessoais. É inevitável. O que se escreve e o modo como se escreve são traços inconfundíveis da personalidade do autor, ainda que eles se apresentem camuflados e nem sempre percetíveis numa leitura superficial e menos hermenêutica. A identidade do autor, através dos seus valores, princípios, tendências,  de um modo mais ou menos vísível, está quase sempre presente nos seus escritos.   
Conheço a África  Ocidental, mas não a Oriental. Pude, contudo, conhecer um pouco de Moçambique, enquanto espaço colonial português, através dos olhos e das memórias de uma grande amiga minha, que viveu uns bons anos neste território. Para além desta valiosíssima informação, a documentação, constante em bibliografia, que investiguei sobre este local e, em particular, sobre Tete, onde decorre grande parte da narrativa, foi de especial importância para a construção deste romance. Sem deixar de dar largas ao espírito de criatividade e ficção, patente em tantas passagens do Tórrido, muito do que escrevi implicou um rigor histórico-cronológico criterioso e essa marca, ainda que não atingida na plenitude, pretendeu ser uma exigência distinta em relação a todas as realidades factuais citadas nesta obra. 

De momento, tem algum projecto em mãos? Pode falar-nos um pouco mais sobre ele?
Sim, tenho. Vários. Para além de uma reedição do “Praia de Mira: visão histórica e etnográfica”, obra esgotada e publicada em 1983, agora com um cuidadoso trabalho de revisão e atualização, integrando também mais um novo capítulo sobre demografia e epidemiologia do local, estou a preparar a edição de mais um livro, “Higiene na Marinha dos Descobrimentos”, Tomo III de A Vida a Bordo das Naus. Outro romance está já em linha também, desta vez pura ficção, e bastante adiantado, mas, por ora, permita-me manter sigilo do seu conteúdo.

Sendo professor, julga que a leitura e a escrita ainda são bastante “postas de lado” pelos jovens? Como poderíamos motivar esses mesmos futuros adultos para a leitura e para o conhecimento?
As chaves para esses objetivos têm sido mais do que objeto de reflexão para pedopsicólogos e especialmente para pedagogos. E têm havido, realmente, bons resultados em todos estes domínios, da leitura, da escrita e da exercitação e estimulação da criatividade e da prática de texto, sobretudo, nos primeiros dois ciclos escolares. A partir do terceiro ciclo, de uma maneira geral, os alunos, adolescentes, apetentes, sem dúvida, para outras áreas, como a informática e a eletrónica, parecem retroceder no capítulo da leitura e da escrita criativa. O aparente divórcio em relação a esta importante vertente de formação é perfeitamente demonstrável pelas baixas taxas de acesso a bibliotecas escolares e não escolares de jovens que se identificam com a faixa etária em causa. Lendo pouco ou apenas o essencial, não escrevendo senão de forma elementar ou escrevendo com o recurso permanente a  abreviaturas, mal sabendo manusear um dicionário de sinónimos ou de verbos, expressando-se oralmente de uma forma simplicista e elementar, situação, de resto, favorecida pelo atuais serviços de comunicação audiovisual, em particular, pela televisão, os jovens, de um modo geral, não cultivam nem a boa prática de leitura nem a escrita.
Nem toda a gente pode aspirar a ser um bom escritor, porque para isso se exigem outros atributos. Todavia, quem exercita a leitura acabará por demonstrar muito mais habilidade na expressão falada ou escrita e aumentará, seguramente, o caudal dos seus conhecimentos, fundamentais ao seu sucesso académico e profissional. De certo modo, sentir-se-á também mais feliz.

Para terminar, deixe uma mensagem aos nossos leitores, pff.
 Muito obrigada, desde já.
 Aos leitores dir-lhes-ei que a suprema satisfação da leitura é um prazer tão grande como explorar um lago idílico num barco a remos. Quem escreve não passa de um remador com maior ou menor jeito, quem lê passeia e goza a viagem, página a página. Importa, contudo, a ambos, remador e passageiro, observar atentamente cada detalhe da paisagem, fixar cada capítulo, cada pormenor, lembrar cada baía, cada ancoradouro, cada cais onde se chega, cada cais de onde se parte. Só assim valerá a pena viajar dentro de um livro e sentir esse percurso gratificante e inesquecível.

sábado, 17 de agosto de 2013

[Opinião] - "A Filha da Profecia" de Juliet Marillier



"Nessa noite voei por cima dos dois campos e aprendi que um bretão e um irlandês derramam o mesmo sangue e sentem a mesma dor. O dia mostrara-me que a guerra traz ao de cima tudo o que há de mais bravo num homem. Ela deixa que a sua coragem brilhe. Em tempos de conflito, um homem simples pode tornar-se num herói. Mas há um vencido em todas as batalhas e esse vencido pode ser, também, um homem de grande bravura e resistência, valor e grandeza de coração. As histórias não falam de sangue e sacrifício; de angústia e perda."




Assim que terminei O Filho das Sombras tive que pegar no último livro da trilogia ( eu sei que há livros depois deste, eu sei - e quero-os).
Encheu-me o coração voltar a "viver" personagens como Liadan, Bran e os seus companheiros, Finbar. Gostei muito "ver" no homem que Johnny, o pequeno bebe de Liadan no 2º livro, se tornou.

Mais uma vez Juliet leva-nos para aquele mundo que só ela sabes criar. Neste volume transporta-nos para o centro de onde tudo vai acontecer, para a batalha final, onde se acredita haver apenas um vencedor, que será quem ficará com as ilhas. Na verdade, e no fim, acaba por não ser isso que acontece, e essa é capaz de ser a melhor parte deste livro.

Contado, como costume, na primeira pessoa, nesta leitura seguimos Fainne, filha de Niamh e Ciarán. Uma criança privada da mãe desde muito nova, sempre viveu com o pai com quem aprendeu alguns truques de feitiçaria. Neste volume torna a aparecer, bastante presente, lady Oonagh, que devem recordar no primeiro livro. Esta, avó de Fainne, vê na neta o modo de arruinar sevenwaters, e é assim que, durante todo o livro, Fainne luta contra o seu lado mais negro que é trabalhado pela sua avó.
O amor de Darragh por Fainne é amoroso, e mesmo sendo uma personagem secundária, este é de extrema importância para as acções da jovem.

É neste, sendo último volume da trilogia, que ficamos a saber alguns segredos não revelados nos livros anteriores, e onde todas as peças do puzzle, finalmente, se encaixam.

Uma leitura muito boa, aliás como a autora sempre nos tem presenteado, no entanto, continuo a achar que O Filho das Sombras é, sem dúvida, o melhor livro, o que acaba por colocar este último volume como sendo, meramente, a conclusão de tudo o que lemos até aqui.
Quando fechei este livro senti saudades de todas estas personagens, o que me fez querer os restantes livros. Mesmo não continuando a trilogia, será de certo óptimo poder ler, mais uma vez, histórias destas personagens encantadoras.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

[Rimas e Poesia] - "Alegria Disfarçada" de Maria do Rosário Palma




Alegria Disfarçada
Uma lágrima escorreu-lhe na face
Cerrou os olhos por breves momentos
E como se já nada mais importasse
Deixou-se levar nos seus pensamentos.

Ao som dum vinil já velho e riscado
Imóvel e serena, assim ficou
Lembrando momentos do seu passado
E da ferida no peito que nunca sarou.

Pegou numa garrafa quase vazia
Bebeu p'ra brindar ao quê? sem saber!
E nesta sua falsa alegria  
Dançou uma valsa ou outra dança qualquer.

Num sentimento já meio confuso
Assim já meio embriagada
Ela sentiu-se tão vazia de tudo
Ela sentiu-se tão cheia de nada.

Veio a noite, escura e fria
Que não tardou em chegar
Calou-se de vez  a melodia
Que o velho vinil parou de tocar.

 Maria do Rosário Palma