sexta-feira, 4 de julho de 2014

[Novidade] - 5 Sentidos: "Os segredos da noite" de Sadie Matthews


Título: Os Segredos da Noite
Autores: Sadie Matthews
Tradução
: Catarina Campos
Págs.: 280
Capa: mole com badanas
PVP: 15,50 €

Renda-se ao desejo

Os Segredos da Noite é o segundo livro da
trilogia erótica de Sadie Matthews

No fim de maio, a 5 Sentidos publicou com assinalável sucesso O Abraço da Noite, de Sadie Matthews. A 11 de julho, chega às livrarias Os Segredos da Noite, o segundo livro da trilogia apaixonante e sem preconceitos protagonizada por Beth, que nesta história viajará pelo sul
de França e pela Croácia e dividirá protagonismo com novos e cativantes personagens.
A autora, que tem escrito sob vários pseudónimos, tem já publicados 6 romances de literatura feminina. Ainda este ano, será lançado o último livro da trilogia, As Promessas da Noite.

SINOPSE
A paixão de Beth por Dominic mudou-a para sempre. A total confiança que deposita nele fê-la entregar-se de corpo e alma nas suas mãos, participando em jogos e realizando-lhe todas as fantasias. Era perfeito: ambos tinham um amor eterno… mas Dominic perdeu o controlo.
Angustiado pelos acontecimentos, Dominic trava uma luta interior e decide que não poderá permitir que aquilo aconteça novamente.
Sobretudo porque agora já não é só Dominic que anseia pelo jogo delicado e sedutor de dar e receber, de arriscar pisar a linha ténue que separa a dor do prazer…
Persuadir Dominic a abandonar essa parte secreta de si mesmo será o maior risco que Beth poderá assumir, mas ela já não consegue resistir. E agora há Andrei Dubrovski: um homem rico e poderosíssimo, que invade a vida de Beth, da maneira que ela menos esperaria. Será o amor de Dominic e Beth suficientemente forte para resistir?

PRIMEIRAS PÁGINAS
Disponíveis aqui

A AUTORA
Sadie Matthews 
já escreveu, sob vários pseudónimos, seis romances de literatura feminina. Esta trilogia foi considerada pela revista Cosmopolitan uma das dez leituras obrigatórias para todos os fãs de As Cinquenta Sombras de Grey.

IMPRENSA
Provocante, inebriante e irresistível… esta trilogia é um deleite de que não quererá prescindir.Waterstone

Ainda melhor do que o primeiroLeitora do Goodreads

Esta série oferece, de facto, algo diferente das demais, com personagens que fogem ao tradicional e com constantes e surpreendentes reviravoltas. Está muito bem escrito e as cenas tornam-se vívidas graças ao maravilhoso talento narrativo. Captou definitivamente o meu interesse e estou ansiosa por ler mais. do blogue Sinfully Sexy Book Reviews

quinta-feira, 3 de julho de 2014

[Opinião] - "As Gémeas" de Saskia Sarginson



"Claro que dói passar fome. Mas podemos usar essas dores agudas como uma faca para cortarmos as coisas más dentro de nós. Acabamos por ansiar por essa sensação. Porque a fome é uma amiga. Com ela conseguimos chegar mais depressa aos nossos ossos do que imaginaríamos. Sinto-os debaixo dos dedos, logo abaixo da pele, cada dia mais perto: lisos, perfeitos e rijos. É isso que toda a gente diz dos ossos, não é? Que são puros. Limpos. Eu sigo o contorno dos meus e têm uma forma: o meu esqueleto." 





Quando vi a capa deste livro e li a sua sinopse fiquei cheia de vontade de o ler. Tanto que assim que o tive nas minhas mãos se tornou a minha leitura de cabeceira.

Em "As Gémeas" ficamos a conhecer Isolte e Viola, duas gémeas cuja vida separou, levando-as por rumos e caminhos sinuosos. Inseparáveis na infância algo de tenebroso as fez separarem-se e a verdade começa a surgir passado demasiados anos.

Um livro que tinha todos os ingredientes para dar certo: uma escrita cativante, um enredo misterioso e que poderia captar o leitor, culminando num desfecho surpreendente. No entanto não me cativou, tornou-se, aliás, uma leitura lenta e desinteressante. 

Admito que não sou fã de leituras que contenham analepses, e este livro é sobretudo composto pelas mesmas. Acima de tudo, neste livro, Saskia não faz qualquer menção temporal o que torna confusa a leitura aquando os flashbacks. Para além das analepses também o narrador vai alternando entre Isolte e Viola, o que faz com que estejamos constantemente a parar para conseguir contextualizar tanto temporalmente como a nível da personagem que está a narrar naquele momento.

Esta leitura teve,no entanto, pontos fortes e os quais apreciei bastante. A autora consegue fazer-nos reviver de forma bastante vivida a infância das gémeas. Leva-nos ao mundo hippie dos anos 70, o que é bastante interessante, não sendo uma época muito retratada nas minhas leituras, pelo que sendo eu uma apaixonada por uma boa contextualização de época fiquei fascinada.

Outro ponto forte é todo o contexto de vida actual de Viola. Esta sofre de um distúrbio alimentar sendo que se encontra diversas vezes internada, tendo diversas sequelas psicológicas, físicas e sociais consequência desse mesmo distúrbio. A autora consegue fazer-nos sentir a angustia de Viola e, até mesmo, dos que a rodeiam e sofrem com a sua condição. Escusado será dizer que tudo o que envolva aspectos psicológicos, e em especial quando estes são bem apresentados, eu adoro e leio avidamente.

O desfecho, ou seja, o clímax do mistério é deixado em aberto, não sendo assim resolvido. Eu pessoalmente não aprecio, sendo que esperava algo surpreendente, o que não aconteceu. No entanto sei que o facto de deixar à imaginação do leitor o que poderá ter acontecido poderá fascinar leitores mais imaginativas e/ou astutos. É interessante pois, no final do livro, é-nos apresentada uma entrevista com a autora onde esta explica as razões para ter escolhido fazer o final do livro deste modo.

Concluindo, um livro com alguns pontos bastante fortes, que será uma boa leitura para os mais variados leitores mas que a mim não conseguiu convencer. A problemática psicológica dá uma solidez interessante ao conteúdo do enredo tendo sido, talvez, o meu aspecto preferido do livro. As analepses tão ambíguas e o "saltar" de personagem para personagem tornou a leitura difícil, confusa e cansativa.

[Novidade] - Porto Editora: "As Raparigas cintilantes" de Lauren Beukes


Título: As raparigas cintilantes
Autor: Lauren Beukes
Tradução
: Cristina Paixão
Págs.: 344
Capa: mole com badanas
PVP: 16,60 €

Uma sobrevivente e um assassino impossível de identificar

As raparigas cintilantes vai ser adaptado à TV por Leonardo DiCaprio

11 de julho, a Porto Editora publica As raparigas cintilantes, um thriller de sucesso, da autoria da premiada escritora sul-africana Lauren Beukes.
Esta obra, que envolve uma sobrevivente e um assassino impossível de identificar, vai ser adaptada a série televisiva por Leonardo DiCaprio.
Este é um thriller de grande sucesso internacional e uma obra totalmente original, na medida em que envolve um serial killer capaz de viajar no tempo. Foi distinguido com vários prémios e nomeações ao longo de 2013: Amazon’s Best Mystery & Thrillers, GoodReads Reader’s Choice Awards Semi-finalist Mystery & Thriller, WHSmith Richard & Judy BookClub Choice, Exclusive Books Reader’s Choice Book of the Year, CWA Gold Dagger Thriller of The Year, RT Book Of The Year.
Lauren Beukes conquistou o prestigiado Prémio Arthur C. Clarke, com Zoo City, o anterior romance, obra que está a ser adaptada ao cinema.

SINOPSE
CHICAGO, 1931: Harper Curtis, um vagabundo paranoico e violento, dá de caras com uma casa que possui um segredo tão chocante como a natureza distorcida de Curtis: permite viajar entre o passado e o futuro.
Ele usa-a para perseguir as suas raparigas cintilantes – e tirar-lhes o brilho de uma vez por todas.
CHICAGO, 1992: Diz-se que o que não nos mata nos faz mais fortes.
Será isso que pensa Kirby Mazrachi, cuja vida ficou devastada depois de sofrer uma brutal tentativa de assassínio. Ela continua a tentar encontrar o agressor, tendo como único aliado Dan, um ex-repórter de crime que cobrira o seu caso anos antes. À medida que prossegue a sua investigação, Kirby descobre as outras raparigas, as que não sobreviveram. Os indícios apontam para algo… impossível. Mas para alguém que devia estar morto, impossível não significa que não aconteceu…

A AUTORA
Lauren Beukes
 é uma escritora premiada, argumentista, realizadora de documentários, autora de livros de BD e, pontualmente, jornalista.
Conquistou a cobiçado Prémio Arthur C. Clarke com o seu romance visionário Zoo City. Vive na Cidade do Cabo.

VÍDEO PROMOCIONAL
Disponível através desta ligação ou clicando na imagem.

[Novidades] - Booksmile: Julho 2014


Ally Carter vive nos EUA, onde trabalha com entusiasmo na escrita para adultos e jovens. Os seus livros já foram publicados em mais de 20 países, e são bestsellers do New York Times, USA Today e The Wall Street Journal.

A coleção As Miúdas de Gallagher marcaram a sua estreia na literatura juvenil e têm o selo de qualidade da Disney. Depois do sucesso do 1.º volume, editado em Portugal no passado mês de março, já chegou às livrarias o segundo volume da coleção: As Miúdas de Gallagher 2: Juro Dizer a Verdade, Toda a Verdade e Nem Sempre a Verdade (Booksmile I 256 pp I 14,39€).
 
A originalidade da história despertou o interesse não só da Disney, mas também de uma produtora de televisão que já comprou os direitos de adaptação. Afinal, o enredo, destinado a raparigas adolescentes, é bem especial, como as personagens!


 
O Colégio Gallagher (para Raparigas Excecionais) parece à primeira  vista uma escola típica, onde as adolescentes se  preocupam em combinar a cor da mala com o top que vão usar, e suspiram quando um professor giro lhes sorri. Mas  o que o comum dos mortais desconhece é que nas suas malas levam câmaras ocultas e o tal professor giro dá aulas de Preparação para Missões Secretas. O Colégio garante que forma os maiores génios do país… mas na realidade é a melhor e mais conceituada escola de espias e agentes secretas.
 
Cammie Morgan (ou Camaleão, como gostam de lhe chamar) é uma das miúdas de Gallagher. Ótima aluna, é fluente em catorze línguas e capaz de matar um inimigo de sete maneiras diferentes. No 1.º volume, Cammie teve de enfrentar a missão mais perigosa de sempre: apaixonar-se! Agora, Cammie vive um dilema.
 
«Eu não queria deixar o Josh, juro. Ainda sofro por ele, a sério. Neste período apenas queria ser uma aluna como as outras. E a verdade é que nada tive que ver com a falha de segurança que pôs a escola em perigo. Mas juro que, com a ajuda das minhas amigas, vou desvendar o mistério de Blackthorne e provar a minha inocência.

Na verdade, não vai ser fácil, e o meu coração, que ainda não recuperou, pode estar de novo em perigo. Mas prometo que vou fazer tudo para conseguir salvar o Colégio. E isto é toda a verdade! Juro! Não acreditas?»
Inspirado na personagem clássica de BD Dennis The MenaceO Diário de Dennis, o Pimentinha (Booksmile I 160 pp I 10,49€) é um livro que promete encantar os jovens leitores que vão iniciar a leitura autónoma (7+), e que já não necessitam da ajuda dos pais para ler e explicar as terríveis piadas e partidas que o Dennis tem para contar e pregar.

Recheado de ideias brilhantes, este pode, no entanto, ser um livro que os pais mais conservadores eventualmente não vão querer (erradamente) oferecer aos filhos. Porquê? Porque algumas ideias do Dennis, como a criação de um grupo na escola para banir os trabalhos de casa, podem não agradar a pais e professores. Mas, na realidade, se formos perguntar a uma escola quantas crianças iriam querer fazer parte do grupo, nós apostamos que quase 100% iriam aderir à ideia!

E apostamos também que, pese os bons ou maus exemplos que Dennis, o Pimentinha, partilha no seu diário, os pais vão adorar ver os filhos presos a um livro e a rir bem alto. Afinal, a missão dos livros é cativar as crianças para a leitura. E rir, é o melhor remédio!



 O autor Steven Butler é dramaturgo e romancista, tendo sido indicado para o prestigiante prémio humorístico Roald Dahl Funny Prize, o mais importante prémio britânico de humor para crianças. É também ator, dançarino, artista de circo e fã de banda desenhada desde a infância. Entrou em várias peças, como O Feiticeiro de Oz, nos famosos teatros londrinos de West End, incluindo algumas escritas por si.

O Diário de Dennis, o Pimentinha, é o primeiro volume de uma coleção que arrancou este ano em Terras de Sua Majestade, com três números agendados para 2014, e outros três para 2015.

«Vocês não vão acreditar nisto! Este é o pior dia de sempre! O verão está a acabar. Vem aí a escola, outra vez! E ainda por cima querem que eu faça um registo dos meus dias? Querem que eu escreva um diário? Eu, Dennis, o Pimentinha, a escrever um diário???

Não sei se já disse isto, mas: AAAAARRRRRGGGGGHHHHH!!!! Querem um diário? Muito bem, vão ter um. O diário mais terrível de sempre. E também vão descobrir que ser mestre em pregar partidas não é nada fácil. Mas nem imaginam os truques e partidas que eu e os meus amigos temos na manga. Estão preparados? Vai ser só rir!»



[Novidades] - Marcador: Inicio de Julho 2014


Titulo: O ESPIÃO QUE DEVIA TER MORRIDO
Autores: Agente Kasper e Luigi Carletti
Páginas: 390
PVP: 18,50€

O ESPIÃO QUE DEVIA TER MORRIDO - À VENDA A 2 DE JULHO

A HISTÓRIA REAL DO ESPIÃO QUE DEVIA TER MORRIDO
POR REVELAR SEGREDOS INTERNACIONAIS

«O INFERNO EXISTE E EU ESTIVE LÁ» - Agente Kasper

Mais de 300 dias preso, quase morto e em condições desumanas no Camboja, por revelar o maior escândalo internacional de emissão de dólares falsos para financiamento de operações das maiores agências de segurança internacionais, assim começa a história do Agente Kasper.
Hoje com 55 anos, decidiu contar a sua história e revelar ao mundo como são produzidas quantidades assustadoras de dólares falsos que são libertados para os mercados internacionais, que irão servir para operações desencadeadas por agências internacionais de segurança como a própria C.I.A.
Sempre envolvida num secretismo desmedido, a missão encomendada a Kasper era descobrir o que se escondia num sótão na embaixada da Coreia no Cambodja. O Agente Kasper jamais podia imaginar o que ia encontrar: milhões e milhões de dólares em notas de cem, todas impressas fora de território americano. As supernotes. Poucas horas após esta macabra descoberta era preso e torturado. A milhares de quilómetros da sua pátria e sem qualquer apoio internacional, estava abandonado à sua sorte. Sobreviveu para contar a sua história.

«Notas de 100 dólares são impressas na Coreia do Norte em máquinas autorizadas e com as quais os Serviços de Inteligência dos EUA pagam (de forma secreta e escondida da opinião pública) a regimes criminosos, traficantes de droga e outros agentes do mercado negro internacional. Tudo em nome da segurança nacional americana.» - La Repubblica

AGENTE KASPER é apenas um dos nomes de código usados na sua longa passagem pelos serviços secretos e pelo ROS. Pilote de aviação, especialista em artes marciais e, todo o tipo de armas e explosivos, Kasper protagonizou importantes operações contra a criminalidade internacional relativa ao tráfico de droga e à lavagem de dinheiro.      
                                              
O livro foi escrito em conjunto com:

LUIGI CARLETTI trabalhou durante trinta anos no Gruppo Espresso-Repubblica com as funções de enviado especial, redator-chefe e diretor. Para o La Repubblica realizou investigações sobre os grandes temas da atualidade. Como escritor, tem publicações em Itália e em França. Em 2013, foi lançado pela editora Mondadori o seu livro Cadavere Squisito. 


 

Titulo: Delicioso Piquenique
Autora: Isabel Zibaia Rafael
Páginas: 256
PVP: 20,00€

Livro à venda a partir de 2 de Julho

SEGUNDO LIVRO DE ISABEL ZIBAIA RAFAEL
UM LIVRO RECHEADO DE RECEITAS SIMPLES
E CRIATIVAS PARA SABOREAR

Delicioso Piquenique oferece aos seus leitores um conjunto de ideias fantásticas para diversificar refeições e fazer novos pratos para todas as ocasiões. Receitas simples, saborosas e económicas, que todos vão adorar.

Receitas, sempre práticas e, principalmente, cheias de sabor.

A relação de Isabel Zibaia Rafael com a cozinha faz-se de paixões. Paixão pelos ingredientes, porque gosta de cozinhar o que cada estação oferece. Paixão por experimentar especiarias, cereais, frutas e legumes menos comuns. Paixão porque gosta de testar novos sabores, de fazer combinações pouco usuais, mas sempre apetitosas, saudáveis e económicas, que todos podem fazer.

SALADAS ▪ SOBREMESAS ▪ SANDUICHES ▪ REFRESCOS ▪ PRATOS VEGETARIANOS ▪
SOPAS ▪ BOLOS À FATIA

ISABEL ZIBAIA RAFAEL nasceu no Ribatejo e é professora. Criou o blogue de comida e viagens, Cinco Quartos de Laranja, em 2006. É uma apaixonada por comida, gosta muito de viajar, visitar mercados, ler, experimentar receitas e novos ingredientes. Escreve sobre comida e desenvolve receitas para marcas. Colabora com várias revistas nacionais. O seu primeiro livro, Cozinha para Dias Felizes, foi distinguido como Best Blogger Cookbook em Portugal pelos Gourmand World Cookbooks Awards.
O seu blogue Cinco Quartos de Laranja foi eleito pelos leitores como o melhor blogue nacional de Culinária/Gastronomia em 2011 e 2012. 


quarta-feira, 2 de julho de 2014

[Fã do Mês] - Colaborador de Julho


Começamos no dia 1 a corrida para o fã do mês de Julho. Já viram quem ganhou o mês passado?

Pois é, como é costume venho dar-vos a conhecer o colaborador deste mês. Ora espreitem:

Página de facebook aqui.

[Opinião Tertuliana] - "Roma 40 D.C - Destino de Amor" de Adele Vieri Castellano



"O mais poderoso Império do Mundo Antigo é o surpreendente palco deste romance, onde os deuses brincam com os fados, provocando paixões inesperadas, ciúmes violentos e desejos intensos. Roma 40 d.C. conquistou-me a atenção desde o primeiro momento em que o vi, mas nunca pensei que esta leitura se revelasse a surpresa fantástica que acabou por ser. Com uma escrita cuidada mas que não deixa de ser intensa e provocadora, Adele Vieri Castellano envolve-nos no ambiente perigoso e intenso da Roma de 40, transportando-nos numa viagem única e apaixonante, de Roma à Cápua, dos bairros pobres ao palácio imperial, do frio ódio ao mais quente dos amores." in Chaise Long






Quando vi a capa deste livro, quis de imediato ler a sua sinopse. Escusado será dizer que quando li a dita cuja fiquei com uma vontade imensa de ler este livro. Nunca tinha lido nada cuja acção se passasse no tempo dos imperadores romanos e das suas concubinas, pelo que estava deveras entusiasmada para saber mais sobre este tempo e sobre os costumes dos romanos.

 Assim que abri o livro, deparei-me com um pequeno texto, escrito pela autora, destinado aos leitores portugueses, o que me deixou com uma impressão muito positiva de Adele Vieri Castellano, pois mesmo sem saber se gostava da sua escrita ou não, é sempre bom sabermos que os autores se preocupem em agradar os seus leitores.

 A acção do livro passa-se em Roma, no ano 40 d.C., e tem como principais personagens Marco Quinto Rufo e Lívia Urgulanila, um casal que terá um longo caminho a percorrer até se encontrar. Enquanto Marco, um dos “homens” de Calígula (Júlio César), é um homem bruto e ríspido, Lívia é uma mulher independente e refinada. Quando o caminho dos dois se cruza, nenhum dos dois imagina o impacto que o mesmo vai ter nas suas vidas.

 Passado numa época tão mística e tão presente no nosso imaginário, a história deste livro leva-nos para um tempo onde os deuses eram venerados e onde o poder, a paixão, a luxúria, a traição e as intrigas faziam parte do dia-a-dia da população, principalmente dos imperadores e das famílias mais abastadas. A descrição do ambiente vivido pelas personagens, feita pela autora, é fascinante e faz-nos viver, tal como as personagens, todo aquele meio. 

A juntar-se à excelente descrição da paisagem bem como à caracterização pormenorizada das personagens, está a utilização de termos próprios da época, que ajuda o leitor a sentir-se ainda mais dentro da história e a compreender aqueles hábitos tão diferentes dos tempos de hoje. Em relação a este aspecto, o único senão é o facto de para sabermos o significado destas expressões, termos de ir às últimas páginas do livro, o que se torna algo aborrecido, pois ao longo do livro existem bastantes expressões desse género. No entanto, esse único aspecto negativo desta leitura não é nada comparado ao prazer que nos dá.


 Com uma escrita fluída e cuidada, mas não deixando de ser provocante, “Roma 40 d.C.” é um livro que nos surpreende a cada virar de página e nos fascina com todo o esplendor daqueles tempos. Uma leitura que me faz ansiar pelos próximos livros da autora e que eu recomendo.

Inês Rodrigues

terça-feira, 1 de julho de 2014

[Opinião Tertuliana] - "No País da Nuvem Branca" de Sarah Lark


Esta não foi a primeira vez que comecei a ler este livro. Quando peguei nele à cerca de 2 meses, “No país da nuvem branca” não me conseguiu cativar, sendo que não sentia vontade de o ler e achava a sua leitura algo enfadonha. Entretanto, como “apareceram” novos livros por que eu tanto ansiava, pus este de lado e dediquei-me a outras leituras. 

Quanto acabei de ler o livro anterior a este, dei por mim a pensar que livro havia de ler a seguir, e o meu olhar foi cair sobre a lombada deste mesmo livro. Já a pensar que num futuro próximo poderia querer continuar a leitura, deixar um marcador na página onde ia. Assim, decidi voltar a esta leitura e ver se desta vez me agradava mais. Não podia ter ficado mais espantada quando me apercebi de que estava a devorar o livro, lendo m todos os espacinhos de tempo disponíveis. Nunca me tinha apercebido tão claramente que as leituras têm o seu devido tempo e espaço, isto é, nem todos os momentos da nossa vida são propícios a todas as leituras.

Foi assim com alegria que eu continuei a leitura deste maravilhoso livro, escrito de uma forma tão simples e no entanto tão apelativa, não reparando no seu tamanho, de depressa me pareceu demasiado pequeno.


O primeiro livro desta trilogia conta-nos a história de duas raparigas, Helen e Gwyneira, que decidem aventurar-se por terras neozelandesas para se casarem com um fazendeiro e com o filho de um magnata, respetivamente. Apesar de não conhecerem os seus futuros maridos, ambas nutrem um sentimento de esperança de que sejam cavalheiros honrados com quem viveram felizes para sempre. No entanto, aquilo por que tanto ansiavam não se coaduna com as suas expetativas e as duas jovens têm de aprender a viver naquele país desconhecido, longe da sua família, ao lado de dois homens que não são o que desejavam para marido.

 Adorei a história, a forma como a autora caracteriza os personagens, dando aos leitores tudo o que estes precisam para recriarem na sua ente as personagens, não só fisicamente como também o seu feitio e forma de pensar. Gostei imenso das descrições da paisagem neozelandesa, que me fizeram ter vontade de um dia visitar a Nova Zelândia, bem como da forma com que a autora entrelaçou a vida dos diversos personagens.

Em suma, “No país da nuvem branca” é um livro que nos faz pensar em como seria se um dia tivéssemos de largar tudo o que conhecemos para ir viver para um sítio onde nunca estivemos, ao lado de pessoas que nunca conhecemos, e como faríamos para nos habituarmos a esse novo ambiente sem nos perdermos e àquilo que somos.  


 Inês Rodrigues